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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Por causa dum Sim, veio o Natal

"O Natal é quando o homem quiser!"

 

Não me recordo a primeira vez que ouvi esta velha expressão mas sei que a tenho ouvido vezes e vezes e vezes sem conta. Oiço-a na rua, nas lojas, no hospital, nas reuniões de família.... Alguém (usualmente eu) deseja "um feliz Natal" e a outra pessoa responde, numa voz cheia de sarcasmo e amargura - "Natal? Natal é quando o homem quiser!

Apetece-me sempre responder de volta - "Ora, isso querias tu!

 

Não, o Natal NÃO é quando o homem quiser....

Nas palavras do nosso novo sr. padre - o Natal foi quando Deus quis e uma mulher aceitou e disse que sim.

 

Natal foi quando Jesus voluntariamente se propôs vir à Terra. 

Natal foi quando Ele atravessou o enormíssimo abismo do pecado (que nós próprios criámos) e que nos separava do amor de Deus. 

O Natal foi uma das maiores expressões de humildade, que nunca ninguém se tinha atrevido sequer a pensar ser possível: Deus Todo Poderoso, Criador do Céu e da Terra, Aquele a quem nada falta, que tudo tem, que tudo pode - esse mesmo Deus, desejou encarnar, verdadeiramente, na nossa própria natureza humana, frágil e dependente.... e, escândalo dos escândalos, apenas depois de pedir o consentimento a uma jovem virgem. 

Que grande é este mistério! 

 

S. Luís Maria de Montfort, no seu Tratado, nos tinha tentado exprimir este mistério:

"Maria, não sendo mais que uma criatura saída das mãos do Altíssimo, (...) não sendo nada em comparação com a Sua Majestade infinita" e sendo " (...) o Senhor sempre independente e bastando-se a Si mesmo, (Ele) não teve nem tem absoluta necessidade da Santíssima Virgem para o cumprimento dos seus desígnios" (TVD 14)

 

Jesus podia ter vindo à Terra e ter-se tornado homem de qualquer maneira que Ele quisesse. Podia ter surgido, já homem adulto, do nada! Mas não.... Ele quis pedir a participação voluntária a Nossa Senhora, assumindo a condição dum ser tão indefeso como um bebé.  

"O Espírito Santo quer servir-se dela, embora disso não tenha uma necessidade absoluta, para produzir nela e por ela Jesus Cristo." (TVD 21)

"Ó admirável e incompreensível dependência de um Deus!" (TVD 18

 

Nossa Senhora podia ter dito que não. Ela era livre para escolher. Ela podia ter duvidado. Mas não - como reflectimos num post anterior, ela tentou logo compreender como tal podia acontecer.

 

Maria.jpg

 

Parem um momento e reflictam bem no valor do sacrifício deste sim: Maria, uma jovem mulher (numa sociedade onde as mulheres eram maioritariamente vistas como mercadorias de troca entre famílias), uma virgem noiva, às portas do seu casamento.... aceita tornar-se mãe, sem compreender bem como nem porquê, esquecendo todos os seus planos de vida, aceitando o risco de ser repudiada por S. José e pela sua própria família, aceitando o risco de ser apedrejada até à morte por um suposto crime de adultério... 

Maria, simples e humildemente, aceita. Livremente ela aceita tudo. Aceita completamente. Ela doa-se na sua totalidade, tudo para Deus... 

 

Sim, como é grande este mistério!

 

O Natal aconteceu uma vez; mas os seus efeitos e implicações são eternos.

A Igreja estabeleceu um período de 4 semanas (a que chamou Advento) para prepararmos os nossos corações e as nossas vidas, a fim de, durante as 2 semanas seguintes, pudéssemos reflectir e traduzir em acções concretas na nossa vida, as inúmeras graças e os mistérios que envolvem o início da nossa Salvação.

Mas não permaneçamos no que aconteceu ontem; no tempo do Natal devemos olhar para o hoje e para o futuro, preparando-nos, com alguma pressa e urgência, para a segunda e definitiva vinda de Jesus - não sabemos quando será mas o Senhor pediu-nos, em diversas vezes, para que estivéssemos sempre prontos e preparados.

 

Essa é que devia ser a nossa principal pressa... e não no trânsito, nas filas, na compra das prendas (e agora na troca das prendas e nos saldos).

Há tanta coisa para fazer, tanta coisa para preparar - vá, comecemos agora mesmo! Rezem comigo uma Avé Maria e um Nós, Jesus - e aqui vamos nós! Juntos! 

O nascimento de Jesus a 25 de Dezembro

Imprevistos, imprevistos e imprevistos!

 

Tinha pensado em traduzir e publicar hoje aqui no blog, no seguimento dos posts anteriores, dois textos do Prof. Taylor Marshall, um deles citando o Papa Bento XVI, confirmando que o dia do nascimento de Jesus foi mesmo a 25 de Dezembro. Mas surgiram imprevistos aqui por casa e já não tive tempo... 

 

Providencialmente, descobri que o blog Senza Pagare já os tinha traduzido e publicado! Oh, graças sejam dadas a Deus!

 

Podem ler aqui:

Senza Pagare - Jesus nasceu mesmo no dia 25 de Dezembro?       (Original do Prof. Taylor Marshall)

 

e aqui:

 

Senza Pagare - Papa Bento XVI: Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro      (Original do Prof. Taylor Marshall)

 

Perto do dia 25 de Dezembro, se puderem, voltem a ler este post sobre o dia do Natal - é um post bem velhinho eu sei, mas eu própria tendo a lê-lo todos os anos. É uma das melhores reflexões de Natal que já encontrei ... 

 

dia de natal.jpg

 

Tu fazes parte da família agora (24 Dez 2014)

- Meditação sobre o nascimento de Jesus, por Jurell Sison

 

A Voz - S. João Baptista

No tempo do Advento, a partir do 2º Domingo, as leituras diárias da missa começam a falar-nos muito de João Baptista - desde o relato da anunciação da sua concepção a Zacarias pelo anjo Gabriel, ate à sua vida no deserto, as suas semelhanças com os antigos Profetas, aos baptimos que incentivava as pessoas a realizar e, por fim, até ao relato da sua morte tão injusta.

 

Mas exploremos um pouco mais a importância de João Baptista e a sua extrema humildade, com a ajuda de Santo Agostinho ... 

 

jesus and john baptist.jpg

 Imagem retirada daqui

"João é a voz, Cristo, a Palavra

João era a voz, mas o Senhor, no princípio, era a Palavra (Jo 1,1). João era a voz passageira, Cristo, a Palavra eterna desde o princípio.

Suprimi a palavra, o que se torna a voz? Esvaziada de sentido, é apenas um ruído. A voz sem palavras ressoa ao ouvido, mas não alimenta o coração.

Entretanto, mesmo quando se trata de alimentar nossos corações, vejamos a ordem das coisas. Se penso no que vou dizer, a palavra já está em meu coração. Se quero, porém, falar contigo, procuro o modo de fazer chegar ao teu coração o que já está no meu.

Procurando então como fazer chegar a ti e penetrar em teu coração o que já está no meu, recorro à voz e por ela falo contigo. O som da voz te faz entender a palavra; e quando te fez entendê-la, esse som desaparece, mas a palavra que ele te transmitiu permanece em teu coração, sem haver deixado o meu.

Não te parece que esse som, depois de haver transmitido minha palavra, está dizendo: É necessário que ele cresça e eu diminua? (Jo 3,30). A voz ressoou, cumprindo sua função, e desapareceu, como se dissesse: Esta é a minha alegria, e ela é completa (Jo 3,29). Guardemos a palavra; não percamos a palavra concebida em nosso íntimo.

Queres ver como a voz passa e a palavra divina permanece? Que foi feito do batismo de João? Cumpriu sua missão e desapareceu; agora é o batismo de Cristo que está em vigor. Todos cremos em Cristo e esperamos dele a salvação: foi o que a voz anunciou.

Justamente porque é difícil não confundir a voz com a palavra, julgaram que João era o Cristo. Confundiram a voz com a palavra. Mas a voz reconheceu o que era para não prejudicar a palavra. Eu não sou o Cristo (Jo 1,20), disse João, nem Elias nem o Profeta. Perguntaram-lhe então: Quem és tu? Eu sou, respondeu ele, a voz que grita no deserto: “Aplainai o caminho do Senhor" (Jo 1,19.23). É a voz do que grita no deserto, do que rompe o silêncio. Aplainai o caminho do Senhor, como se dissesse: “Sou a voz que se faz ouvir apenas para levar o Senhor aos vossos corações. Mas ele não se dignará vir aonde o quero levar, se não preparardes o caminho”.

O que significa: Aplainai o caminho, senão: Orai como se deve orar? O que significa ainda: Aplainai o caminho, senão: Tende pensamentos humildes? Imitai o exemplo de João. Julgam que é o Cristo e ele diz não ser aquele que julgam; não se aproveita do erro alheio para uma afirmação pessoal. Se tivesse dito: “Eu sou o Cristo”, facilmente teriam acreditado nele, pois já era considerado como tal antes que o dissesse. Mas não disse; pelo contrário, reconheceu o que era, disse o que não era, foi humilde. Viu de onde lhe vinha a salvação; compreendeu que era uma lâmpada e temeu que o vento do orgulho pudesse apagá-la."

 

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo

(Sermão 293, 3: PL 38, 1328-1329) (Séc. V)

Liturgia das Horas do 3º Domingo do Advento

A resposta de Maria ao anjo Gabriel

Estamos já na segunda semana do Advento. Este ano, o Advento "tem uma semana a menos", uma vez que celebramos o 4º Domingo do Advento na véspera de Natal, dia 24 de Dezembro. No dia seguinte celebraremos logo a vinda do Amor até junto de nós.

 

Então, está na altura de "preparar o presépio". Hoje, começaremos com Maria; depois falaremos de José e do Menino Jesus.

Neste sentido, partilho convosco uma reflexão do Papa Bento XVI, acerca da resposta de Nossa Senhora à anunciação por parte do anjo Gabriel.

Maria.jpg

 

A resposta de Maria desenvolve-se em três etapas.

A primeira reacção à saudação do anjo é feita de perturbação e ponderação. A sua reacção é diferente da de Zacarias; dele é referido que ficou perturbado e «encheu-se de temor» (Lc 1,12). No caso de Maria, no início usa-se a mesma palavra (ela perturbou-se), mas o que se segue depois não é o temor, mas uma reflexão íntima sobre a saudação do anjo. Maria reflecte (entra em diálogo consigo mesma) sobre o que deva significar a saudação do mensageiro de Deus. Assim, vemos surgir já aqui um traço característico da figura da Mãe de Jesus, um traço que encontramos no Evangelho mais duas vezes em situações análogas: o confronto íntimo com a Palavra (ver também Lc 2,19 e Lc 2,51).

Não se detém no primeiro sentimento que a assalta, ou seja, a perturbação pela proximidade de Deus no seu anjo, mas procura entender. Por isso, Maria aparece como mulher corajosa, que conserva o autocontrolo mesmo diante do inaudito. Ao mesmo tempo, é apresentada como mulher de grande interioridade, que conjuga o coração e a mente e procura entender o contexto, o conjunto da mensagem de Deus. Assim, torna-se imagem da Igreja, que reflecte sobre a palavra de Deus, procura compreendê-la na sua totalidade e guarda o dom da mesma na sua memória.

 

Enigmática, para nós, é a segunda reacção de Maria. (...) O anjo comunica-lhe que foi escolhida para se tornar mãe do Messias. Então Maria fórmula uma pergunta breve e incisiva: «Como será isso, se eu não conheço homem?» (Lc 1,34). Considere-se de novo a diferença da sua resposta, relativamente à de Zacarias: enquanto este reagiu duvidando da possibilidade da tarefa que lhe foi atribuída (...) Maria não dúvida, não levanta questões sobre o facto «de que» se possa realizar a promessa, mas quanto ao «como» está se realizaria. (...) [Mas] o anjo confirma-lhe que não será mãe pelo modo normal depois de ser recebida em casa de José, mas através da «sombra da força do Altíssimo», por meio da vinda do Espírito Santo e, com veemência, assegura: «Porque nada é impossível a Deus» (Lc 1,37).

 

Depois disto, segue-se a terceira reacção, a resposta essencial de Maria: um simples «sim» daquela que se declara serva do Senhor. «Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). (...) São Bernardo de Claraval afirma que, no momento do pedido a Maria, o céu e a terra como que suspendem a respiração. Dirá «sim»?! Ela demora.... Porventura lhe servirá de obstáculo a sua humildade? Só por esta vez - diz-lhe Bernardo - não sejas humilde, mas magnânima. Dá-nos o teu «sim»! Este é o momento decisivo, em que dos seus lábios, do seu coração, surge a resposta: «Faça-se em mim segundo a tua palavra». É o momento da obediência livre, humilde e simultaneamente magnânima, na qual se realiza a decisão mais sublime da liberdade humana. (...)

 

Penso que é importante ouvir também a última frase da narração da Anunciação: «E o anjo retirou-se de junto dela (Lc 1,38). A grande hora do encontro com o mensageiro de Deus, na qual toda a vida muda, passa; e Maria fica sozinha com a tarefa que verdadeiramente supera toda a capacidade humana. Não há anjos em seu redor, ela deve prosseguir pelo seu caminho, que passará através de muitas obscuridades, a começar pelo espavento de José perante a sua gravidez até ao momento em que se diz de Jesus que está «fora de si» (Mc 3,21 e Jo 10,20), até à noite da Cruz. (...) O anjo parte, a missão permanece e, juntamente com ela, matura a proximidade interior com Deus, o íntimo ver e tocar a sua proximidade."

 

Reflexão retirada do livro "Jesus de Nazaré - A infância de Jesus"

do Papa Bento XVI, 2012, pág. 33-37

Um sacrifício e um salto de Fé

A minha vida, neste momento, situa-se no último parágrafo, nas últimas palavras, dum longo capítulo que está prestes a terminar. E um novo começará em Janeiro.

Passei este último ano a reflectir na minha caminhada - na minha enorme caminhada - ao longo destes 6 anos de faculdade de medicina. Deus foi-me buscar pela mão ao paganismo e trouxe-me para casa, na Igreja Católica. Foi preciso destruir muitos ídolos, muitas ideias, muitos pensamentos profundamente errados. Mas houve muito mais para construir, para sedimentar, para criar alicerces e começar a erguer algumas estruturas. Que Deus permita que estes alicerces sejam bem profundos ...

 

Nos últimos dias estive também a pensar nos acontecimentos do último ano e meio de estudo e trabalho intensivos. Foi tudo muito diferente do que eu tinha imaginado. Deus carinhosamente ajudou-me e ensinou-me a utilizar um período tipicamente associado a uma intensa competição entre pares e a extremas formas de egoísmo e egocentrismo, num período de aprofundamento de humildade, oração e oferecimento de pequenos sacrifícios.

Deus mostrou-me, de formas que apenas Ele podia encontrar, que eu não consigo fazer tudo (um conceito imensamente libertador) mas, por outro lado, consigo fazer muito mais do que alguma vez imaginei - com Ele.

 

Falando mais claramente - um dos (vários) actos de loucura de amor por Deus que fiz nestes últimos meses foi tornar-me catequista. Quando, em Maio, me estava a preparar para me consagrar a Nossa Senhora, apercebi-me que São Luís recomendava no Tratado que se oferecesse um presente a Nossa Senhora no dia da consagração. Esse presente devia ser um sacrifício:

 

"Será bom que nesse dia paguem algum tributo a Jesus Cristo e a sua Santíssima Mãe, quer como penitência da sua passada infidelidade às promessas do Batismo, quer para protestar a sua dependência do domínio de Jesus e Maria. Esse tributo será segundo a devoção e a capacidade de cada um. Poderá ser um jejum, uma mortificação, uma esmola, uma vela. Ainda mesmo que não dessem mais que a homenagem de um alfinete, mas de todo o coração, isso bastaria, pois Jesus só olha a boa vontade." TVD 232

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Após vários dias de oração e reflexão, uma ideia começou a surgir e a florescer. Isso é loucura filha, não faças isso logo nessa altura, segundo a minha mãe. Não te metas nisso, disse-me o meu pai. Mas achas que tens tempo para isso? disse-me a minha avó.

Sim, quando estamos apaixonados fazemos loucuras. E, por Deus, o meu grande Amor, tenho feito muitas "loucuras" aos olhos da minha família. Mesmo "não tendo tempo", mesmo tendo de abdicar de muita coisa, mesmo que seja difícil e que custe e que o resultado mal se veja. 

Não foi fácil tomar uma decisão. Adiei e adiei até ser o dia da consagração...

 

Mas como se pode dizer que não ao nosso Amado? Eu já não consigo ... basta Ele pedir-me, e aqui vou eu; basta Ele sussurrar amorosamente ao meu ouvido e eu digo Sim, eu aceito. 

No dia da minha consagração, ofereci-me à minha paróquia para me tornar leitora na missa e também catequista.

Tomar a decisão de ser catequista envolveu preparação durante o Verão e formação no mês de Setembro - sim, enquanto estudava e me preparava para o exame final. Envolveu começar a dar catequese sozinha a um grupo de 25 meninos do 2º ano, nas semanas que antecederam o meu exame final

 

Mas nós, Jesus e eu, conseguimos 

O Grande Milagre

Em pleno espírito de Páscoa, hoje quero partilhar convosco um filme maravilhoso que descobri recentemente. É um filme mexicano (realizado por Dos Corazones Films - com legendas em português), que se chama "O Grande Milagre" e explica-nos de forma belíssima o que acontece na missa e na confissão, assim como outros aspectos da fé católica.

O filme conta a história de 3 personagens que, por diferentes razões, se encontram em fases muito difíceis das suas vidas: a Mónica, uma jovem viúva, mãe dum menino de 9 anos, que faz tudo o que pode para sustentar sozinha o seu filho, tentando seguir em frente após a morte inesperada do marido. O Sr. Chema, o motorista dum autocarro, que recebe inesperadamente a notícia de que o seu filho corre perigo de vida. E a Sra. Cata, uma idosa que se prepara para o fim da sua vida. 

Com um "empurrãozinho" dos seus Anjos da Guarda, as 3 personagens acabam por ir parar ao mesmo tempo a uma missa (numa igreja lindíssima!). E essa missa irá mudar as suas vidas para sempre!

Este filme ilustra a luta constante, nas nossas vidas e em todas as nossas acções, entre o bem e o mal, entre o desespero, o medo e as dificuldades do dia-a-dia e a fé, a esperança e a misericórdia que só o Senhor nos pode dar 

 

É um filme de animação, é verdade, e pode ser visto em família, mas é especialmente direccionado para adolescentes e adultos. Este filme não é bom, É MUITISSIMO BOM! É maravilhoso e extraordinário! É, sem dúvida nenhuma, um dos melhores filmes que já vi!! Recomendo-o vivamente a todos! 

 

 

Um abençoado Domingo da Divina Misericórdia para todos! 

Inspiração Quaresmal #1

Queridos leitores,

Mais uma vez, encontro-me numa altura da minha vida em que tenho pouquíssimo tempo para escrever aqui no blog. Estou actualmente a fazer o meu estágio de Cirurgia Geral. A tese (graças a Deus!!) já está mais de metade feita. E o estudo para o exame final de Medicina está bem encaminhado.

 

Assim, apenas terei a oportunidade de ir partilhando convosco alguns pedacinhos da minha caminhada Quaresmal de 2017 - que, em meros 5 dias, já me ensinou ui! tanta coisa .... oh, há tantas, tantas coisas que precisam de ser trabalhadas no meu coração. Coisas pequeninas e coisas grandes ... que o Senhor me dê a graça de as ir descobrindo a cada dia e a coragem para as mudar. 

 

Esta semana, recebi num email com o Evangelho Diário (uma maravilhosa dica que a nossa querida Olivia partilhou connosco recentemente no seu blog) um extraordinário comentário para o Evangelho do dia, que gostava muito de partilhar convosco:

Her choice.jpg

Imagem retirada do Pinterest 

«Eu vim chamar os pecadores, para que se arrependam»

 

Na Cruz, Cristo chama com grandes brados. Ele oferece a paz e dirige-Se a ti, desejando ver-te abraçar o amor: «Pensa só nisto, meu bem-amado! Eu, que sou o Criador sem limite, desposei a carne para poder nascer de uma mulher. Eu, que sou Deus, apresentei-Me aos pobres como seu companheiro: escolhi uma mãe humilde; comi com os publicanos; os pecadores nunca Me inspiraram aversão. Suportei os perseguidores, experimentei o chicote e humilhei-Me até à morte, e morte de cruz (Fil 2,8). Que mais deveria ter feito e não fiz? (Is 5,4) Abri o meu lado à lança. Olha a minha carne ensanguentada, presta atenção à minha cabeça inclinada (Jo 19,30). Aceitei que Me contassem no número dos condenados e eis que, submergido em sofrimentos, morro por ti, para que tu vivas para Mim. Se não fazes grande caso de ti mesmo, se não procuras libertar-te dos laços da morte, arrepende-te, pelo menos agora, por causa de Mim, que derramei por ti o bálsamo precioso do meu próprio sangue. Olha-Me a morrer e detém-te nessa encosta de pecado. Sim, deixa de pecar: custaste-Me tão caro! 


Por ti encarnei, por ti nasci, por ti Me submeti à Lei, por ti fui batizado, esmagado de opróbrios, preso, amarrado, coberto de escarros, escarnecido, flagelado, ferido, pregado na cruz, embebedado com vinagre e, por fim, imolado. Por ti. O meu lado está aberto: agarra o meu coração. Corre, abraça-te ao meu pescoço: ofereço-te o meu beijo. Adquiri-te como minha parte da herança, por forma a que nenhum outro te tenha em seu poder. Entrega-te, pois, todo a Mim que Me entreguei totalmente por ti.»

 

Richard Rolle (c. 1300-1349), eremita inglês
Cântico do Amor, 32

Desejo-vos a todos uma abençoada semana!