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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem rapariga católica. Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia e do amor incondicional ao próximo. Espero que este blog vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

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A Humildade de Maria

Tal como já devem ter percebido por um post anterior, passei os últimos 2 meses a preparar-me, diariamente, para me consagrar a Nossa Senhora, pelo Método da Verdadeira Devoção, que nos foi ensinado por São Luís Maria de Montfort. 

O mês de Maio é um mês que me é muito querido, como também já vos tinha contado antes. E dentro em breve irá tornar-se ainda mais especial! 

No próximo sábado, dia 13 de Maio, celebraremos o Centenário das Aparições de Fátima, o Papa Francisco vem aqui a Portugal para celebrar esse dia e para proclamar a santidade dos pastorinhos Jacinta e Francisco -  e eu irei consagrar-me a Nossa Senhora   Oh, como o meu coração começa a bater mais depressa só de pensar nesse dia!!

 

Devoção 1.jpg

 

Nesse contexto, hoje gostaria de partilhar convosco um excerto maravilhoso, acerca da humildade da Virgem Maria - um excerto do livro Glórias de Maria de São Afonso Maria de Ligório (podem fazer o download aqui, se quiserem), que li no livro Meditações para o Mês de Consagração a Nossa Senhora (podem fazer o download aqui, se quiserem) 

 

A Humildade de Maria

 

De todas as virtudes é a humildade a mais fundamental. Sem humildade, não há virtude que possa existir numa alma. Mesmo que se possuisse todas as virtudes, todas fugiriam ao lhe faltar a humildade. Pelo contrário, Deus é tão amante da humildade, que se apressa a correr onde a vê, escreve São Francisco de Sales.
No mundo era desconhecida essa virtude tão bela e necessária. Mas, para ensiná-la, veio à terra o próprio Filho de Deus, exigindo que Lhe procurássemos imitar o exemplo. “Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). E, assim como em todas as virtudes, foi Maria a primeira e mais perfeita discípula de Jesus Cristo, também na humildade. Por isso, ela merece ser exaltada sobre todas as criaturas. 

 

I. O primeiro traço da humildade é o modesto conceito de si mesmo.
Maria, embora se visse mais enriquecida de graças do que todos os outros seres, nunca se julgou acima de quem quer que fosse. Pelo contrário, teve sempre uma modesta opinião de si mesma. O humilde conceito de si mesma foi o encanto com que Maria prendeu o coração de Deus. Não podia, é claro, a Santíssima Virgem, julgar-se uma pecadora. Pois, na frase de Santa Teresa, a humildade é a verdade, e Maria tinha consciência de que nunca tinha ofendido a Deus. Não é também que deixasse de confessar a preferência com que Deus lhe concedera maiores favores do que às demais criaturas.

A nítida compreensão da infinita grandeza e dignidade de Deus, porém, aprofundava na Virgem o conhecimento da sua própria pequenez. Segundo São Bernardo, ela jamais perdia de vista a grandeza de Deus e o seu próprio nada. Vendo-se uma mendiga revestida de custosas vestes, que lhe foram dadas, não se envaidece, mas antes se humilha ao contemplá-las diante do seu Benfeitor. Justamente essa presença fá-la recordar a sua própria pobreza. Assim, a Virgem, quanto mais enriquecida se via, mais se humilhava. E lembrava-se, sem cessar, de que tudo aquilo era dom de Deus.

 

II. O humilde recusa os louvores, referindo-os todos a Deus
Tal foi o procedimento de Maria, ao perturbar-se diante dos louvores que lhe dirigia o Arcanjo Gabriel. E foi outro o seu procedimento, quando Isabel a chamou de bendita entre todas as mulheres e de Mãe do Senhor? Imediatamente Maria atribuiu toda a glória a Deus, respondendo no seu humilde cântico: "Minha alma engrandece ao Senhor". Vale como se dissesse: Isabel, tu me louvas, porém eu louvo ao Senhor, a quem unicamente é devida toda a honra. Tu te admiras de eu vir até ti, mas eu admiro a Bondade Divina, na qual, tão somente, meu espírito se alegra. Louvas-me porque eu acreditei, mas eu louvo a meu Deus que quis exaltar o meu nada. 

 

III. É próprio do humilde prestar serviço
Maria não se negou a servir Isabel durante três meses. Sobre isto escreve São Bernardo: Admirou-se Isabel da vinda de Maria, porém mais admirável era ainda o motivo da sua vinda: vinha para servir e não para ser servida.

 

Meditações para o Mês de Consagração a Nossa Senhora, pág.57

da autoria de D. António Alves de Siqueira

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