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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

São José, o Justo

Vamos continuar a "montar o nosso presépio"? 

Hoje reflectiremos, com a ajuda do nosso querido Papa Bento XVI, acerca de São José, adequadamente chamado de «o Justo».

 

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A designação de José como homem justo (zaddik) (...) oferece um retrato completo de São José e, ao mesmo tempo, insere-o entre as grandes figuras da Antiga Aliança, a começar por Abraão, o justo.

 

O Salmo 1 representa a imagem clássica do «justo». O justo, segundo este salmo, é um homem que vive em intenso contacto com a palavra de Deus, que «põe o seu enlevo na lei do Senhor» (v.2). É como uma árvore que, plantada à beira das águas correntes, produz continuamente o seu fruto. Com a imagem das águas correntes, das quais se nutre a árvore, entende-se naturalmente a palavra viva de Deus, onde o justo faz penetrar as raízes da sua existência. Para ele, a vontade de Deus não é uma lei imposta a partir de fora, mas «alegria»; para ele, a lei torna-se espontaneamente «evangelho», boa nova, porque ele interpreta-a numa atitude de abertura pessoal e cheia de amor para com Deus, e assim aprende a compreendê-la e a vivê-la a partir de dentro. (...)

Esta imagem - do homem que tem as suas raízes nas águas vivas da palavra de Deus, não cessa jamais de dialogar com Deus e, por isso, produz sempre fruto - torna-se realidade concreta (...) em José de Nazaré. Depois da descoberta feita por José, trata-se de interpretar e aplicar a lei de maneira justa; e ele fá-lo com amor: não quer expor publicamente Maria à ignomínia. Ama-a, mesmo no momento de grande desilusão. (...) José vive a lei como evangelho, procura o caminho da unidade entre direito e amor. E assim está preparado interiormente para a mensagem nova, inesperada e humanamente incrível, que lhe virá de Deus.

 

Enquanto «entra em casa» de Maria, o anjo a José aparece só em sonho, mas num sonho que é realidade e revela realidade. Mais uma vez é-nos apresentado um traço essencial da figura de São José: a sua sensível percepção do divino e a sua capacidade de discernimento. (...)

A mensagem que lhe é comunicada é enorme e requer uma fé excepcionalmente corajosa. (...) Antes, Mateus dissera que José estava «considerando interiormente» a questão da justa reacção à gravidez de Maria. Podemos, pois, imaginar como terá então lutado, no seu íntimo, com esta mensagem inaudita do sonho: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo» (Mt 1,20). (...) 

 

Depois da informação sobre a concepção do Menino por virtude do Espírito Santos, é confiado a José um encargo: Maria «dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados» (Mt 1,21). Juntamente com o convite a tomar consigo Maria como sua esposa, José recebe a ordem de dar um nome ao Menino e, deste modo, de O assumir juridicamente como seu filho. (...)

 

Mateus completa a narração referindo que José se levantou do sono e fez o que lhe fora mandado pelo anjo do Senhor. (...) Mais uma vez e de maneira muito concreta, José é-nos apresentado aqui como «homem justo»: o seu permanecer interiormente alerta para Deus - uma atitude que lhe permite acolher e compreender a mensagem - torna-se, espontaneamente, obediência. Se antes procurara adivinhar com as próprias capacidades, agora sabe que coisa justa deve fazer.

 

Reflexão retirada do livro "Jesus de Nazaré - A infância de Jesus",

do Papa Bento XVI, 2012, pág. 37-43

A resposta de Maria ao anjo Gabriel

Estamos já na segunda semana do Advento. Este ano, o Advento "tem uma semana a menos", uma vez que celebramos o 4º Domingo do Advento na véspera de Natal, dia 24 de Dezembro. No dia seguinte celebraremos logo a vinda do Amor até junto de nós.

 

Então, está na altura de "preparar o presépio". Hoje, começaremos com Maria; depois falaremos de José e do Menino Jesus.

Neste sentido, partilho convosco uma reflexão do Papa Bento XVI, acerca da resposta de Nossa Senhora à anunciação por parte do anjo Gabriel.

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A resposta de Maria desenvolve-se em três etapas.

A primeira reacção à saudação do anjo é feita de perturbação e ponderação. A sua reacção é diferente da de Zacarias; dele é referido que ficou perturbado e «encheu-se de temor» (Lc 1,12). No caso de Maria, no início usa-se a mesma palavra (ela perturbou-se), mas o que se segue depois não é o temor, mas uma reflexão íntima sobre a saudação do anjo. Maria reflecte (entra em diálogo consigo mesma) sobre o que deva significar a saudação do mensageiro de Deus. Assim, vemos surgir já aqui um traço característico da figura da Mãe de Jesus, um traço que encontramos no Evangelho mais duas vezes em situações análogas: o confronto íntimo com a Palavra (ver também Lc 2,19 e Lc 2,51).

Não se detém no primeiro sentimento que a assalta, ou seja, a perturbação pela proximidade de Deus no seu anjo, mas procura entender. Por isso, Maria aparece como mulher corajosa, que conserva o autocontrolo mesmo diante do inaudito. Ao mesmo tempo, é apresentada como mulher de grande interioridade, que conjuga o coração e a mente e procura entender o contexto, o conjunto da mensagem de Deus. Assim, torna-se imagem da Igreja, que reflecte sobre a palavra de Deus, procura compreendê-la na sua totalidade e guarda o dom da mesma na sua memória.

 

Enigmática, para nós, é a segunda reacção de Maria. (...) O anjo comunica-lhe que foi escolhida para se tornar mãe do Messias. Então Maria fórmula uma pergunta breve e incisiva: «Como será isso, se eu não conheço homem?» (Lc 1,34). Considere-se de novo a diferença da sua resposta, relativamente à de Zacarias: enquanto este reagiu duvidando da possibilidade da tarefa que lhe foi atribuída (...) Maria não dúvida, não levanta questões sobre o facto «de que» se possa realizar a promessa, mas quanto ao «como» está se realizaria. (...) [Mas] o anjo confirma-lhe que não será mãe pelo modo normal depois de ser recebida em casa de José, mas através da «sombra da força do Altíssimo», por meio da vinda do Espírito Santo e, com veemência, assegura: «Porque nada é impossível a Deus» (Lc 1,37).

 

Depois disto, segue-se a terceira reacção, a resposta essencial de Maria: um simples «sim» daquela que se declara serva do Senhor. «Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). (...) São Bernardo de Claraval afirma que, no momento do pedido a Maria, o céu e a terra como que suspendem a respiração. Dirá «sim»?! Ela demora.... Porventura lhe servirá de obstáculo a sua humildade? Só por esta vez - diz-lhe Bernardo - não sejas humilde, mas magnânima. Dá-nos o teu «sim»! Este é o momento decisivo, em que dos seus lábios, do seu coração, surge a resposta: «Faça-se em mim segundo a tua palavra». É o momento da obediência livre, humilde e simultaneamente magnânima, na qual se realiza a decisão mais sublime da liberdade humana. (...)

 

Penso que é importante ouvir também a última frase da narração da Anunciação: «E o anjo retirou-se de junto dela (Lc 1,38). A grande hora do encontro com o mensageiro de Deus, na qual toda a vida muda, passa; e Maria fica sozinha com a tarefa que verdadeiramente supera toda a capacidade humana. Não há anjos em seu redor, ela deve prosseguir pelo seu caminho, que passará através de muitas obscuridades, a começar pelo espavento de José perante a sua gravidez até ao momento em que se diz de Jesus que está «fora de si» (Mc 3,21 e Jo 10,20), até à noite da Cruz. (...) O anjo parte, a missão permanece e, juntamente com ela, matura a proximidade interior com Deus, o íntimo ver e tocar a sua proximidade."

 

Reflexão retirada do livro "Jesus de Nazaré - A infância de Jesus"

do Papa Bento XVI, 2012, pág. 33-37

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 14

Provavelmente a última publicação com enxertos do livro "Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas"

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Imagem retirada daqui

Corrige-te compassivamente!

 

Se me propusesse, por exemplo, a evitar todo o pecado de vaidade, e não obstante caísse, mesmo gravemente, não havia de repreender o meu coração deste modo:

«Tu és verdadeiramente um miserável, um abominável, porque te deixaste seduzir pela vaidade depois de tantas resoluções! Que vergonha! não levantes mais os olhos para o Céu, cego, imprudente e infiel ao teu Deus!...» e coisas semelhantes.

 

(...) Corrigi (o vosso coração) com modos compassivos:

«Pois bem, meu pobre coração, eis-nos de novo caídos na cilada que tinhamos resolvido evitar! Ah! levantemo-nos de novo e livremo-nos dela para sempre; imploremos a misericórdia de Deus; esperemos que Ele nos sustenha para o futuro e reentremos nos caminhos da humildade! Coragem! Deus nos há-de ajudar e ainda faremos alguma coisa de bom ..."

Pe. José Tissot

 

 

Capítulo II do livro "A Arte de aproveitar-se das próprias faltas", da autoria do Pe José Tissot

Este livro pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 13

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Imagem retirada daqui

 

"Logo desde a manhã, disponde a vossa alma para andar tranquila, e tende o cuidado de, no decorrer do dia, a chamar muitas vezes e colocá-la em vossas mãos. 

Se vos suceder algum caso triste, não vos espanteis; humilhai-vos tranquilamente na presença de Deus e procurai pôr o espírito em atitude de quem está tranquilo e quieto.

Dizei à vossa alma: «Eia, demos um passo em falso; vamos agora devagarinho e tenhamos cautela connosco!» Fazei isto todas as vezes que cairdes." 

São Francisco de Sales

 

 

Capítulo II do livro "A Arte de aproveitar-se das próprias faltas", da autoria do Pe José Tissot

Este livro pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 4

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Imagem retirada do Pinterest

"Foi São Paulo purificado num só instante, como o foram também outros Santos. Mas uma transformação tão repentina é, na ordem da graça, milagre tão grande e extraordinário como é, na ordem da natureza, a ressurreição dum morto; a tanto não devemos pretender. A purificação ordinária, tanto do corpo como do espírito, só se faz pouco a pouco, a custo e devagar ...

 

É, pois, preciso ter paciência e não pensar em curar num só dia tantos hábitos maus, que contraímos pelo pouco cuidado com a nossa saúde espiritual."

 

 

Capítulo I do livro "A Arte de aproveitar-se das próprias faltas", da autoria do Pe José Tissot

Este livro pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 3

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Imagem retirada do Pinterest 

"O amor-próprio poderá estar em nós mortificado; morto, porém, nunca estará; de tempos em tempos, em ocasiões diferentes há-de lançar novos rebentos, mostrando que, se foi cortado pelo pé, não lhe foram arrancadas as raízes ...

(...) Ele dorme às vezes como uma raposa; depois, dum salto, atira-se sobre as galinhas. É, pois, muito importante velarmos constantemente sobre ele e defendermo-nos com paciência e mansidão.

Nesta vida, por muito boa que seja a nossa vontade, não há remédio senão ter paciência de sermos homens, e não anjos."

São Francisco de Sales

 

"A imperfeição há-de acompanhar-nos até à supultura. Não podemos andar sem tocar a terra. O que não devemos fazer é deitar-nos nela e rebolar na lama; mas nem pensemos em voar, porquanto, pintainhos que somos e tão pequenos, ainda não temos asas." 

São Francisco de Sales

 

 

Capítulo I do livro "A Arte de aproveitar-se das próprias faltas", da autoria do Pe José Tissot

Este livro pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 2

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Imagem retirada daqui

"Queixai-vos de que, em vossa vida, terdes muitas imperfeições e defeitos, a despeito do vosso desejo da perfeição e da pureza do amor de nosso Deus.

Certíssimo é que, enquanto andamos neste mundo, envolvidos neste corpo tão pesado e corruptível, sempre em nós alguma coisa, um não sei quê nos falta ...

Temos de nos suportar a nós próprios, até que Deus nos leve para o Céu."

São Francisco de Sales

 

"Não pensemos em viver neste mundo sem imperfeições ... Somos todos meros homens e, por consequinte, todos temos de aceitar como certíssima esta verdade, para não nos admirarmos das nossas imperfeições.

Mandou-nos Nosso Senhor, que dissessemos todos os dias estas palavras do Pai Nosso: «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido» ... "

São Francisco de Sales

 

 

Capítulo I do livro "A Arte de aproveitar-se das próprias faltas", da autoria do Pe José Tissot

Este livro pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui. 

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 1

No início deste longo período de estudo intensivo em que me encontro - tal como vos contei no último post - num dia particularmente difícil e frustante, Deus carinhosamente fez-me lembrar dum certo livrinho que eu tinha encontrado uns tempos atrás na Alexandria Católica. 

Esse livrinho tinha um título que me chamou bastante à atenção - "Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas" da autoria do Padre José Tissot. 

 

Graças eternas sejam dadas ao Senhor - este pequeno livrinho foi um autêntico mini-tornado na minha vida!!

Meu Deus que pérola! Que jóia tão preciosa! Obrigado! Obrigado!! - passei eu uma noite a dizer e a exclamar!...

 

É um livro já antigo, escrito em 1878 (mas vocês nunca adivinhariam ao ler!) e baseia-se principalmente nos ensinamentos de São Francisco de Sales (mas de outros santos também). O autor, Pe José Tissot, foi um membro da congregação dos Missionários de S. Francisco de Sales em França e escreveu este livro na forma dum guia prático para transformar as nossas imperfeições num verdadeiro caminho de santidade!

 

 

É um livro absolutamente maravilhoso! Tão maravilhoso que pensei em ir partilhando aqui no blog um excerto todas as semanas.

Recomendo a todos a sua leitura neste Verão! É um livro de muito fácil leitura, com pouco mais de 100 páginas e pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui.

 

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 Imagem retirada daqui

"Tudo contribui para o progresso de uma alma; tudo, até mesmo as próprias imperfeições - nas Minhas mãos, são como pedras preciosas, porque as transformo em actos de humildade que inspiro nessa alma ... "

 

Palavras de Jesus à sua serva Benigna Consolata

Introdução do livro "Arte de aproveitar-se das próprias faltas" do Pe José Tissot