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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Vocação, missão e descanso em Deus

"Fomos criados por Deus para o descanso!"

 

O quê?? Eu ouvi bem??

Mais de 100 pessoas ficam a olhar, perplexas, para o sr. Pe José Pinheiro, no passado sábado dia 2 de Março, no início do retiro quaresmal para catequistas, a nível diocesano, que decorreu no nosso belíssimo Seminário em Almada.

 

"Sim, ouviram bem, Deus criou-nos para descansarmos Nele!"

Na verdade, já Santo Agostinho afirmava

Criaste-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração vive inquieto, enquanto não repousar em Vós!

 

Mas não se enganem: descansar em Deus é muito diferente de não fazer nada. Aliás, envolve até fazermos muita coisa, dizer Sim a Deus muitas e muitas e muitas vezes - quando apetece e quando não apetece, quando dá jeito e quando não dá jeito nenhum, quando posso e mesmo quando não posso...

Mas devemos fazer tudo isso, com o nosso coração em paz, nas mãos de Deus, no exacto local onde ele pertence. Só encontramos verdadeiro descanso para a nossa alma, um descanso permanente, seguro, eterno, quando encontramos Deus e a Ele oferecermos a nossa pobre alma e aceitarmos descansar Nele.

 

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Imagem retirada daqui

 

Existem muitas pessoas que descansam demais (quantos exemplos podemos nós encontrar nos Evangelhos... e nas nossas vidas!)... ou melhor dizendo, usam essa desculpa para permanecerem estacionários no conforto das suas vidas

Outras, pelo contrário, não conseguem ficar quietas, fazem, fazem e fazem, como autênticas Martas... mas esquecem-se ou desvalorizam aquilo que é mais importante - conhecer e amar Deus, crescer todos os dias em intimidade com Ele, deixar que Ele nos fale ao coração, que cuide das nossas feridas, que nos ensine o caminho a seguir, e que desta relação de amor transborde abundantemente o amor pelo próximo.

Não importa o quão cheia ou agitada ou preenchida a nossa vida esteja. Pelo menos um momento de oração por dia é absolutamente essencial nas nossas vidas. Essencial! Imprescindível!

Porque

«Sem Mim, nada podeis fazer»   Jo 15,5

 

Cada um de nós tem uma vocação, um chamamento por parte de Deus, para sermos santos. Santos! Conseguem imaginar-vos santos? Eu não consigo imaginar-me! Mas o olhar de Deus vai sempre mais longe que o nosso...

Esta nossa vocação tem ser descoberta - alguns mais cedo, outros mais tarde na vida. E quando a descobrimos, devemos olhá-la com verdadeiro espanto (Tu queres-me a mim, Senhor?!), com verdadeira humildade (Oh Senhor, mas eu não sou digno!) e com verdadeiro agradecimento (Se Tu queres Jesus, então eu também quero!).

A nossa vocação surge do nosso encontro pessoal com Jesus. Eu não escolho a minha vocação - Deus escolhe. E por mais que eu a negue e que tente fugir e dizer que não, a nossa vocação é incontornável. Aceitarmos a vocação de Deus é o único, único caminho que sacia completamente e que me traz felicidade verdadeira.

Ao procurarmos Jesus, descobrimos depois a nossa missão; do nosso encontro com Jesus, brota uma missão. Enquanto a vocação à santidade é universal, é para todos, a missão que Deus tem para cada um de nós é única, irrepetível, personalizada. Ninguém a poderá fazer por mim. Tenho mesmo de ser eu. Só podia ser eu a fazê-la.

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Imagem retirada daqui

 

Ser catequista faz parte da missão que Deus escolheu para mim.

Partindo sempre do meu encontro pessoal, íntimo, familiar, de pleno amor, com Deus, eu devo dar testemunho aos outros, devo apontar o caminho, devo partilhar as maravilhas que Deus continuamente faz na minha vida, devo evangelizar, sempre, em todos os momentos, em todos os lugares, não apenas na sala de catequese.

 

Sábado foi um dia muito chuvoso, com muito vento e trovoada. Na hora de meditação pessoal durante o retiro, senti-me a ser chamada numa dada direção no Seminário. Eu já devia ter adivinhado quem seria - claro que fui encontrar uma bela estátua de Nossa Senhora, bem ali, à minha espera. Fiquei toda molhada, mas nem dei conta.

Ali, no meio dos trovões, da chuva, do vento, não pude deixar de reparar num pequeno passarinho que insistia em continuar a cantar - e que bem que cantava. Quanto mais chovia, mais trovejava, mais ele cantava! Que eu assim seja também ...

 

Para terminar, queria apenas partilhar convosco algumas ideias (já antigas, ao que parece) do nosso querido Papa Francisco (mas que eu nunca tinha lido antes!) para manifestarmos visivelmente o amor de Deus durante a Quaresma (e que foram partilhadas connosco durante o retiro).

 

15 actos de caridade como manifestações concretas de amor

  • Sorrir - um cristão é sempre alegre
  • Agradecer - embora não "precise" fazê-lo
  • Lembrar o outro quanto o amamos
  • Cumprimentar com alegria as pessoas que vemos todos os dias
  • Ouvir pacientemente a história do outro, sem julgamento, com amor
  • Parar para ajudar - estar atento a quem precisa de mim
  • Animar alguém
  • Reconhecer os sucessos e as qualidades do outro
  • Separar o que não se usa e dar a quem precisa
  • Ajudar alguém, para que possa descansar
  • Corrigir com amor - não calar por medo
  • Ter pequenas delicadezas para quem está perto de nós
  • Limpar o que se suja em casa
  • Ajudar os outros a superar os seus obstáculos
  • Telefonar aos nossos pais

 

E agora, para coisas ainda mais dificeis

O melhor jejum

  • Jejum de palavras negativas e abundância de palavras bondosas
  • Jejum de descontentamento e abundância de gratidão
  • Jejum de raiva e abundância de mansidão e paciência
  • Jejum de pessimismo e abundância de esperança e optimismo
  • Jejum de preocupações e abundância de confiança em Deus
  • Jejum de queixas e abundância de agradecimento pelas coisas simples da vida
  • Jejum de tensões e abundância de orações
  • Jejum de amargura e tristeza e abundância de alegria no coração
  • Jejum de egoísmo e abundância de compaixão pelos outros
  • Jejum de falta de perdão e abundância de gestos de reconciliação
  • Jejum de palavras e abundância de silêncio para ouvir os outros

A continuação duma santa Quaresma para todos!

Ser luz

Nós somos chamados a sermos uma luz - como uma pequena chama duma velinha branca - num mundo que está cheio de luz artificial eléctrica.

Quem vive no conforto da luz artificial não consegue ver a nossa luzinha de vela; aqueles que até a conseguem ver, não percebem para que serve ou não compreendem porque insistimos em mantê-la acesa - num mundo cheio de luz artificial. Para quê? Porquê?

 

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Imagem retirada daqui

 

No meu trabalho no hospital, quando alguém descobre que eu sou catequista, não é costume ouvir nenhum comentário entusiástico nem incentivador. Não é adequado um médico ter religião ... porque pode interferir.

Os meus colegas não compreendem porquê é que eu haveria de gastar o meu tempo com essas coisas.... eu devia era sair, viajar, gastar o meu ordenado em jantares e prendas e aproveitar a vida.

A minha família pergunta-me várias vezes porque é que eu passo tanto tempo na igreja, envolvida em tantas coisas? Missas e missas e missas, reuniões, encontros, actividades, catequese, vias sacras ... para quê? perguntam-me sempre.

 

Para ser sincera, eu própria às vezes me pergunto se todas as horas que eu invisto em preparar a catequese terá algum valor ... Tantas horas a desenvolver ideias para que as catequeses sejam estimulantes, que ensinem pelo exemplo, que toquem os corações de todos os meninos, que os façam não só saber mas compreender e querer viver ...

Aqueles meninos de 7 anos nunca se vão lembrar de mim quando forem adultos. Não se vão lembrar de grande parte das coisas que eu lhes tentei ensinar. 

Que posso fazer eu, quando os pais não vêm à missa, não querem saber da igreja, e só põem os filhos na catequese como se fosse outra actividade extra-curricular como a natação ou o ballet? Ou apenas para poderem fazer a primeira comunhão? 

Que diferença farei eu nas suas vidas? Que diferença faz aquilo que eu faço?...

 

Há dias difíceis, em que me deixo engolir por essas vozes e pensamentos, em que apetece desistir de tudo. Sim, há dias assim; poucos dias, pela graça de Deus, mas existem.

Nestas alturas, Deus tem sempre o enorme carinho de me enviar um anjo, na forma duma pessoa, que me incentiva, que me anima, que me compreende e que partilha comigo situações parecidas. Ou então descubro uma reflexão de alguém no facebook ou em algum site ou num livro, que reflecte as minhas duvidas e que me ajuda a encontrar soluções.

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Imagem retirada daqui

 

Sim, aquilo que eu faço, aos olhos do mundo, não é quase nada. Não tem qualquer valor. É insignificante. É tempo mal gasto. Não me faz ganhar nada, aliás, só me faz perder....

Não consigo deixar de sorrir ao escrever este texto. As pessoas não compreendem nada! Não compreendem o que verdadeiramente tem valor!

 

"Perante um mundo fragmentado, (...) perante a experiência dolorosa da nossa própria fragilidade, torna-se necessário e urgente, atrever-me-ia mesmo a dizer imprescindível, aprofundar a oração e a adoração. Ela nos ajudará a unificar o nosso coração e nos dará «entranhas de misericórdia», para sermos homens de encontro e comunhão, que assumem como vocação própria tomarem a seu cargo a ferida do irmão (...) dando testemunho de um Deus tão próximo, tão Outro: Pai, Irmão e Espírito; Pão, Companheiro de Caminho e dador de Vida (...)

Hoje, mais do que nunca, é necessário adorar para tornar possível a "proximidade" que reclamam estes tempos de crise. Só na contemplação do mistério do Amor que vence distâncias e se torna perto encontraremos a força para não cair na tentação de seguir de longe, sem nos determos no caminho... (...)

Também nós, perante esta nova invasão pseudocultural que nos apresenta os novos rostos pagãos dos «baalins» do passado, experimentamos a desproporção de forças e a pequenez do enviado. Mas é justamente a partir da experiência da própria fragilidade que se evidencia a força do alto, a presença d'Aquele que é o nosso garante e a nossa paz.

Por isso, quero convidar-vos (...) a que reconheçais na vossa fragilidade o tesouro escondido, que confunde os soberbos e derruba os poderosos. Hoje, o Senhor convida-nos a abraçar a nossa fragilidade como fonte de um grande tesouro evangelizador. (...)

Porque só aquele que se reconhece vulnerável é capaz de uma acção solidária. Pois comovermo-nos («movermo-nos com»), compadecermo-nos («padecermos com») de quem está caído à beira do caminho são atitudes de quem sabe reconhecer no outro a sua própria imagem, mescla de terra e tesouro, e por isso não a rejeita. Pelo contrário, ama-a, aproxima-se dela e, sem o procurar, descobre que as feridas que cura no irmão são unguento para as suas. A compaixão converte-se em comunhão, em ponte que aproxima e estreita laços. (...)

Não tenhais medo de cuidar da fragilidade do irmão com a vossa própria fragilidade: a vossa dor, o vosso cansaço, as vossas perdas; Deus transforma-os em riqueza, unguento, sacramento. (...) Há uma fragmentação que permite, no gesto terno do dar, alimentar, unificar, dar sentido à vida. (...) Que possais, em oração, apresentar ao Senhor os vossos cansaços e fadigas, bem como o das pessoas que o Senhor colocou no vosso caminho e deixai que o Senhor abrace a vossa fragilidade, o vosso barro, para o transformar em força evangelizadora e em fonte de fortaleza. (....)

É na fragilidade que somos chamados a ser catequistas. A vocação não seria plena se excluísse o nosso barro, as nossas quedas, os nossos fracassos, as nossas lutas quotidianas: é nela que a vida de Jesus se manifesta e se faz anúncio salvador. Graças a ela descobrimos as dores do irmão como sendo nossas."

 

Palavras do Papa Francisco, numa carta aos catequistas da diocese de Buenos Aires, 

Agosto de 2003 (retirado do livro - O Verdadeiro Poder é Servir, da editora Nascente)

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Imagem retirada daqui

 

Não importa que ninguém veja aquilo que fazemos. Não importa se parece insignificante e sem valor. Deus vê tudo o que fazemos e vê, principalmente, o amor com que o fazemos. 

Mantenhamos a nossa pequena chama acesa, num local onde todos a possam sempre ver. Sempre que a luz artificial se apague nas vidas das outras pessoas, como tantas vezes acontece, que elas possam sempre ver e contar com a nossa pequena luz, para as iluminar e lhes dar de novo vida. 

Imprevistos, previstos por Deus

Os Evangelhos não nos explicam os motivos que levaram Nossa Senhora a acompanhar S. José até Belém para o recenseamento - tal como escrevi numa reflexão há dois anos atrás

 

Mais de 200km separam Nazaré de Belém. Os caminhos são rudes, por vezes muito difíceis de passar e sempre cercados de perigos. Mesmo que, segundo a Tradição, Nossa Senhora tenha feito esse caminho no dorso dum burrinho, não deixa, contudo, de ser uma dura viagem de quatro a cinco dias... Com comida simples e frugal, com algumas noites passadas ao relento, deitados no chão, quando passavam por zonas pouco habitadas...

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Imagem retirada daqui

 

A Igreja ensina-nos que uma das melhores formas de contemplarmos e de meditarmos acerca da vida de Jesus é imaginar que somos nós a viver aquelas situações relatadas - se fossemos nós, como reagiriamos? como teriamos falado? como teriamos agido? como teria sido, se fossemos nós?

 

Este tipo de pensamentos, para mim, "dá-me sempre pano para mangas" .... dá-me sempre para dias e dias de meditação - porque eu teria agido sempre duma maneira completamente diferente da que aparece nos Evangelhos. Eu e a minha natureza pecadora....

 

Por exemplo, eu facilmente manifesto frustração perante situações, por mais pequenas que sejam, em que ocorre algo que eu não tinha previsto. Ou seja, quando as coisas não acontecem à minha maneira, como eu queria, como eu tinha imaginado, como eu me tinha preparado - quando me vejo com problemas inesperados.... o resultado não costuma ser bom nem bonito. Zango-me, chateio-me, fico logo de mau humor e pobre coitado do primeiro que me aparece à frente... Há anos que tento mudar este traço horrível da minha personalidade, e ele tem vindo a suavizar-se, sem dúvida, pela graça de Deus, mas ainda continua muito vincado.

 

Este Advento dei por mim a reflectir numa enormíssima e bela virtude de Nossa Senhora (e de São José também) - a capacidade de aceitar os "imprevistos" enviados por Deus.... uma virtude que eu claramente não possuo. 

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Esta virtude aparece em todos os relatos que envolvem a Santíssima Virgem - ela esteve sempre disposta a aceitar todos os "imprevistos", previstos por Deus. Não apenas aceitar, mas inclusive abraçar estes imprevistos - o anjo Gabriel que aparece e que lhe faz uma proposta que muda toda a sua vida; a admirável notícia da gravidez de Isabel; o surgir do recenseamento e a viagem até Belém; a ausência dum lugar para ficarem; o parto num estábulo; os pastores que os descobrem e vêm visitar; os magos que vieram de longe e que trazem presentes tão estranhos; a fuga à pressa para o Egipto; a estadia num país diferente; a viagem de volta para Nazaré; a perda e o reencontro do Menino no Templo; o vinho que falta nas Bodas de Caná .... 

 

Em todos os momentos, em todas as situações, por mais caricatas ou perigosas ou estranhas ou incompreensíveis - sempre:

Seja feita a Vossa vontade.

 

Imagem retirada do Pinterest

 

Ou nas palavras da nossa querida Chiara 'Luce' Badano - Tu queres Jesus? Então eu também quero. 

 

Não existe nenhuma situação "imprevista", que não tenha sido prevista por Deus. Eu posso ser apanhada desprevenida - mas Deus nunca. A maior parte dos imprevistos, dou por mim a pensar, talvez até sejam desejados por Deus que ocorram: para que eu exercite paciência e obediência, para que eu aprenda a confiar n'Ele, para que a minha Fé cresça...

 

Que Nossa Senhora nos dê a graça de sermos cada vez mais parecidos com ela!

 

P.s: Antes que eu me volte a esquecer - este ano, eu voltei a criar um calendário mensal católico para 2018. Podem fazer o download grátis, aqui ou então aqui. Podem imprimi-lo à vontade, e podem partilhá-lo com quem quiserem. Só vos peço que, ao fazerem o download, rezem uma Avé Maria por mim, por favor. Que Deus vos abençoe! 

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 14

Provavelmente a última publicação com enxertos do livro "Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas"

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Imagem retirada daqui

Corrige-te compassivamente!

 

Se me propusesse, por exemplo, a evitar todo o pecado de vaidade, e não obstante caísse, mesmo gravemente, não havia de repreender o meu coração deste modo:

«Tu és verdadeiramente um miserável, um abominável, porque te deixaste seduzir pela vaidade depois de tantas resoluções! Que vergonha! não levantes mais os olhos para o Céu, cego, imprudente e infiel ao teu Deus!...» e coisas semelhantes.

 

(...) Corrigi (o vosso coração) com modos compassivos:

«Pois bem, meu pobre coração, eis-nos de novo caídos na cilada que tinhamos resolvido evitar! Ah! levantemo-nos de novo e livremo-nos dela para sempre; imploremos a misericórdia de Deus; esperemos que Ele nos sustenha para o futuro e reentremos nos caminhos da humildade! Coragem! Deus nos há-de ajudar e ainda faremos alguma coisa de bom ..."

Pe. José Tissot

 

 

Capítulo II do livro "A Arte de aproveitar-se das próprias faltas", da autoria do Pe José Tissot

Este livro pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 13

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Imagem retirada daqui

 

"Logo desde a manhã, disponde a vossa alma para andar tranquila, e tende o cuidado de, no decorrer do dia, a chamar muitas vezes e colocá-la em vossas mãos. 

Se vos suceder algum caso triste, não vos espanteis; humilhai-vos tranquilamente na presença de Deus e procurai pôr o espírito em atitude de quem está tranquilo e quieto.

Dizei à vossa alma: «Eia, demos um passo em falso; vamos agora devagarinho e tenhamos cautela connosco!» Fazei isto todas as vezes que cairdes." 

São Francisco de Sales

 

 

Capítulo II do livro "A Arte de aproveitar-se das próprias faltas", da autoria do Pe José Tissot

Este livro pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 12

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Imagem retirada daqui

"Não nos embaracemos com a tristeza e o desassossego. Tais perturbações é o amor-próprio que as produz, incutindo-nos o pesar de não sermos perfeitos, e mais pelo amor de nós mesmos do que de Deus ... Gostamos muito de chorar os nossos defeitos: tanto isto nos consola o amor-próprio.

Parece-nos que tudo está perdido quando algumas contrariedades se nos defrontam, até quando descobrimos apenas um leve traço de falta de mortificação, ou cometemos algum pecadilho insignificante."

 

"O nosso primeiro mal é a estima de nós mesmos. Daí vem ficarmos surpreendidos, perturbados e impacientes quando nos acontece pecar ou cair em alguma imperfeição, visto pensarmos que somos alguma coisa boa, firme e sólida; todavia, ao ver que nada somos e darmos com o nariz na terra, perturbamo-nos, ficamos tristes e descontentes por verificarmos que nos enganamos."

São Francisco de Sales

 

 

Capítulo II do livro "A Arte de aproveitar-se das próprias faltas", da autoria do Pe José Tissot

Este livro pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 11

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Imagem retirada daqui

"Um modo de fazer um bom uso da mansidão é aplicá-la a nós mesmos, não nos irritando contra nós e contra as nossas imperfeições (...); um verdadeiro arrependimento das nossas faltas não exige que tenhamos uma dor repassada de aborrecimento e indignação (...) porque assim conservam aceso no nosso coração o fogo da cólera e, bem longe de abrandar deste modo a paixão, estão sempre prestes a exasperar-se à primeira ocasião que se oferecer.

Ademais, estas iras, despeitos e exasperações contra nós mesmos, conduzem ao orgulho e outra origem não têm senão o amor-próprio que, por nós sermos tão imperfeitos, se perturba e inquieta."

São Franscisco de Sales

 

Capítulo II do livro "A Arte de aproveitar-se das próprias faltas", da autoria do Pe José Tissot

Este livro pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui

Arte de Aproveitar-se das Próprias Faltas - 10

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Imagem retirada daqui 

"Tende todo o cuidado em não vos perturbardes quando cometerdes alguma falta; porém, humilhai-vos, desde logo, na presença de Deus, e isto com uma humildade amorosa e doce, que vos conduza à confiança de recorrer imediatamente à Sua bondade e dar-vos a segurança de que vos há-de amparar no empenho da vossa emenda ...

Quando vos suceder cair em algum pecado, seja qual for, pedi placidamente perdão a Nosso Senhor, dizendo-Lhe que estais certos de que Ele vos ama muito e vos perdoará. E isto fazei-o sempre com simplicidade e placidez."

São Franscisco de Sales

 

 

Capítulo II do livro "A Arte de aproveitar-se das próprias faltas", da autoria do Pe José Tissot

Este livro pode ser encontrado na Alexandria Católica ou então fazendo o download aqui