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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Bodas de Ouro

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O que vocês vêem?

 

Eu vejo um dos casais mais unidos que conheço.

Eu vejo um dos maiores exemplos da minha vida.

Eu vejo duas das pessoas mais importantes da minha vida.

 

Eu vejo duas pessoas que me ensinaram que o amor não é um sentimento, mas uma decisão diária que se transforma em acções, em entrega, em serviço. Que o amor é desejar a felicidade do outro mais que a nossa. Que o amor é carinho, é amizade, é companheirismo. Que o amor, se bem praticado e estimado, é eterno.

 

Estes são os meus avós paternos, os que sempre viveram connosco. Ou melhor, eles é que nos acolheram a nós. Os meus avós são duma pequena aldeia de Beja. Vêm ambos de famílias grandes mas pobres. A avó não foi à escola, porque a mãe exigia que ela ficasse em casa a tratar dos irmãos e da casa. O avô fez a 4ªclasse e depois foi trabalhar para o campo. Ambos trabalharam na agricultura durante anos e anos. Quer fizesse sol ou chuva, quer fosse dia de semana ou de fim-de-semana, quer fosse inverno ou verão. 

O avô é 7 anos mais velho que a avó. Eles começaram a namorar quando a minha avó tinha 17 anos. Casaram 3 anos depois, e o meu pai nasceu quando a avó tinha 23 anos. Meses depois, fartos duma vida já tão longa de trabalho, e sem perspectivas dum futuro melhor, partiram da aldeia com direcção a Lisboa, trazendo consigo os seus poucos pertences. 

Aqui o avô conseguiu emprego no antigo Arsenal do Alfeite. A avó começou por trabalhar numa fábrica têxtil, depois essa fábrica fechou e a partir daí foi sempre costureira. Ambos tinham o sonho duma vida melhor e mais digna. Sempre pensaram em construir uma casa e em ter um bom terreno para uma horta. 

Os avós construiram com as suas mãos a casa em que vivemos hoje, uma tarefa que demorou quase 20 anos a ser concluída. Eles construiram-na sozinha e sempre com o dinheiro dos seus bolsos. 

 

Juntos, passaram por momentos de plena felicidade, mas também de completo terror e medo.

Juntos, enfrentaram a perda de familiares e amigos, e receberam de braços abertos todos os novos amigos, vizinhos, irmãos e sobrinhos.

Juntos, criaram uma família unida, sempre junta e feliz.

Juntos, alcançaram hoje 50 anos de casados.

 

Hoje há uma grande festa cá em casa. Vamos celebrar os avós, a sua vida e o seu exemplo. Mas vamos também celebrar a nossa família e todos os seus elementos.

 

 

Hoje celebramos aqueles que sempre nos ensinaram que:

 "O amor é paciente, o amor é benigno, não é invejoso; o amor não é orgulhoso, não se envaidece; não é descortês, não é interesseiro, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acabará..."

1Coríntios 13:4-8

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