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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem rapariga católica. Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia e do amor incondicional ao próximo. Espero que este blog vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem rapariga católica. Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia e do amor incondicional ao próximo. Espero que este blog vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

O Grande Milagre

Em pleno espírito de Páscoa, hoje quero partilhar convosco um filme maravilhoso que descobri recentemente. É um filme mexicano (realizado por Dos Corazones Films - com legendas em português), que se chama "O Grande Milagre" e explica-nos de forma belíssima o que acontece na missa e na confissão, assim como outros aspectos da fé católica.

O filme conta a história de 3 personagens que, por diferentes razões, se encontram em fases muito difíceis das suas vidas: a Mónica, uma jovem viúva, mãe dum menino de 9 anos, que faz tudo o que pode para sustentar sozinha o seu filho, tentando seguir em frente após a morte inesperada do marido. O Sr. Chema, o motorista dum autocarro, que recebe inesperadamente a notícia de que o seu filho corre perigo de vida. E a Sra. Cata, uma idosa que se prepara para o fim da sua vida. 

Com um "empurrãozinho" dos seus Anjos da Guarda, as 3 personagens acabam por ir parar ao mesmo tempo a uma missa (numa igreja lindíssima!). E essa missa irá mudar as suas vidas para sempre!

Este filme ilustra a luta constante, nas nossas vidas e em todas as nossas acções, entre o bem e o mal, entre o desespero, o medo e as dificuldades do dia-a-dia e a fé, a esperança e a misericórdia que só o Senhor nos pode dar 

 

É um filme de animação, é verdade, e pode ser visto em família, mas é especialmente direccionado para adolescentes e adultos. Este filme não é bom, É MUITISSIMO BOM! É maravilhoso e extraordinário! É, sem dúvida nenhuma, um dos melhores filmes que já vi!! Recomendo-o vivamente a todos! 

 

 

Um abençoado Domingo da Divina Misericórdia para todos! 

Calendário Católico - mês de Abril

~ Mês dedicado ao Santíssimo Sacramento ~

Abril 2017

 Podem fazer à vontade o download grátis do Calendário mensal católico para 2017 que eu criei.

Peço-vos apenas que, ao fazerem o download do calendário, rezem uma Avé Maria por mim - obrigado! 

 

2 de Abril - 5º Domingo da Quaresma

9 de Abril - 6º Domingo da Quaresma/Domingo de Ramos

10-16 Abril - Semana Santa

14 de Abril - Sexta-feira Santa

15 de Abril - Sábado Santo

16 de Abril - DOMINGO DA RESSURREIÇÃO DE JESUS

23 de Abril - 2º Domingo da Páscoa/Domingo da Divina Misericórdia

30 de Abril - 3º Domingo da Páscoa

Por que voltamos a cair nos pecados já confessados?

Neste 4ªDomingo da Quaresma, queria partilhar convosco um texto que tive a oportunidade de ler nesta semana, e que me tocou profundamente….

Já fiz tantas vezes esta pergunta que já perdi a conta - Porque volto eu a cair nos mesmos pecados que já confessei (tantas vezes!) ??

 

O sr. padre Juan Ávila Estrada, um fantástico sacerdote colombiano, especializado na área do Matrimónio e da Família - cujos alguns dos seus artigos podem ser lidos aqui – responde-nos maravilhosamente a esta pergunta: 

Porque cometemos uma e outra vez os mesmos pecados, apesar de já os termos confessado? Porque costuma ser tão difícil a nossa conversão?

Primeiro, porque ela é uma graça de Deus; segundo, porque a conversão não é uma meta, mas um caminho; terceiro, porque a utilizamos de forma errada.

 

A compreensão geral que se costuma dar à palavra conversão remete-nos para a correcção que tentamos dar à nossa vida e que nos leva a deixar de fazer o mal, a fim de nos agarrarmos ao bem. Mas isto, que parece tão fácil de dizer, é na prática um exercício cujos resultados nem sempre são os esperados ou desejados.

 

Partamos do facto de que a conversão não é simplesmente o cessar dos nossos pecados - que neste caso chamarei de “frutos da árvore” - mas é sim o pretender alcançar o fim do Pecado.

 

Utilizei o termo Pecado com a letra P maiúscula, para que compreendamos que os pecados (as acções quotidianas que deterioram a nossa relação com Deus e que nos levam a ferir a Sua Lei) são a expressão de uma realidade interior que demonstra o quão alterada e danificada está a estrutura da nossa personalidade, o que é visível através das nossas emoções, afectos, entendimento, vontade e liberdade.

O Pecado, atrevo-me a dizer, é aquilo que impulsiona o homem para que, a pouco e pouco, se afaste do plano de Deus e que se faça de si mesmo o arquitecto do seu destino.

 

Desta maneira, quando pretendemos iniciar um caminho seguro de conversão, as nossas acções tendem apenas a corrigir ou a curar os sintomas duma realidade que está deteriorada desde o interior da suaestrutura. Quando arrancamos os frutos de má qualidade duma árvore, mas não fazemos nada para corrigir a doença que essa planta tem, o resultado desta acção é que continuaremos a colher novos frutos de má qualidade no futuro.

 

É por isso que costuma acontecer que, na confissão, quando fazemos o nosso exame de consciência, ficamo-nos apenas pelos nossos próprios actos, sem irmos à raiz daquilo que os gerou. Assim, o que fazemos é simplesmente uma poda. Confissão após confissão, repetimos os mesmos pecados uma e outra vez, pecados estes que são produzidos por uma árvore que não pode gerar outra coisa diferente, uma vez que existe uma doença que a afecta desde o seu interior.

 

A acção curativa e redentora de Cristo no Sacramento da Reconciliação não é apenas capaz de arrancar os frutos de má qualidade – ela é capaz de curar a própria origem do mal. Para isso é necessário que nós reconheçamos o que é que gera as mesmas acções. Toda a acção tem a sua origem numa atitude e “os pecados” têm na verdade a sua génese no “Pecado”.

 

Jesus vem para destruir o “Pecado” do mundo, Pecado este que se apodera dos indivíduos na forma de “pequenos pecados”. Mas nós não compreendemos isto. Assim, não é estranho que aconteça que confessemos continuamente os frutos duma vida que vem a inclinar-se para o mal há muito tempo, sem deixarmos que a luz da Graça de Deus chegue até à raiz do problema. Se os sacerdotes e os penitentes continuarem apenas a arrancar os maus frutos, o Inimigo voltará a regar a planta que simplesmente brotará igual.

 

Perante Jesus, não basta expormos os nossos pecados, mas sim o mais íntimo da nossa consciência e da nossa vontade rebelde, que só quer fazer o que mais lhe agrada. A teimosia do nosso coração e o “endeusamento” que fazemos de nós mesmo, fazem-nos esquecer que dependemos completamente do Ser Absoluto que é Deus. Tentamos dar a vida a nós mesmos quando, na verdade, o que nos estamos a dar é apenas a morte.

 

A minha proposta diante desta realidade é que o exame de consciência que façamos aponte para a análise da origem de todos esses males que cometemos, para assim podermos buscar em Cristo a cura total das nossas doenças, e não só a analgesia para os seus sintomas.

A exposição da nossa vontade rebelde perante o Senhor, fará finalmente que Ele não arranque apenas os maus frutos, mas que inicie um processo de restituição da planta inteira.

 

Este texto é da autoria do padre Juan Ávila Estrada. Texto originalmente publicado no dia 8 de Agosto de 2013 no portal Aleteia. Eu tomei a liberdade de adaptar/modificar algumas expressões para estarem mais de acordo com o português de Portugal.