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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Terço de Ligação

O mês de Outubro é o mês de devoção ao Santo Rosário.

Nesta minha caminhada pela vida católica, já se passou cerca de um mês e meio desde que comecei a rezar diariamente o Terço. Admito-vos que nem sempre tem sido fácil de o conseguir. Até hoje, houve 2 dias em que não o consegui fazer. Paciência, pede-se perdão e reza-se o dobro no dia seguinte!

Mas acreditem, tem sido uma experiência maravilhosa, muito esclarecedora e iluminadora e que me tem ajudado bastante no dia-a-dia, desde as coisas mais simples às mais complicadas. Neste momento, é uma prioridade para mim conseguir aquela meia-hora para rezar o Terço e estar na presença do Senhor. Tornou-se o meu alento e a minha força para enfrentar o dia seguinte, tornou-se a minha recompensa e gratificação no fim dum dia especialmente complicado, tornou-se a luz e a esperança que conduz a minha vida.

 

Um destes dias, ao iniciar o Terço, dei comigo a pensar: "No momento em que eu pego no meu terço, talvez haverá uma outra pessoa no mundo que terá agora mesmo acabado de rezar o seu."

 

Depois, já a meio, voltei a pensar: "Neste momento, talvez haverá mais alguém que estará a rezar o Terço ao mesmo tempo que eu. De certa forma, estará a rezar comigo o terço. Talvez até esteja a dizer exactamente e ao mesmo tempo as mesmas palavras que eu. Talvez reze noutra língua. Talvez esteja a cantá-lo. Talvez seja mais novo que eu, ou mais velho. Talvez esteja a rezar sozinha, talvez esteja acompanhado. Talvez seja uma família inteira."

 

Um pouco mais tarde, ainda durante o Terço, pensei: “Talvez esteja alguém agorinha mesmo a rezar o Terço por si, ou por alguém. Talvez precise duma resposta. Talvez precise duma solução. Talvez esteja a pedir uma intervenção de Deus. Talvez precise de paz e conforto. Talvez precise de esperança e de força. Meu Deus, permita-me rezar com esta pessoa.”

 

Por fim, quando estava a terminar e a pousar o meu terço, voltei a pensar mais uma vez: "No momento em que eu pouso o meu terço, talvez esteja agora alguém a pegar no seu e a começar a rezar. É como uma corrente continua, uma ligação ininterrupta, um elo, um laço, uma união eterna entre os cristãos. Estamos todos ligados pela oração, pelo Terço, por acção de Nossa Senhora, pelo amor a Deus e a Cristo.

Quantos corações estarão a bater agora ao mesmo tempo? Quantas almas se fundem neste fenómeno? Quantas intenções, pedidos e desejos se repetem e se acumulam, até formar algo denso, forte, profundo, intenso. Algo capaz de alterar o presente e o futuro. Algo capaz de alterar a nossa realidade. Talvez seja assim que se formam os milagres…”

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Sendo filha única, habituei-me a estar sempre sozinha, a fazer tudo sozinha e a depender apenas de mim. A solidão é minha conhecida desde sempre.

Contudo, desde o dia em que tive estes pensamentos, não voltei a sentir-me sozinha quando estou a rezar o Terço. Agora, sinto-me rodeada de pessoas, sinto-me ligada a elas, sinto-me unida a mais alguém. Às vezes até parece que consigo ouvir as vozes das outras pessoas a rezar comigo. Ave Maria, cheia de graça,….

 

Agora, já não me sinto sozinha.

Bodas de Ouro

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O que vocês vêem?

 

Eu vejo um dos casais mais unidos que conheço.

Eu vejo um dos maiores exemplos da minha vida.

Eu vejo duas das pessoas mais importantes da minha vida.

 

Eu vejo duas pessoas que me ensinaram que o amor não é um sentimento, mas uma decisão diária que se transforma em acções, em entrega, em serviço. Que o amor é desejar a felicidade do outro mais que a nossa. Que o amor é carinho, é amizade, é companheirismo. Que o amor, se bem praticado e estimado, é eterno.

 

Estes são os meus avós paternos, os que sempre viveram connosco. Ou melhor, eles é que nos acolheram a nós. Os meus avós são duma pequena aldeia de Beja. Vêm ambos de famílias grandes mas pobres. A avó não foi à escola, porque a mãe exigia que ela ficasse em casa a tratar dos irmãos e da casa. O avô fez a 4ªclasse e depois foi trabalhar para o campo. Ambos trabalharam na agricultura durante anos e anos. Quer fizesse sol ou chuva, quer fosse dia de semana ou de fim-de-semana, quer fosse inverno ou verão. 

O avô é 7 anos mais velho que a avó. Eles começaram a namorar quando a minha avó tinha 17 anos. Casaram 3 anos depois, e o meu pai nasceu quando a avó tinha 23 anos. Meses depois, fartos duma vida já tão longa de trabalho, e sem perspectivas dum futuro melhor, partiram da aldeia com direcção a Lisboa, trazendo consigo os seus poucos pertences. 

Aqui o avô conseguiu emprego no antigo Arsenal do Alfeite. A avó começou por trabalhar numa fábrica têxtil, depois essa fábrica fechou e a partir daí foi sempre costureira. Ambos tinham o sonho duma vida melhor e mais digna. Sempre pensaram em construir uma casa e em ter um bom terreno para uma horta. 

Os avós construiram com as suas mãos a casa em que vivemos hoje, uma tarefa que demorou quase 20 anos a ser concluída. Eles construiram-na sozinha e sempre com o dinheiro dos seus bolsos. 

 

Juntos, passaram por momentos de plena felicidade, mas também de completo terror e medo.

Juntos, enfrentaram a perda de familiares e amigos, e receberam de braços abertos todos os novos amigos, vizinhos, irmãos e sobrinhos.

Juntos, criaram uma família unida, sempre junta e feliz.

Juntos, alcançaram hoje 50 anos de casados.

 

Hoje há uma grande festa cá em casa. Vamos celebrar os avós, a sua vida e o seu exemplo. Mas vamos também celebrar a nossa família e todos os seus elementos.

 

 

Hoje celebramos aqueles que sempre nos ensinaram que:

 "O amor é paciente, o amor é benigno, não é invejoso; o amor não é orgulhoso, não se envaidece; não é descortês, não é interesseiro, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acabará..."

1Coríntios 13:4-8

A Liberdade do Perdão

Sei que já postei hoje no blog. Mas aconteceu algo tão importante hoje que tinha de partilhar convosco! 

 

Desde que me confessei pela primeira vez, no início do ano, que saio sempre do confessionário a sentir-me livre e renovada. Mas, na verdade, estes sentimentos nunca foram completos.

Porque eu continuava a esconder um grande pecado. 

 

No primeiro ano da faculdade eu conheci uma rapariga, que facilmente se tornou numa grande amiga. Éramos muito parecidas, tinhamos muito em comum tanto no nosso passado como no presente. E demo-nos logo muito bem...

Porém, o primeiro ano na faculdade de medicina é muito perigoso - se não tivermos cuidado, este ano é capaz de trazer ao de cima o pior de cada um. Eu não tive cuidado. 

 

Um dia, por razões profissionais, discutimos. Bastante. Bastante mesmo. 

E, infelizmente, levámos a discussão para o lado pessoal. Ambas dissemos e fizemos coisas terríveis nesse dia... No final, saímos as duas profundamente magoamos. Que dia tão negro, que dia tão triste. Nem imagino a mágoa de Deus nesse dia...

 

Então, duma grande amizade, chegámos ao extremo de não nos falarmos nunca mais. 

Eu estava particularmente magoada porque nunca tinha antes discutido assim com outra pessoa. E muito menos tinha ficado assim tão zangada com alguém. Sentia-me muito ofendida. Não achava justo nem justificável nada do que ela tinha dito. Claro que não pensava naquilo que EU tinha dito....

 

O tempo passou. Eu voltei à igreja e apercebi-me finalmente do meu grande erro. Mas, apesar disso, nunca tive coragem para voltar a falar com ela. Eu estava presa ao meu pecado. Deixei, durante muito tempo, que fosse o orgulho a comandar a minha vida.

 

Este Verão empenhei-me a estudar tudo o que conseguisse acerca do pecado e do perdão. Estudei muito, li muito, pesquisei muito. E finalmente tomei uma decisão: passei quase todo o Verão a rezar por aquela rapariga! A rezar por ela e para ela. Empenhei-me em desejar-lhe todo o bem que consegui imaginar. Bençoei-a de todas as formas que sabia. Repetia diariamente, "Eu amo aquela rapariga. Ela é minha irmã. Cristo sacrificou-se por mim e por ela. Se Cristo amou-a tanto para morrer na Cruz por ela, então eu também a amarei. Ajude-me a alcançar isto meu Senhor. Pai infinitamente misericordioso, ajude-me a ser como o Senhor"

 

 

E então aconteceu. Aquilo que mais desejava durante estes anos aconteceu. Eu perdoei-a! Completa e verdadeiramente! E ao perdoá-la, eu libertei-me do meu pecado!

Com a ajuda de Deus, eu consegui vencer e ultrapassar o meu pecado. E acabei por descobrir uma ferramenta muitíssimo valiosa para o resto da minha vida: se me concentrar em rezar e a abençoar aqueles que me façam algum tipo de mal, poderei sempre perdoa-los, verdadeiramente.

 

Portanto, isto aconteceu no Verão. Contudo, apenas metade da tarefa estava feita. Agora, precisava de ir ter com ela e dizer-lhe tudo isto. O problema agora era que eu já não a via pela faculdade desde o ano passado!

 

Hoje, estava eu a almoçar na faculdade, quando a vi. Eu nem queria acreditar!

Contudo, Deus escolhe tudo conforme a Sua vontade. Se eu quisesse ir falar com ela, tinha de o fazer na confusão do refeitório, com centenas de pessoas à volta. Sem qualquer tipo de privacidade.

Desta vez, o orgulho tinha mesmo de ser todo engolido. Desta vez, tinha de ser o mais humilde que possivelmente conseguisse. Desta vez, por favor meu Senhor, tem de me ajudar! Sozinha é impossível!

 

Quando dei por mim estava sentada ao lado dela, a falar, finalmente, após quase 3 anos sem o fazer. Pedi-lhe perdão e disse-lhe que a tinha perdoado. Perguntei-lhe se podiamos voltar a começar do zero. Eu nem queria acreditar no quão amorosa ela estava a ser ao falar comigo. Ela não devia estar mesmo à espera. 

Fizémos as pazes. Contámos piadas acerca da faculdade. Rimos. Prometemos ajudar-nos mutuamente no futuro.

 

Tenho andado nas nuvens desde o almoço. Estou livre!

Contudo, a aventura ainda não acabou. Amanhã tenho de ir confessar-me. Oh, que maravilha de dia vai ser amanhã!

 

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 Her Choice - Imagem retirada do Pinterest

 

"Eu vos garanto: se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus,

não entrareis no Reino do Céu».

«Ouvistes o que foi dito aos antigos: "Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal".

Eu, porém, digo-vos: todo aquele que ficar com raiva do seu irmão, tornar-se-á réu perante o tribunal. Quem disser ao seu irmão: "imbecil", torna-se réu perante o Sinédrio;

quem chamar ao irmão "idiota", merece o fogo do inferno.

Portanto, se fores até ao altar para levares a tua oferta, e aí te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta aí diante do altar e vai primeiro fazer as pazes com o teu irmão;

depois, volta para apresentar a oferta."

Mateu 5: 20-24

 

"«Ouvistes o que foi dito: "Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!"

Eu, porém, digo-vos: amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!

Assim tornar-vos-eis filhos do Pai que está no Céu, porque Ele fez nascer o sol sobre maus e sobre os bons

e fez cair a chuva sobre justos e sobre os injustos.

Pois, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis?

Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa?

E se cumprimentais somente os vossos irmãos, o que é que fazeis de extraordinário?

Os pagãos não fazem a mesma coisa?

Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai que está no Céu».

Mateus 5:43-48

Como nos vestir para ir ao banquete do rei

Um destes dias, leu-se na missa uma passagem longa (e complexa a meu ver) do Evangelho segundo São Mateus 22:1-14. Nesta passagem, Jesus fala-nos acerca do reino dos Céus e de como poderemos um dia lá entrar. Como sempre, conta-nos isto através duma parábola.

Um rei preparou um grande banquete nupcial para o seu único filho. Preparou tudo pessoalmente e com a ajuda dos seus servos: o banquete foi servido com o melhor de tudo o que existia, a mesa tinha a melhor decoração, tudo estava iluminado e preparado para receber os convidados. Estava tudo pronto. Esta seria a festa de casamento do filho do rei! Que alegria deve ter sentido este pai!

 

O rei mandou os seus servos irem chamar e convidar várias pessoas para a sua festa. Enviou vários servos a diferentes convidados. Contudo, ninguém quis vir à festa. Todos recusaram. Todos estavam demasiado ocupados com as suas vidas, com os seus afazeres, com os seus problemas e trabalhos, e não tinham tempo para virem festejar com o rei.

Reparem que esta não seria uma refeição qualquer! Seria um banquete para celebrar a união entre o filho do rei e a sua esposa!

 

Na parábola o rei parece que quase suplica pela presença destes convidados, ficando muito triste quando estes o recusaram. Não ficariam vocês, depois de tanto trabalho, de tanta dedicação? E assim o rei viu que os seus primeiros convidados não eram dignos da sua festa. 

 

Contudo, ele não baixou os braços, e voltou a enviar os seus servos. Desta vez convidava todas as pessoas do reino. O rei abriu agora as portas do seu castelo para todos, querendo que todos os homens venham e se juntem a ele, na celebração.

Os servos, diz-nos a passagem, reuniram todos os que encontraram, maus ou bons. Então a sala do banquete encheu-se de vida, de alegria! Que ambiente de festa!

 

O rei porém reparou num homem. Esse homem não estava correctamente vestido para a festa, não tinha o seu fato nupcial como todos os outros. O rei perguntou-lhe porquê, e ele não lhe respondeu, talvez porque não soubesse a resposta.

O rei disse então algo que, admito-vos, eu não estava à espera de ouvir da primeira vez:

 

"Amarrai os pés e as mãos deste homem e lançai-o fora na escuridão; aí haverá choro e ranger de dentes". Porque muitos são os chamados e poucos são os escolhidos».

 

Esta passagem foi lida numa das primeiras missas do sr. novo padre na nossa paróquia. Eu já tinha lido esta parábola sozinha. Achava que tinha compreendido tudo. Mas quando cheguei a esta parte, já no fim, admito-vos que me causou algum medo e incerteza. Talvez porque não compreendia o que significava.

O sr. padre na missa, uma das questões que nos explicou foi acerca do fato nupcial. Que fato tão importante, tão essencial, tão especial, era este, que fez o rei dizer tal coisa?

 

Este fato, explicou-nos o sr. padre, pode representar muita coisa. Segundo São Gregório este fato nupcial representa a e a Caridade. Sem estes dois, não será possível para nós entrarmos no reino dos Céus.

"Cada um de vós, portanto, que, na Igreja, tendes fé em Deus, já tomeis parte do banquete nupcial, mas não podeis afirmar ter a veste nupcial se não preservais a graça da Caridade" (Homilia 38, 9: PL 76, 1287).

 

A leva-nos ao banquete. Pela , somos convidados para a celebração, aceitamos o convite e pudemos entrar no castelo, na sala da festa.

Mas isso não chega, é preciso estarmos vestidos a rigor para podermos participar realmente. É necessário praticarmos também a Caridade, o Amor. Tanto o amor a Deus como o amor ao próximo. Estão são os frutos que nascem da , e através dos quais seremos verdadeiros convidados, mas também participantes na celebração, na festa final do Senhor. 

 

Nós precisamos de agir concretamente neste mundo. Precisamos de exercer um amor prático, uma amor real, um amor visível. Assim como Jesus o fez, ao morrer na Cruz por todos nós. Todos nós: primeiros convidados que recusaram ou os segundos convidados que aceitaram, quer estes sejam bons ou maus.

Mas apesar de todos serem convidados, nem todos poderão um dia participar na festa do Filho de Deus. 

 

Foi graças ao sr. padre que percebi, que o homem que não usa o fato nupcial é o homem que se recusa a amar. Ele está lá, no banquete, mas está só a assistir. Não está a participar. E é por causa disso que o rei lhe diz tais palavras:

 

"Amarrai os pés e as mãos deste homem e lançai-o fora na escuridão; aí haverá choro e ranger de dentes".

 

Que triste me senti por agora ter compreendido. Que triste pensar que algo assim acontecerá às pessoas. São Domingos de Gusmão parece que passava horas na igreja a chorar e a perguntar 'Senhor, o que será dos pecadores?'. Há dias, como hoje, quando finalmente compreendo, que também eu o pergunto e choro.

Acreditemos na misericórdia infinita de Deus.

O dia que nunca mais chegava....

Quando voltei para a Igreja Católica tentei informar-me acerca dos grupos que existiam na minha paróquia. Mas estávamos no final do ano lectivo, e já não aceitavam inscrições para nenhum grupo. 

Eu penso que, quando era mais nova, completei o 7º volume da catequese, e que cheguei a inscrever-me no 8º. Contudo, na altura comecei a namorar, e como achava que tinha falta de tempo para o rapaz, acabei por desistir. Logo a seguir comecei com as minhas dúvidas e revoltas, e nunca mais me lembrei de acabar a catequese. 

 

Assim, durante o Verão ponderei ir para a catequese dos adultos para fazer o Crisma. Informei-me e pesquisei bastante acerca deste Sacramento e do seu significado. Li muito. Pensei muito. Não rezei assim muito, admito. Mas tomei a decisão de tentar ir e conciliar as aulas de catequese com a faculdade. O entusiasmo começou a crescer!

 

Chegou Setembro, mas parecia que as inscrições para a catequese nunca mais abriam!

No Domingo em que o sr. padre avisou que as inscrições estavam abertas, fui a primeira a inscrever-me, logo a seguir à missa. Tive pressa porque, pensava eu, tanta gente devia querer inscrever-se e não queria perder a oportunidade! Cheguei a pensar que, se recebessem inscrições de muitas pessoas, talvez tivessem que as escolher... talvez tivessem que escolher aquelas que eles pensassem ser as mais indicadas para fazer o Crisma ... ora, se descobrissem na minha ficha antiga da igreja que eu não tinha completado a catequese, pronto, estava feita! Não seria escolhida!!

 

Setembro quase a terminar. Anunciou-se o início da catequese infanto-juvenil, na primeira semana de Outubro. Nem uma palavra acerca da catequese para adultos. Será que se esqueceram de avisar?

Fui falar com o secretário da nossa paróquia. E fiquei a saber que, em princípio, a catequese dos adultos não ia ainda começar porque eu tinha sido a única pessoa a inscrever-me! Dá para acreditar?!

 

Nesse dia fiquei muito triste. Muito triste mesmo. A única?

Tenho vindo a aguardar pacientemente (ou nem assim tanto) desde a Páscoa para poder inscrever-me. Tinha imensas expectativas sobre o que íamos estudar, discutir e aprender. Tinha vindo a criar uma enorme paixão, um enorme desejo de aprofundar e confirmar a minha Fé e de a mostrar publicamente. Passei o Verão a ler acerca das maravilhosas capacidades que o Espírito Santo nos ia oferecer, para que fossemos verdadeiros discípulos de Cristo e espalhássemos a Boa-Nova! Que alegria, que entusiasmo eu sentia!

Além de ter escolhido propositadamente o horário na faculdade para que fosse o mais compatível possível com o horário da catequese (2ªfeira à noite). E de já ter começado a organizar tudo, a comprar livros, a reunir informações, e a encontrar formas para poder ir.... Que desilusão...

 

Então, o que podia fazer agora? Bem, a única coisa que podia fazer, apercebi-me, era entregar este assunto nas mãos do Senhor, e dizer-Lhe: Seja feita a Tua vontade, Pai, e não a minha. Aquilo que Tu quiseres, é o que eu quero. E rezei muito, muito. No início do dia, a meio, à noite, quando rezava o terço, ...

 

Um fim-de-semana, estava eu imersa no estudo de Oftalmologia, tocaram à campainha. Não liguei nenhuma, costuma ser sempre para a avó ou para a mãe. Mas desta vez, era para mim!!

Uma vizinha minha, chamemos-lhe Vizinha H, catequista há muitos anos, veio falar comigo pessoalmente para me dizer que a nossa igreja tinha recebido mais 6 inscrições! E que a catequese dos adultos ia assim começar no dia 20 de Outubro às 21h. Melhor ainda, ela ia dar pela primeira vez aulas para o crisma dos adultos, sendo assim minha professora! Iupiiiiii

 

Admito-vos que quando me despedi da Vizinha H, depois de lhe ter dado um abraço monstruoso, entrei dentro de casa e comecei a gritar: ALELUIA! HOSSANA NAS ALTURAS! LOUVADO SEJA O SENHOR!! ALELUIAAAA

 

"Chama por Mim que Eu te responderei, anunciando-te coisas grandiosas e sublimes que não conheces." Jeremias 33:3

 

Assim, hoje pelas 21h, estarei nas nuvens de contente, quando iniciarmos a catequese dos adultos com uma missa inaugural :D

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Imagem retirada do Pinterest.

 

 Muito obrigado, meu Senhor, por me receber na Sua Casa.

O meu plano de leitura bíblica

>> ACTUALIZAÇÃO DESTE POST - LER AQUI <<

 

Desde o retiro das Famílias de Caná, como já tinha dito aqui, houve muitas mudanças no meu dia-a-dia!

A mudança que hoje partilho convosco foi também muito influenciada pelo Padre Paulo Ricardo e os seus fabulosos e educativos vídeos.

 

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No dia 1 de Setembro comecei o meu plano de leitura bíblica anual, católico, com o propósito de ler a Bíblia duma ponta à outra em menos dum ano. O plano que sigo está feito para um ano completo - contudo, eu pretendo acabá-lo pelo menos até Junho/Julho do próximo ano. Neste momento estou muito adiantada no plano, o que é óptimo! Assim, nos dias em que não terei tempo de ler a Bíblia, não tenho que me preocupar ;)

 

Desde que comecei a estudar em Lisboa faço diariamente 40min de viagem num comboio, e desde o 1ºano da faculdade que, apesar do pouco tempo extra, por causa destes minutos diários consigo manter uma óptima lista de livros lidos anualmente. Este ano lectivo, vêem-me com o tablet ou com o telemóvel, não a jogar jogos como todas as outras pessoas, mas a ler a Palavra de Deus. Como em todas as situações em que tenho de esperar, por exemplo, antes do início duma aula, ou à espera de algum tutor-médico. E é assim que tenho conseguido seguir o meu plano.

 

Eu adoraria que mais alguém se juntasse a mim! Quem aceita o desafio? :)

 

"Meu filho, se aceitares as minhas palavras e conservares os meus preceitos,

dando ouvidos à sabedoria e inclinando o coração para o entendimento;

se invocares a inteligência e chamares o entendimento;

se procurares a sabedoria como se procura o dinheiro e a buscares como um tesouro escondido,

então entenderás o temor de Javé e alcançarás o conhecimento de Deus.

De facto, é Javé quem dá a sabedoria, e da sua boca vêm o conhecimento e o entendimento."

Provérbios 2:1-6

 

Se ainda não ficaram convencidos da necessidade e do prazer de ler diariamente a Bíblia, por favor leiam este belíssimo texto da Rute Almeida. Uma autêntica jóia!!

 

P.s: Se quiserem, leiam os comentários deste post, entre a Olivia e eu. Pode ser que mais uns quantos argumentos vos convençam!! :)

Novo padre, nova missa

No verão, um dos nossos dois padres teve de voltar à sua terra-natal, no Brasil. Este tinha sido o padre que me confessou pela primeira vez em sete anos, e que me tinha continuado a ajudar a reintegrar na Igreja Católica. Tenho-lhe muita estima e muito carinho por isso.

Assim, recentemente a nossa paróquia teve de acolher um novo padre (a nossa paróquia é constituída por 2 igrejas em localidades diferentes).

Este novo padre acabou de ser ordenado. Parece-me que vem com muita energia, novas ideias e imensa vontade de trabalhar, como é costume nos padres recém-ordenados. E isso é óptimo! :)

Contudo, parece-me que este padre vai ser especial. Diferente dos que já tivemos.

 

Até ao momento, já assisti a 3 missas dadas por ele. E penso que já toda a gente na paróquia notou o quão diferentes são. 

Na explicação das leituras, trás consigo umas folhas pequeninas, tipo bloco de notas. Vê-se que tem um discurso bem preparado, que reflectiu bastante naquilo que nos pretende dizer. 

 

Agora, a maior diferença nestas missas vem depois, já na parte da Liturgia da Eucaristia e dos Ritos da Comunhão. O sr. novo padre usa frases e declarações diferentes das que estava habituada: são declarações muito mais ricas e compostas, abundantes em palavras de amor e louvor a Deus, atribuindo-Lhe títulos gloriosos e enaltecendo-O de mil maneiras distintas. Também refere os nomes de todos os apóstolos e dos santos principais e das suas excepcionais acções e demonstrações de fé.

E o sr.padre diz tudo isto com imenso sentimento e significado em cada palavra!!

  

O mais importante nisto tudo, que queria partilhar convosco, foi o pensamento que me ocorreu no final da terceira missa:

Será que eu uso as minhas melhores palavras para me dirigir a Deus?

Será que tento, tal como este novo padre, usar palavras ricas, magníficas, belas, sempre que me refiro ao Nosso Pai celeste?

Será que procuro diariamente novas facetas de Nosso Senhor, tentando descobrir toda a Sua glória, misericórdia, perdão, amor?

Será que busco novas formas de O louvar? De O bendizer? De O glorificar? De O amar?

Será que reflicto em todas as razões porque Lhe devo dar graças ou agradecer?

 

E além de Deus, será que no resto da minha vida tenho boas palavras para dizer ao próximo?

Serei meiga, tolerante ou bondosa ao falar? Direi sentenças justas?

Serei sempre verdadeira?

Defenderei sempre os mais necessitados, os pobres, os desfavorecidos, os mais pequeninos?

 

Inspiremo-nos nos esplêndidos Salmos:

 

"O Teu amor vale mais do que a vida:

os meus lábios Te louvarão.

Vou bendizer-Te durante toda a minha vida,

e ao Teu Nome levantarei as minhas mãos."

Salmo 63 (62): 4-5

 

"Aclama a Deus, Terra inteira,

toca em honra do Seu Nome,

canta hinos à Sua glória.

Exultemos de alegria com Deus,

que governa com o Seu poder para sempre.

Povos, bendizei o nosso Deus,

fazei ressoar o Seu louvor.

Todos vós que temeis a Deus, vinde escutar.

Vou contar-vos o que Ele fez por mim.

A minha boca gritou para Deus,

e a minha língua exaltou-O.

Bendito seja Deus."

Salmo 66 (65): 1-2, 6, 8, 16-17, 20

 

As Famílias de Caná

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As Famílias de Caná surgiram em Mogofores, em Anadia, em Aveiro, a 14 de Setembro de 2013. A sua primeira família foi a Família Power

 

Desde desse dia que esta família tem realizado vários retiros para passar a palavra. Os retiros são encontros de famílias, em que experienciamos uma verdadeira intimidade com Deus através do silêncio, da oração, da alegria e da partilha. Só quem já participou sabe a felicidade que se vive naqueles fim-de-semanas! E o barulho das crianças! :)

 

Eu participei no último retiro, no dia 20 de Setembro deste ano, em Almada. E acreditem que mudou a minha vida!

 

A cada dia que tem passado desde o retiro, descubro um novo significado para algo que foi lá dito, ou descubro uma aplicação prática dos ensinamentos e dos princípios falados. 

 

Nesse retiro, a minha família (constituída por enquanto apenas por mim e pela mãe) fez uma promessa inspirada nas seis bilhas de Caná:

  1. Comunhão - Nós, Jesus!
  2. Vida sacramental
  3. A Bíblia
  4. O canto de oração
  5. A visitação
  6. Consagração e Rosário

 

Neste retiro, tive a enorme honra e prazer de conhecer a família Power, cujo blog já seguia quase desde o seu início. Tive também a imensa honra e prazer de conhecer a Família Almeida, e a família da Olívia, e tantas outras famílias tão belas, tão felizes, como só alcançam as famílias guiadas por Deus. 

 

Para fotos e mais palavras acerca do retiro de Almada, clicar aqui, aqui ou aqui.

 

 "No terceiro dia, houve um casamento em Caná da Galileia e a Mãe de Jesus estava presente.

Jesus também tinha sido convidado para esse casamento com os seus discípulos.

Faltou o vinho e a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Eles já não têm vinho!»

Jesus respondeu: «Mulher, que existe entre nós? A minha hora ainda não chegou».

A Mãe de Jesus disse aos servidores: «Fazei o que Ele mandar».

Havia ali seis talhas de pedra de uns cem litros cada uma, que serviam para os ritos de purificação dos judeus.

Jesus disse aos servidores: «Enchei de água essas talhas». Eles encheram as talhas até cima.

Depois Jesus disse: «Agora tirai e levai ao chefe de mesa». Então levaram ao chefe de mesa.

Este provou a água transformada em vinho, sem saber de onde vinha. Os que serviam sabiam, pois foram eles que tiraram a água. Então o chefe de mesa chamou o noivo

e disse: «Todos servem primeiro o vinho bom e, quando os convidados estão bêbedos, servem o pior. Tu, porém, guardaste o vinho bom até agora».

Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus começou os seus sinais. Ele manifestou a sua glória e os seus discípulos acreditaram n'Ele."

João 2:1-11

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