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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Oh férias ....

Estou por estes dias numa pequena aldeia perdida na serra, perto de Lamego, tal como todos os anos.

Um autêntico paraíso na terra, duma beleza e simplicidade sem igual - tudo o que é preciso está aqui: família, natureza e Deus. Não falta nada...

 

Lamego

 

É altura de estar - com a família que tanto se ama mas que só se pode ver uma vez por ano, e na presença de Deus ...

É altura de ser - o braço direito da mãe, a prima mais velha e conselheira, a que está sempre disposta a ajudar e a servir....

É altura de ouvir - as aventuras e os desabafos do ano que passou, o barulho encantador de todos os animais da quinta, os sinos da pequena igreja a tocar a canção de Fátima a cada meia hora, lembrando-nos continuamente de rezar e de agradecer....

É altura de rir - muito, muito, muito, todos juntos ...

É altura de ver - toda a beleza que nos rodeia, com os nossos olhos, sim, mas também com o coração...

É altura de perdoar - aqueles que convivem comigo todos os dias (e ui! que difícil) mas também a mim mesma (o que ainda é mais difícil)...

É altura de alimentar - escolhendo fazer os pratos que cada um mais gosta, dando a beber o cálice da paz de Cristo....

É altura de dar, de nos dar, de oferecer o melhor que temos, de partilhar e de aceitar...

 

 

É a altura ideal para nos apaixonar de novo ... pelo nosso verdadeiro e eterno Amor

 

"És grande, Senhor e infinitamente digno de ser louvado; grande é teu poder, e incomensurável tua Sabedoria. E o homem, pequena parte de tua criação (...), partícula de tua criação, deseja louvar-te. Tu mesmo que incitas ao deleite no teu louvor, porque nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso."

 

"Como invocarei meu Deus, meu Deus e meu Senhor, se ao invocá-lo o faria certamente dentro de mim? E que lugar há em mim para receber o meu Deus, por onde Deus desça a mim, o Deus que fez o céu e a terra? Senhor, haverá em mim algum espaço que te possa conter? Acaso te contêm o céu e a terra, que tu criaste, e dentro dos quais também criaste a mim? Será, talvez, pelo fato de nada do que existe sem Ti, que todas as coisas te contêm?

E, assim, se existo, que motivo pode haver para Te pedir que venhas a mim, já que não existiria se em mim não habitásseis? (...) Eu nada seria, meu Deus, nada seria em absoluto se não estivesses em mim; talvez seria melhor dizer que eu não existiria de modo algum se não estivesse em ti, de quem, por quem e em quem existem todas as coisas?

Assim é, Senhor, assim é. Como, pois, posso  chamar-te se já estou em ti, ou de onde hás de vir a mim, ou a que parte do céu ou da terra me hei de recolher, para que ali venha a mim o meu Deus, ele que disse: Eu encho o céu e a terra?"

 

"Porventura o céu e a terra te contêm, porque os enches? Ou será melhor dizer que os enches, mas que ainda resta alguma parte de ti, já que eles não te podem conter? E onde estenderás isso que sobra de ti, depois de cheios o céu e a terra? Mas será necessário que sejas contido em algum lugar, tu que conténs todas as coisas, visto que as que enches as ocupas contendo-as?

Porque não são os vasos cheios de ti que te tornam estável, já que, quando se quebrarem, tu não te derramarás; e quando te derramas sobre nós, isso não o fazes porque cais, mas porque nos levantas, nem porque te dispersas, mas porque nos recolhes.
No entanto, todas as coisas que enches, enche-as todas com todo o teu ser; ou talvez, por não te poderem conter totalmente todas as coisas, contêm apenas parte de ti? E essa parte de ti as contêm todas ao mesmo tempo, ou cada uma a sua, as maiores a maior parte, e as menores a menor parte? Mas haverá em ti partes maiores e partes menores? Acaso não estás todo em todas as partes, sem que haja coisa alguma que te contenha totalmente?"

 

"Que és, portanto, ó meu Deus? (...) Tao oculto e tão presente, formosíssimo e fortíssimo, estável e incompreensível; imutável, mudando todas as coisas; nunca novo e nunca velho; renovador de todas as coisas, conduzindo à ruína os soberbos sem que eles o saibam; sempre agindo e sempre repouso; sempre sustentando, enchendo e protegendo; sempre criando, nutrindo e aperfeiçoando, sempre buscando, ainda que nada te falte.
Amas sem paixão; tens zelos, e estás tranqüilo; te arrependes, e não tens dor; te iras, e continuas calmo; mudas de obra, mas não de resolução; recebes o que encontras, e nunca perdeste nada; não és avaro, e exiges lucro. A ti oferecemos tudo, para que sejas nosso devedor; porém, quem terá algo que não seja teu, pois, pagas dívidas que a ninguém deves, e perdoas dívidas sem que nada percas com isso?
E que é o que até aqui dissemos, meu Deus, minha vida, minha doçura santa, ou que poderá alguém dizer quando fala de ti?"

 

"Quem me dera descansar em ti! Quem me dera que viesses a meu coração e que o embriagasses, para que eu me esqueça de minhas maldades e me abrace contigo, meu único bem! (...) E que sou eu para ti, para que me ordenes amar-te e, se não o fizer, irar-te contra mim, ameaçando-me com terríveis castigos? Acaso é pequeno o castigo de não te amar?"

 

Santo Agostinho, primeiras páginas das suas Confissões