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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

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Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

As acácias e as águas de Mara

  †   Peregrinação: do EGIPTO à TERRA SANTA ~  2019   †  

 ~  Egipto - Jordânia - Israel - Palestina  ~ 

 

Continuamos o nosso caminho pelo deserto em direcção ao Monte Sinai. Já atravessámos o Mar Vermelho, tal como o povo hebreu; e para traz de nós ficaram os cavalos e os cavaleiros do Egipto. A parte mais fácil do trabalho de Deus - tirar o povo hebreu do Egipto - já está feita.

Agora sim vem a parte mais complicada e mais demorada desta tarefa a que Deus se propõe - tirar o Egipto de dentro do coração, da mente, da alma e do corpo do povo hebreu... Isto sim, dará imenso trabalho! Não demorará apenas alguns meses, como foi para tirar o povo hebreu do Egipto ... Deus Todo Poderoso, que criou o Céu e a Terra em apenas 6 dias, precisará de levar aquele povo - "de dura cerviz", como o próprio Moisés confessa - através do deserto durante 40 anos para tal conseguir .... 

 

Moisés fez partir Israel do Mar dos Juncos, e saíram para o deserto de Chur. Caminharam três dias no deserto e não encontraram água. Chegaram a Mara, mas não puderam beber a água de Mara, porque era amarga. Por isso se chamou àquele lugar Mara.

O povo murmurou contra Moisés, dizendo: «Que beberemos?»

E ele clamou ao Senhor, e o Senhor indicou-lhe um tronco que ele lançou à água; e a água tornou-se doce

Ex 15, 22-25

Chegamos a Mara, local onde ocorreu este pequeno episódio bíblico. Este pequeno relato facilmente passa despercebido quando seguimos a história do povo hebreu ao longo do livro do Êxodo - eu não me lembrava de alguma vez o ter lido até este dia!

O povo hebreu e todo o seu rebanho está cheio de sede. Andaram 3 dias pelo deserto sem encontrar nenhuma fonte de água. Toda a água que traziam, tirada do Mar dos Juncos, ou seja, do Mar Vermelho, esgotou-se. E agora, o que fazer? Voltar para trás? Continuar caminho? Morreremos todos à sede?

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Eis que vislumbram um autêntico oásis: água, um poço de água! Rápido, venham todos beber!

Mas oh, que decepção! Que água tão amarga, impossível de beber....

O povo hebreu vira-se para um homem, à procura duma solução. O sábio Moisés sabe bem melhor para Quem se deve virar para pedir ajuda - Aquele que tudo pode, Aquele que prometera que estaria sempre com eles.

 

Deus pede a Moisés que jogue o tronco duma árvore para dentro do poço. Que pedido mais estranho! Estamos em pleno deserto, porque é que Deus não pediu a Moisés que jogasse uma pedra? Pedras há muitas por aqui ...

As árvores são tão raras aqui no deserto. Na periferia do deserto ainda era possível encontrar-se tamareiras; mas aqui, no meio do deserto, apenas é possível encontrar algumas acácias.... E, o mais provável, é que tenha sido essa a espécie de árvore que Moisés atirou para dentro do poço, tornando a água amarga em doce.

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Conseguem acreditar que não me lembrei de tirar uma única foto duma acácia ao longo da peregrinação? Foto retirada daqui

 

As acácias foram quase sempre árvores pouco valorizadas por todos os povos que alguma vez aqui habitaram, no deserto. Sempre foram árvores desprezadas.... Crescem apenas nos lugares mais áridos e decididamente que não são árvores bonitas; são finas e tortuosas, cheias de nós e de espinhos - tudo características que as tornam imensamente difíceis de trabalhar e de fazer seja o que for com a sua madeira. Os Egípcios nunca gostaram de trabalhar com a madeira das acácias, preferiam mais os cedros do Líbano....

Apesar disso, se avançarmos no livro do Êxodo e se lermos com atenção as ordens do Senhor para a construção da Arca da Aliança e dos principais objectos da Tenda da Reunião (e posteriormente do Templo do Senhor) iremos reparar, com frequência, num pormenor muito curioso:

O Senhor falou a Moisés, dizendo-lhe: «Fala aos filhos de Israel. Fareis o santuário e todos os seus utensílios, de acordo com os modelos que vou mostrar-vos. Fareis uma Arca de madeira de acáciaMandarás fazer varais de madeira de acácia revestidos de ouro; introduzirás os varais nas argolas, ao longo dos lados da Arca, a fim de servirem para a transportar.

Construirás em seguida uma mesa de madeira de acácia. Farás para a mesa quatro argolas de ouro e prendê-las-ás nas quatro extremidades, formadas pelos seus quatro pés. Estas argolas estarão colocadas frente a frente e por elas passarão varais destinados ao transporte da mesa. Farás os varais de madeira de acácia revestidos de ouro e servirão para transportar a mesaColocarás sobre esta mesa os pães da oferenda, que estarão permanentemente diante de mim.

Ex 25, 1; 9-10; 13; 23; 26-28; 30

Farás também para o santuário pranchas verticais de madeira de acácia. Assim construirás o santuário, conforme a norma que te mostrei neste monte. 

Ex 26, 15; 30

Farás o altar de madeira de acácia. Farás, para o altar, varais de madeira de acácia, revestidos de cobre. 

Ex 27, 1; 6

Também construirás um altar para queimar perfumes, e fá-lo-ás de madeira de acácia

Ex 30,1

Deus pede ao povo hebreu que faça alguns dos objectos mais importantes da Tenda da Reunião usando a madeira da acácia, nomeadamente a própria Arca da Aliança, que conterá as sagradas tábuas com os 10 Mandamentos da Lei do Senhor.

Mas com Deus é sempre assim: tudo aquilo que tiver sido desprezado pelo mundo, Ele reconhece o seu devido valor e ainda o eleva acima das outras coisas ... Servimos um Deus tão bom, tão bom...

 

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Foto retirada daqui

 

Para utilizar a madeira da acácia era preciso, primeiro, cortar os ramos em segmentos de pequeno tamanho (porque os ramos são tortuosos e pouco práticos de utilizar); depois, colocar os ramos em água, para ser possível retirar a sua casca; a seguir era preciso cortar os nós e os espinhos e tentar "endireitar" as angulações naturais destes ramos; e finalmente obtém-se um pedaço de madeira mais ou menos direitinho, mais ou menos pronto a ser usado para construir alguma coisa. Por fim, para que pudesse servir a construção da Arca da Aliança ou dos outros objectos da Tenda da Reunião, era ainda preciso revestir a madeira com uma camada de ouro ou de bronze ... quanta trabalheira!

Mas sabem que mais? A madeira da acácia, uma árvore capaz de resistir à vida difícil do deserto, quando assim trabalhada, torna-se numa das madeiras mais resistentes que se pode encontrar...

 

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Foto retirada daqui

 

Na realidade, se pararmos para pensar um pouco, apercebemo-nos que nós próprios somos muito parecidos com as acácias ... Todos nós temos muitos "espinhos" e "nós" e "angulações", muitos erros e falhas e defeitos e características difíceis de lidar. Para trabalhar com a madeira duma acácia é necessário que se faça um longo e paciente processo de limpeza e tratamento, tentando endireitar ou suavizar ao máximo estes espinhos e nós. Também em nós o Senhor precisa fazer um longo e paciente processo de "limpeza e tratamento" a fim de nos tornar santos.

O primeiro passo neste processo consiste em mergulhar os ramos da acácia dentro de água, a fim de lhes retirar a casca; também nós precisamos de passar, primeiro e logo desde o princípio, pelas águas do Baptismo, a fim de nos retirar a carapaça do pecado original e assim podermos ser trabalhados pelas mãos do Santo dos Santos. 

Mas o processo ainda não está completo; é ainda preciso que sejamos revestidos pelo Espírito Santo, tal como acontece no nosso Crisma - e agora sim, o pecado jamais conseguirá aceder e estragar definitivamente o íntimo da nossa natureza, o íntimo da nossa alma. Conseguirá sim, fazer uns riscos ou umas moças, sujar-nos e deixar-nos com algumas manchas ao longo das nossas vidas - mas nada disso será capaz de chegar até ao fundo do nosso coração, se trabalhado desta maneira por Deus. Esse precioso núcleo estará sempre protegido pelas próprias mãos do Senhor, estará sempre a salvo ...

 

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Poço de Mara

Voltemos ao poço das águas de Mara e aos nossos poços, onde acumulamos os nossos problemas, medos, dúvidas, erros e asneiras. Por vezes parecem que estão cheios de água até cá acima, sim, mas cheios duma água amarga, incapaz de dar a vida a quem dela beba ...

 

Claro que não foi a árvore jogada dentro do poço que purificou aquela água; foi sim todo o trabalho que o povo hebreu teve ao tratar e transformar aquele tronco; foi a cruz de aceitar ter todo aquele trabalho; foi, em última instância, o trabalho que Deus teve no coração de cada um deles, em cada um de nós ... 

 

Oh Senhor, trabalha em mim e no meu coração tanto quanto seja preciso! Amén

 

  †   Peregrinação: do EGIPTO à TERRA SANTA ~  2019   †  

 ~  Egipto - Jordânia - Israel - Palestina  ~ 

Que o vosso coração permaneça sempre em paz

Para onde quer que olhemos, seja a sociedade à nossa volta, seja a nossa própria vida, deparamo-nos com um permanente estado de agitação e de inquietude.... Ninguém está bem, ninguém se sente bem e em paz.... Há sempre tanta coisa para fazer, tanta coisa que precisa de ser feita ... As horas não esticam, o tempo não pára, a vida não abranda ... Encontramo-nos, todos nós, num completo estado de agitação, de inquietação, de frustração, de ausência de paz ...

 

"Reine nos vossos corações a paz de Cristo"  (Col 3,15)

 

Mesmo aqueles que procuram seguir o caminho do Senhor, procurando tornar-se santos à Sua semelhança - eis-nos, na mesma, nesse estado de inquietação profunda e permanente. Mesmo quando procuramos amar e servir os irmãos à nossa volta - eis-nos, na mesma, nesse estado de agitação, ansiedade e incerteza ... 

 

"Reine nos vossos corações a paz de Cristo"  (Col 3,15)

 

Ai de mim, Senhor, que não o permito... não permito que a Tua paz reine no meu coração e não confio plenamente nas Tuas promessas. Ai de mim, Senhor meu ..

 

"Sem Mim, nada podeis fazer."  (Jo 15,5)

 

Palavras de Jesus... deixemo-las ressoar dentro de nós ...

 

"Sem Mim, nada podeis fazer."  (Jo 15,5)

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Imagem retirada daqui

 

Quem penso eu que sou, para achar que consigo fazer algo de bem ou de bom, sem a ajuda do Senhor?

Não, nenhum de nós o consegue fazer....

Se queremos, verdadeiramente, viver na paz de Cristo; se queremos que essa paz reine continuamente nos nossos corações e nas nossas vidas - então, eu preciso de me convencer desta difícil mas importante verdade: todo o bem que eu consigo fazer, vem de Deus, e não de mim própria. 

 

"Sem Mim, nada podeis fazer."  (Jo 15,5)

 

Jesus não disse "sem Mim, não podeis fazer muita coisa"; não, na verdade, Ele disse-nos claramente que "sem Mim, nada podeis fazer".

Nada. Nada podeis fazer.

 

Para experienciarmos esta verdade (ou para nos relembrar mais uma vez dela), Deus permite que passemos por diversas dificuldades, desafios, falhanços e humilhações nas nossas vidas. Sim, podem não parecer à primeira vista (ou à segunda, ou à terceira, ou ...), mas estes momentos difíceis são para nosso bem. Deus poupar-nos-ia deles, claro, se houvesse outra maneira de nós compreendermos. Mas eles são imensamente necessárias - só através deles conseguimos identificar e reconhecer a nossa (absoluta) incapacidade de realizar nem que seja um pouquinho de bem e de bom. 

 

Obrigado Senhor por me mostrares esta verdade; obrigado Senhor por abrires os meus olhos; obrigado Senhor pela Tua infinita misericórdia; obrigado Senhor ...

 

Mas, como posso eu mudar? Como posso ser diferente? 

Como posso permitir que a Tua graça actue livremente na minha vida?

 

Já alguma vez tiveram a oportunidade de observar a superfície dum lago ou duma pequena porção de água, que fosse capaz de refletir as formas das nuvens e o brilho do sol? (a minha casinha nova permite-me lembrar desta analogia todos os dias)

Quanto mais calma, serena e tranquila a superfície dessa água estiver, mais perfeitamente poderá reflectir a forma das nuvens e o brilho do sol. Mas se, pelo contrário, a superfície da água estiver agitada, inquieta e ondulante, já não poderá refletir a maravilhosa luz do sol.

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Imagem retirada daqui

 

O mesmo acontece com Deus e a nossa alma.

Quanto mais calma, tranquila e em paz estiver a nossa alma, melhor poderá refletir o amor de Deus, melhor se assemelhará à santidade do Senhor, melhor a Sua graça poderá actuar sobre nós.... Mas se a nossa alma se mantiver continuamente agitada e turbulenta, a graça, o amor e a misericórdia de Deus terão muitíssimo mais dificuldade em actuar em nós.

Todo o bem que fazemos provêm do Senhor. Todo o bem que realizamos só o fazemos pela graça de Deus, que se reflete nas nossas vidas. 

 

Quantas vezes, oh quantas vezes, nós nos agitamos e nos preocupamos ao tentarmos resolver tudo, todos os problemas, através da nossa própria força e capacidades - quando seria imensamente mais eficaz se permanecessemos na paz do Senhor, confiássemos Nele como as crianças pequeninas, e O permitissemos actuar em nós e nas nossas circunstâncias ... 

 

"Vede o que diz o Senhor Deus, o Santo de Israel:

«A vossa salvação está na con­ver­são e em terdes calma;

a vossa força está em terdes con­fiança e em permanecerdes tranquilos

Mas não quisestes."   (Is 30,15)

 

Então Deus convida-nos a sermos sossegadinhos e preguiçosos?

Claro que não!

Deus convida-nos sim, em todos os instantes e situações, a agir (às vezes, a agir mesmo muito) mas sob o impulso e graça do Espirito Santo, que é sempre gentil, suave e pacífico. E não sob um espírito de inquietude, preocupação, agitação e pressa desmedida, como tanta vez nós escolhemos fazer.... 

 

Aliás, uma das estratégias mais utilizadas pelo Maligno para nos afastar do amor de Deus é precisamente fazer-nos perder a paz nos nossos corações...

Não o podemos permitir! 

A paz e a esperança de coração são características essenciais e identificativas dum cristão e nunca devem ser perdidas - ainda mais nos dias de hoje, onde parece que somos os únicos a conseguir manter essa luz no mundo ... 

 

Comecemos já pela oração - uma das armas mais poderosas que Deus nos ofereceu...

 

Espírito Santo, amor do Pai e do Filho

Inspirai-me sempre

O que devo pensar

O que devo dizer

O que hei-de calar

O que hei-de escrever

O que hei-de fazer

Para Vossa glória

Para o bem de todas as almas

E para a minha própria santificação.

Ó meu bom Jesus, em Vós ponho toda a minha confiança!

Amém

 

 

Reflexão após leitura dum livro do Pe Jacques Philippe

Retiro de preparação para o Crisma - parte 2

Retiro de preparação para o Crisma - Parte 1

Retiro de preparação para o Crisma - Parte 3

 

Um dos nossos objectivos para o Retiro de preparação para o Crisma (que comecei a partilhar convosco na semana passada) é que fosse memorável - não por ser grandioso nem espectacular, mas por ser capaz de criar memória, viva, chamativa, durável, dentro de cada pessoa. Queríamos que as pessoas se lembrassem, com carinho e amor, dos ensinamentos partilhados, das lições aprendidas, das sensações e impressões marcadas para sempre na nossa memória ... E todos sabemos que, para auxiliar a nossa memória, não há nada melhor do que uma pequena lembrança ... ou várias!

 

Nós tínhamos um orçamento muito pequenino para prepararmos o Retiro, e portanto tanto eu como a outra organizadora do Retiro tentámos sempre utilizar o máximo de recursos/materiais que ambas já possuíamos de actividades anteriores (por exemplo, velas e cartolinas). Ou então, quando foi mesmo preciso comprar materiais novos, tivemos de recorrer às opções (melhor dizendo, soluções!) mais baratinhas que encontrámos.... 

 

Ora, na abertura do Retiro, no início da primeira manhã de catequese, entregámos um primeiro Cartão de Oração com uma velinha (inspirado numa ideia do pinterest). Que acham?

 

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Como fizemos?

- Desenhámos e recortámos a partir duma cartolina amarela A3, rectângulos com 14,5 cm de altura x 9,5 cm de largura.

- Imprimimos, recortámos e colámos a Oração a Jesus (podem fazer o download aqui ou então aqui) - tal como podem observar nas imagens. A oração foi encontrada num manual de catequese antigo e eu criei a imagem no computador.

- Depois, colámos uma velinha branca em cada Cartão de Oração.

- Cada velinha tinha à sua volta um versículo bíblico relacionado com o poder e as graças da oração. Imprimimos os versículos em papel branco autocolante, recortámos e colámos em cada vela.

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Durante as refeições, as nossas mesas estavam decoradas com velas e bandeiras com as palavras-chave do nosso retiro (inspirada noutra imagem do pinterest):

 

O caminho rumo à santidade requer…

Coragem, Esperança, Graça e Conversão

 

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Como fizemos?

- Utilizámos 8 velas de tamanho médio, em copos de vidro, para serem distribuídas pelas 2 mesas compridas.

- Usámos restinhos de papel celofane vermelho e branco (que já possuíamos de actividades anteriores - mas acredito ser possível utilizar qualquer outro tipo de papel/tecido/material que possuam), para revestir as velas

- Cortámos o papel celofane com um formato arredondado (tanto quanto nos foi possível), com cerca de 10cm de diâmetro a mais que o diâmetro das velas

- Colocámos o papel celofane branco por dentro do papel vermelho

- Atámos com uma fitinha branca as 2 camadas de papel celofane às velas, deixando um lacinho

- Amachucámos o papel celofane, para dar mais volume

 

- Depois, para as bandeiras, utilizámos 8 paus de espeto compridos

- Imprimimos e recortámos as bandeiras (que eu desenhei no computador) - podem fazer o download aqui ou então aqui. Recortámos apenas os limites exteriores de cada bandeira - a linha do meio das bandeiras serviu-nos apenas para sabermos onde dobrar o papel para fazer as bandeiras.

- Colámos as bandeiras envolvendo os paus de espeto - tal como podem ver pelas imagens.

- Por fim, quando pusemos as mesas, espetámos uma bandeira por cada vela.

 

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Depois do almoço, no início da catequese da tarde, entregámos um outro Cartão de Oração - desta vez, ao Divino Espírito Santo (ideia igualmente inspirada numa imagem do pinterest). Esta oração foi-me oferecida há 3 anos atrás, nas catequeses de adultos de preparação para o Crisma, e tenho-a rezado todos os dias desde então!  

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Como fizemos?

- Utilizámos molas da roupa de madeira, que eu pintei de vermelho com tinta acrílica (o tipo de tinta mais barata e que mais facilmente se encontra).

- Imprimimos e recortámos as pombas - que representam o Espírito Santo (podem fazer o download das pombas aqui ou então aqui).

- Colámos as pombas às molas de madeira - tal como podem ver pelas fotos.

 

- Imprimimos e recortámos as imagens com a Oração ao Espírito Santo (que eu criei no computador e que podem fazer o download aqui ou então aqui).

- Desenhamos e recortámos rectângulos em cartolina vermelha, laranja e amarela, com cerca de 0,5-1cm a mais do que as imagens com a oração.

- Por fim, colámos as orações às cartolinas e prendemo-las às molas com as pombas.

 

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No final da noite, após a Adoração ao Santíssimo, servimos uma pequena ceia com chá, leite e umas bolachinhas de manteiga que eu fiz, alusivas ao Retiro como não podia deixar de ser ;)

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Como fizemos?

- Ingredientes das bolachas de manteiga:

  • 600g de farinha
  • 250g de manteiga (idealmente já à temperatura ambiente)
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 2 ovos 
  • 300g de açúcar
  • raspa de 2 limões

- Receita das bolachas de manteiga:

  • Ligar o forno no máximo
  • Misturar numa tigela os 2 ovos com o açúcar.
  • Juntar a raspa de 2 limões
  • Misturar, noutra tigela, a farinha e o fermento com a manteiga. Misturar com as mãos, tentando desfazer ("esfarelar" com as mãos uma na outra) a manteiga por completo na farinha.
  • Juntar o conteúdo das 2 tigelas. Pode-se utilizar logo as mãos para misturar ou usar a batedeira em pouca velocidade no início e depois utilizar as mãos.
  • A massa deve ficar fofa mas consistente.
  • Deixar repousar a massa no frigorífico durante, pelo menos, 20 min (coberta com película aderente).
  • Esticar a massa usando um rolo (e eu uso também película aderente entre a massa e o rolo - facilita o trabalho) e usar as formas
  • Eu tentei fazer alguns desenhos nas bolachas com um palito (para parecerem ainda mais umas pombas) antes de levar ao forno.
  • Colocar as bolachas num tabuleiro coberto com papel vegetal
  • O nosso forno é bem velhinho e não nos diz a temperatura (só tem máximo ou mínimo) e portanto, no nosso forno, no máximo, as bolachas estão prontas em cerca de 20-25 min. As bolachas estão prontas assim que começarem a ficar douradinhas nas pontas (cuidado que elas facilmente cozem de mais e depois ficam muito duras ...)
  • Deixar arrefecer e depois é só partilhar!

 - Eu encontrei a forma da pomba para fazer as bolachas durante as minhas férias em Lamego.

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Ressalva: todas estas fotos foram tiradas em casa. Durante os 2 dias de Retiro não tive oportunidade de tirar qualquer fotografia - havia sempre tanta coisa para fazer que me esqueci completamente!

Fizémos ainda outros trabalhos manuais para o Retiro - principalmente para a decoração do espaço onde decorreu as catequeses (que ficou tão bonito!). Mas, infelizmente, não tenho nenhuma fotografia para partilhar convosco ... 

 

No final do Retiro, oferecemos ainda uma lembrança muito especial a cada participante ... mas isso fica para o próximo post 

Única e insubstituível ....

Já não sei quantas vezes li o primeiro capítulo do livro do Genésis (dez? quinze vezes?), que nos relata a belíssima história, cheia de poesia e de simbolismo, da criação do mundo e do homem, a maior maravilha que Deus alguma vez podia ter criado … Contudo, um dia destes, ao lê-la de novo, parecia que a estava ler pela primeira vez, tal foi a admiração, o encanto e deslumbramento daquilo que “li”, pela graça do Espírito Santo …

 

Será que nos apercebemos, realmente, o quanto Deus nos desejou e amou, desde o princípio do mundo?

Será que nos apercebemos, realmente, de todo o cuidado, carinho e amor Deus colocou ao desenhar cada pequena característica de cada um de nós?

Será que nos apercebemos, realmente, do quanto cada um de nós é especialmente único e insubstituível? Não apenas em relação às nossas características, mas também a nível do nosso papel absolutamente irrepetível, excepcional, único, no belo e imenso divino plano, que Deus sonhou para toda a humanidade, por toda a eternidade?

 

Ouçam então comigo - o nosso grande e eterno Amado a falar-nos ao coração ….

 

“No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo” Gn 1,1-2

 

Quando Eu pensei num mundo sem ti, oh como era profunda a escuridão que o envolvia, como a terra era informe e vazia …

 

“Deus disse: «Reúnam-se as águas que estão debaixo dos céus, num único lugar, a fim de aparecer a terra seca.» E assim aconteceu.” Gn 1,9

 

Quando Eu pensei num mundo sem ti, os Céus começaram a chorar, de tal maneira que os oceanos nasceram ….

 

Não, de modo nenhum! Um mundo sem ti não era possível existir …

 

“Deus disse: «Faça-se a luz.» E a luz foi feita.” Gn 1,3

 

Ao som do teu nome, Eu criei a luz que apenas a tua alma podia conter, o reflexo da Minha luz que apenas à tua alma pertence, que apenas tu podes reflectir desta forma …

 

“Depois, Deus disse: «Façamos o ser humano à nossa imagem, à nossa semelhança (…) Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher.” Gn 1,26-27

 

Eu te criei, única, irrepetível – nunca ninguém foi como tu, nunca ninguém será.

A história da tua alma, única, irrepetível, tem uma importância inigualável na história deste mundo, por toda a eternidade …

 

“Deus, vendo toda a Sua obra, considerou-a muito boa.” Gn 1,31

 

Quando Eu completei a Minha obra – tu – em toda a tua beleza, complexidade e profundidade … não podia haver mais palavras para descrever o Meu êxtase …

 

“Assim foram terminados os céus e a Terra e todo o seu conjunto. Concluída, no sétimo dia, toda a obra que tinha feito, Deus repousou, no sétimo dia, de todo o trabalho por Ele realizado.” Gn 2,1

 

A tua alma, minha Amada, é o sabat que eu escolhi para repousar …

 

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Mas isto ainda não era o suficiente – o Meu amor não conhece fim, é eterno, infinito, imensurável, interminável e jamais poderá mudar …

 

Quando Eu pensei num Céu sem ti, por causa do teu pecado… não, não, NÂO! Eu não poderia suportar a dor de te perder!...

Então Eu enviei até ti o Meu Filho, como prova e sacrifício do Meu infinito amor, de forma a garantir que, se tu assim aceitares, possas viver Comigo em comunhão do mais puro amor para sempre …

 

Queridos amigos, alegrem-se comigo: o Senhor abençoou-me abundantemente, oferecendo-me hoje o início do meu 25º ano de vida nesta terra!

Que, pela Sua graça, eu passe cada momento do próximo ano a espalhar esta Boa-Nova: Deus amou-nos de tal forma que nos enviou o Seu Filho para nos salvar da corrupção destruidora do pecado, a fim de nos unir a Ele, em pura comunhão de amor, para todo o sempre! Amén!

A humildade do Espírito Santo

Está a ser muito difícil encontrar tempo para escrever aqui no blog. Assim, durante uns tempos, pelo menos, apenas poderei ir partilhando convosco pequenos pensamentos e reflexões, como a de hoje.... 

 

Ontem dei por mim a pensar, quando meditava nos Mistérios Luminosos, que a 3ª Pessoa da Santíssima Trindade é, sem dúvida, a parte mais humilde de Deus.... 

Toda a gente fala, e muito, acerca de Deus Pai e de Jesus.... mas do Espírito Santo.... bem, pelo menos eu, penso Nele e contemplo-O muitas poucas vezes, muito menos do que deveria....

O Espírito Santo faz tanta coisa no nosso mundo, nas nossas vidas mas recebe tão pouco mérito, é sempre tão esquecido ....

Quanta humildade! 

Assim, que possamos hoje, às portas de uma das celebrações mais importante do nosso ano litúrgico, meditar, falar e tentar conhecer melhor o Espírito Santo.

 

E se fizéssemos o voto de Lhe rezarmos todos os dias, usando por exemplo a pequena oração que partilhei convosco há alguns anos atrás....? 

 

cartão de oração 2

 

Ser luz

Nós somos chamados a sermos uma luz - como uma pequena chama duma velinha branca - num mundo que está cheio de luz artificial eléctrica.

Quem vive no conforto da luz artificial não consegue ver a nossa luzinha de vela; aqueles que até a conseguem ver, não percebem para que serve ou não compreendem porque insistimos em mantê-la acesa - num mundo cheio de luz artificial. Para quê? Porquê?

 

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Imagem retirada daqui

 

No meu trabalho no hospital, quando alguém descobre que eu sou catequista, não é costume ouvir nenhum comentário entusiástico nem incentivador. Não é adequado um médico ter religião ... porque pode interferir.

Os meus colegas não compreendem porquê é que eu haveria de gastar o meu tempo com essas coisas.... eu devia era sair, viajar, gastar o meu ordenado em jantares e prendas e aproveitar a vida.

A minha família pergunta-me várias vezes porque é que eu passo tanto tempo na igreja, envolvida em tantas coisas? Missas e missas e missas, reuniões, encontros, actividades, catequese, vias sacras ... para quê? perguntam-me sempre.

 

Para ser sincera, eu própria às vezes me pergunto se todas as horas que eu invisto em preparar a catequese terá algum valor ... Tantas horas a desenvolver ideias para que as catequeses sejam estimulantes, que ensinem pelo exemplo, que toquem os corações de todos os meninos, que os façam não só saber mas compreender e querer viver ...

Aqueles meninos de 7 anos nunca se vão lembrar de mim quando forem adultos. Não se vão lembrar de grande parte das coisas que eu lhes tentei ensinar. 

Que posso fazer eu, quando os pais não vêm à missa, não querem saber da igreja, e só põem os filhos na catequese como se fosse outra actividade extra-curricular como a natação ou o ballet? Ou apenas para poderem fazer a primeira comunhão? 

Que diferença farei eu nas suas vidas? Que diferença faz aquilo que eu faço?...

 

Há dias difíceis, em que me deixo engolir por essas vozes e pensamentos, em que apetece desistir de tudo. Sim, há dias assim; poucos dias, pela graça de Deus, mas existem.

Nestas alturas, Deus tem sempre o enorme carinho de me enviar um anjo, na forma duma pessoa, que me incentiva, que me anima, que me compreende e que partilha comigo situações parecidas. Ou então descubro uma reflexão de alguém no facebook ou em algum site ou num livro, que reflecte as minhas duvidas e que me ajuda a encontrar soluções.

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Imagem retirada daqui

 

Sim, aquilo que eu faço, aos olhos do mundo, não é quase nada. Não tem qualquer valor. É insignificante. É tempo mal gasto. Não me faz ganhar nada, aliás, só me faz perder....

Não consigo deixar de sorrir ao escrever este texto. As pessoas não compreendem nada! Não compreendem o que verdadeiramente tem valor!

 

"Perante um mundo fragmentado, (...) perante a experiência dolorosa da nossa própria fragilidade, torna-se necessário e urgente, atrever-me-ia mesmo a dizer imprescindível, aprofundar a oração e a adoração. Ela nos ajudará a unificar o nosso coração e nos dará «entranhas de misericórdia», para sermos homens de encontro e comunhão, que assumem como vocação própria tomarem a seu cargo a ferida do irmão (...) dando testemunho de um Deus tão próximo, tão Outro: Pai, Irmão e Espírito; Pão, Companheiro de Caminho e dador de Vida (...)

Hoje, mais do que nunca, é necessário adorar para tornar possível a "proximidade" que reclamam estes tempos de crise. Só na contemplação do mistério do Amor que vence distâncias e se torna perto encontraremos a força para não cair na tentação de seguir de longe, sem nos determos no caminho... (...)

Também nós, perante esta nova invasão pseudocultural que nos apresenta os novos rostos pagãos dos «baalins» do passado, experimentamos a desproporção de forças e a pequenez do enviado. Mas é justamente a partir da experiência da própria fragilidade que se evidencia a força do alto, a presença d'Aquele que é o nosso garante e a nossa paz.

Por isso, quero convidar-vos (...) a que reconheçais na vossa fragilidade o tesouro escondido, que confunde os soberbos e derruba os poderosos. Hoje, o Senhor convida-nos a abraçar a nossa fragilidade como fonte de um grande tesouro evangelizador. (...)

Porque só aquele que se reconhece vulnerável é capaz de uma acção solidária. Pois comovermo-nos («movermo-nos com»), compadecermo-nos («padecermos com») de quem está caído à beira do caminho são atitudes de quem sabe reconhecer no outro a sua própria imagem, mescla de terra e tesouro, e por isso não a rejeita. Pelo contrário, ama-a, aproxima-se dela e, sem o procurar, descobre que as feridas que cura no irmão são unguento para as suas. A compaixão converte-se em comunhão, em ponte que aproxima e estreita laços. (...)

Não tenhais medo de cuidar da fragilidade do irmão com a vossa própria fragilidade: a vossa dor, o vosso cansaço, as vossas perdas; Deus transforma-os em riqueza, unguento, sacramento. (...) Há uma fragmentação que permite, no gesto terno do dar, alimentar, unificar, dar sentido à vida. (...) Que possais, em oração, apresentar ao Senhor os vossos cansaços e fadigas, bem como o das pessoas que o Senhor colocou no vosso caminho e deixai que o Senhor abrace a vossa fragilidade, o vosso barro, para o transformar em força evangelizadora e em fonte de fortaleza. (....)

É na fragilidade que somos chamados a ser catequistas. A vocação não seria plena se excluísse o nosso barro, as nossas quedas, os nossos fracassos, as nossas lutas quotidianas: é nela que a vida de Jesus se manifesta e se faz anúncio salvador. Graças a ela descobrimos as dores do irmão como sendo nossas."

 

Palavras do Papa Francisco, numa carta aos catequistas da diocese de Buenos Aires, 

Agosto de 2003 (retirado do livro - O Verdadeiro Poder é Servir, da editora Nascente)

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Imagem retirada daqui

 

Não importa que ninguém veja aquilo que fazemos. Não importa se parece insignificante e sem valor. Deus vê tudo o que fazemos e vê, principalmente, o amor com que o fazemos. 

Mantenhamos a nossa pequena chama acesa, num local onde todos a possam sempre ver. Sempre que a luz artificial se apague nas vidas das outras pessoas, como tantas vezes acontece, que elas possam sempre ver e contar com a nossa pequena luz, para as iluminar e lhes dar de novo vida. 

Cruzes pequeninas

Esta semana gostava de partilhar convosco uma citação maravilhosa, capaz de encher o coração de fé e de esperança, para as pequenas coisas do nosso dia a dia .... porque serão principalmente essas pequeninas coisas que nos tornarão santos um dia!

 

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As cruzes grandes assustam, mas são raras. As pequeninas acompanham-nos por toda a parte. Não damos um passo sem as encontrar. Uma palavrinha seca, um olhar indiferente, uma pequenina dor, um contratempo, uma pessoa importuna, a chuva, o vento, a falta de qualquer objecto, são tantas as pequeninas cruzes e aborrecimentos no curto espaço de um dia!

Porque havemos de nos impacientar com isso e aspirar a sofrimentos, grandes perseguições, etc., que talvez nunca teremos que experimentar?

Contentemo-nos com as cruzes pequeninas! Elas são preciosas. Santa Teresinha amava-as tanto!

"Longe de me querer igualar às grandes Almas que, desde a sua infância, praticam toda a espécie de macerações - escreve a Santinha - fiz com que as minhas penitências consistissem em quebrar a minha vontade, reter uma palavra de réplica, prestar pequenos serviços sem dar a entender que o faço e mil outras coisas deste género."

Não é um meio eficaz de santificação? Talvez custem mais estas cruzes pequeninas do que muitas das grandes. Desde o amanhecer até ao repouso da noite, encontramos no nosso caminho dezenas e até centenas de cruzes pequeninas. Aproveitemos essa riqueza! Sejamos avaros das coisas celestes. Quanta abnegação e espírito de sacrifício na prática da aceitação quotidiana das cruzes pequeninas!

 

Monsenhor Ascânio Brandão - O Breviário da Confiança

Podem fazer o download deste livro no site da Alexandria Católica

 

Hoje é Domingo de Pentecostes  Não se esqueçam de pedir ao Santíssimo Espírito Santo para vos renovar interiormente, mais uma vez....

 

Oração ao Espírito Santo

 Espírito Santo, amor do Pai e do Filho,

inspirai-me sempre o que devo pensar,

o que devo fazer, o que hei-de calar,

o que hei-de escrever, o que hei-de fazer,

para a Vossa glória, para o bem das almas

e a minha própria santificação.

 

Ó meu bom Jesus, em Vós

ponho toda a minha confiança.

Ámen!

 

A Vida se manifestou e nós damos testemunho!

Já se passou quase 1 mês desde o meu retiro do Crisma (que foi no sábado, dia 26 de Setembro, véspera do Retiro das Famílias de Caná na Quinta do Conde). Sei que já se passou muito tempo, mas como mais vale tarde que nunca, venho hoje falar-vos um pouco sobre o nosso retiro....

 

Começámos logo pelas 9h da manhã com muita alegria! Mal entramos na sala do retiro, deparamo-nos com esta autêntica obra de arte feita pela catequista dos jovens:

Retiro do Crisma 1

Lindo não é? Vejam bem os pormenores:

Retiro do Crisma 3

Os 7 Dons do Espírito Santo

Retiro do Crisma 2

 

O tema do nosso retiro foi: "A Vida se manifestou, nós vimos e damos testemunho!" 

 

Foi com muita surpresa que ouvi a catequista dos jovens dizer que tinha escolhido como santa padroeira do nosso grupo a Beata Chiara Luce! Lembram-se dela? É frequente a Teresa falar dela no seu blogue, e por causa disso, já sabia a sua história. Contudo, nunca tinha tido a oportunidade de ver o seu filme biográfico!

 

Sem dúvida que não podiam ter escolhido uma padroeira melhor. A sua história de vida é imensamente inspiradora!

 

No meu caderno de apontamentos do retiro escrevi as 3 frases da autoria da Chiara Luce que mais me marcaram:

 

Retiro do Crisma 4

 

Tu queres Jesus? Então eu também quero!

(Obrigado por nos ensinares esta Teresa!)

 

Se é para ser santa, quero ser santa já! 

(Como já tinha partilhado convosco antes)

 

Deus pode ter-me tirado as pernas, mas Ele deu-me asas!

(Dita pouco depois da Chiara ter perdido a capacidade de andar devido ao seu osteossarcoma)

 

No retiro tivemos a oportunidade de explorar cada um dos 7 Dons do Espírito Santo (pasta com vários textos sobre este tema):

 

dons espirito santo 2

Sabedoria - graça de ver cada coisa pelos olhos de Deus

Entendimento - capacidade de compreender além daquilo que se vê; ver o mundo através da Fé!

Ciência - ser capaz de reconhecer que Deus foi, é e será sempre o Criador, e tudo vem Dele e por Ele 

Conselho - dom da orientação; indicar o caminho justo; deixar que o Espírito Santo fale

Fortaleza - capacidade de ultrapassar as adversidades, sem medos, sem incertezas, confiantes no Senhor

Piedade - dom da misericórdia, do amor incondicional ao próximo, pelo o amor que recebemos do Senhor

Temor de Deus - reconhecer que somos sempre pecadores, e que devemos temer fazer algo contra a vontade de Deus

 

Assim como explorámos os vários Frutos do Espírito Santo (Gálatas 5:22-23):

frutos espirito santo

 

Amor/Caridade - o maior dos dons, que continua para além da morte!!

Alegria - satisfação profunda e total em Deus, que o Espírito Santo derrama no nosso coração

Bondade/Generosidade - fazer o bem desinteressadamente

Paciência - tudo suportar, tudo aceitar, nunca se revoltar 

Mansidão - Se Jesus quer, então eu também quero!

Modéstia - contrariar a ostentação e a exibição própria

Auto-domínio - domínio sobre si mesmo

Castidade/Fidelidade - domínios sobre os impulsos da vontade

 

 

 

 

No final do dia, voltámos para casa com o coração cheio! Eu vinha radiante!!

Quantos ensinamentos profundos, quantos momentos "Uau!"

 

Senhor, meu eterno amor - como és belo, como és querido, como és amoroso, como és puro! Obrigado, Pai!

Concede-me a graça de transmitir amanhã o teu amor a todos os que se cruzem comigo!

 

Porque o amanhã, domingo, seria o dia do retiro das Famílias de Caná! E esse é sempre o melhor acontecimento do ano inteiro!!!!!!!

 

"Bendiz o Senhor, ó minha alma.

A minha única alegria encontra-se no Senhor.

Ao Senhor, glória eterna! Aleluia"

Salmo 103