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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

O esforço do nosso "Sim" diário à vontade de Deus

Nos últimos anos, tenho vivido um intenso processo de discernimento vocacional que, pela transbordante e imprescindível graça de Deus, parece que chegou finalmente a um único caminho. Assim, neste último ano, tenho vivido com a certeza da minha vocação, após anos e anos de oração, aconselhamento e exploração das diversas vocações que a Igreja nos oferece. Mas o tempo passa e passa e passa e ... nada acontece.

 

Porque é que esta minha vocação não se concretiza, finalmente, Senhor?

Senhor, se me chamas tão fortemente por este caminho, por esta vocação, porque é que nada acontece, porque é que ela não se realiza?

Se Tu colocaste este desejo tão grande e profundo no meu coração, porque não o cumpres? Porque é que não o completas? 

 

À minha volta, vejo diariamente as vocações das outras pessoas a serem cumpridas; vejo-as a serem chamadas e a dizerem o seu "sim", visível e definitivo, à sua vocação e à vontade de Deus nas suas vidas. Eu também o queria fazer. Eu também o desejava fazer....  

E facilmente (oh tão facilmente!...) caio na tentação de pensar: Senhor, acaso esqueceste-Te de mim?

 

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Oh, a cruz de não vivermos (ainda) a nossa vocação em pleno ...

Oh, a cruz de vivermos uma vida que desejaríamos tanto que fosse diferente.

 

O Tentador, contudo, não perde uma única oportunidade. Mal abrimos esta pequena fresta no nosso coração - Senhor, acaso esqueceste-Te de mim? - e ele fará de tudo para que continuemos a cair, para que nos afastemos do amor de Deus. Quando mal damos por isso, já caímos na tentação de duvidar do imenso amor de Deus por nós - Se me chamas a esta vocação e ela não se realiza, é porque não me amas Senhor ... 

 

O Maligno é o príncipe da sedução e ele, mais que ninguém, sabe exactamente como nos seduzir com as suas mentiras - Porque me mostras, Senhor, tantos bons exemplos de vocações a serem cumpridas e realizadas, e a minha não? Porque me mostras tanto ouro na vida dos outros, e na minha nem sequer um pouco de ferro parece existir? Porque é que não permites que aconteça? Porque é que o impedes de acontecer? 

 

Oh, poderá Deus, alguma vez, impedir que se cumpra aquilo que Ele próprio mais deseja, mais ainda que qualquer um de nós - o cumprimento pleno da nossa vocação, através da qual nos santificaremos e assim viveremos para todo o sempre em profunda comunhão de amor com Ele ... 

 

Oh, que pecado tão grande o meu!

Não, não é assim que deve ser a minha postura perante esta situação. Não, não é assim que eu devo responder por este caminho que o Senhor me leva, que eu não compreendo e que eu não concordo que seja mesmo por aqui ... (Não podia ser mais rápido, Senhor? Tem mesmo de demorar assim tanto tempo a acontecer?)

 

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Noutros dias (numa nova tentativa do Príncipe da mentira e da discórdia), dou por mim a escolher evitar a todo o custo pensar sequer na minha vocação, não permitindo que este meu desejo profundo se manifeste no meu dia a dia. Escolho ignorá-lo, escolho escondê-lo, escolho evitá-lo, chegando até a negá-lo, chegando até a fingir que não o conheço e que ele não existe ... 

Oh, esta é um tipo de resposta muito fácil, muito confortável, que muitos escolhem.

Mas não, esta também não é a atitude correta...

 

Então, o que devo fazer? 

Aceita a Cruz. Aceita essa luta, diária. Aceita esses desejos, tão profundos, tão entranhados no teu coração; aceita-os, recebe-os, acolhe-os ... E aceita o facto de eles ainda não se terem cumpridos, de ainda não terem sido plenamente satisfeitos ou realizados.

Aceita esta tua necessidade, esta tua incompletude, aceita esta falta que tens - e permite que seja o próprio Deus a preencher e completar esse espaço (aparentemente) vazio.

Dói o peito? Chama o Senhor e pede-Lhe que te cure e alivie. 

Não aguentas mais? Pede a Deus pela fortaleza que não possuis.

Não sentes mais nada do que um enorme vazio? Oferece-o, vá, oferece-o ao Senhor, se é tudo o que pensas possuir....

 

Lembra-te, Marisa, das lições que Deus tão carinhosamente já te ensinou nestes anos. Se sentes tão fortemente este desejo, se hoje é um daqueles dias em que a não realização da tua vocação te custa tanto, se dói tanto que chega a arder no peito - então sabes (lembra-te!) que Deus está neste preciso momento a tentar dizer-te: Está na altura de passarmos algum tempo juntos, tu e Eu. Não, esta sede insaciável não é pela tua vocação; esta sede só Eu próprio posso saciar. Vem Comigo, então beberás e comerás e ficarás saciada ... 

 

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Sim, é uma cruz não vivermos (ainda) a nossa vocação em pleno ... - é libertador poder reconhecer esta verdade....

Sim, é uma luta e uma cruz, diária - a liberdade que surge ao admiti-lo....

É um caminho, cheio de bênçãos e graças mas também de muitas dores e lágrimas.

Sim, é uma luta dura e contínua, esta de viver com um desejo tão grande e tão forte no nosso coração que ainda não foi satisfeito.

Sim, é uma cruz que eu tenho de aceitar levar comigo todos os dias, em todos os instantes da minha vida.

Se é este o cálice que desejas que eu beba, Senhor, seja feita a Tua vontade - eu continuarei a beber diariamente deste cálice, eu escolho continuar a beber dele ... 

 

Mas sem dúvidas que há dias mais fáceis que outros. Há dias em que este cálice não parece ser tão amargo e insuportável como parece noutros dias... 

 

Para que serve, então, este tempo de espera? Este tempo em que nada parece acontecer?

Para poderes crescer em virtudes. Para poderes aprender e treinar todas aquelas virtudes que precisarás, diariamente, a partir do dia em que o Senhor te chamar a viver (concretamente) a tua vocação - fortaleza, mansidão, paciência, temperança, auto-doação total e voluntária, saber sofrer com alegria, saber oferecer todos os nossos sacrifícios por mais pequenos que aparentes ser, aprender a dizer "sim"s e "não"s pequeninos (mas ainda assim custosos e dolorosos) - para quando chegar o dia, em que o Senhor te perguntar: aceitas - completa e eternamente - este caminho? - então poderes dizer um verdadeiro e autêntico "sim".

 

Então eu escolho dizer-Te que sim, meu Deus e meu Senhor, neste preciso instante, àquela pequena coisa que me queres oferecer. Eu escolho acolher a Tua vontade, eu escolho acolher-Te. Eu escolho fazer a Tua vontade, neste momento. E daqui por uns instantes, meros segundos ou minutos, eu escolherei, novamente, dizer-te que sim, e depois e depois e depois ... 

 

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E se, pela graça de Deus, conseguirmos permanecer nesta atitude de acolhimento, de aceitação, com o coração aberto e disponível a ouvir a palavra e os desejos d'Aquele que mais nos ama, então conseguiremos compreender que viver este período de espera é exactamente o melhor plano de vida que Deus tem para nós. É a nossa melhor oportunidade para vivermos e crescermos em santidade.

A santidade é, afinal, a nossa vocação universal, aquela a que todos somos chamados. E estar, neste momento, neste período de espera, faz parte da minha vocação à santidade. Esta espera servirá para me tornar mais santa. Esta espera é o melhor caminho que a minha vida poderia assumir para me poder tornar santa

Passar por este período de espera fará de mim mais santa, duma forma mais rápida e eficaz, do que se já estivesse a viver em pleno a minha vocação. Deus assim o promete. 

 

Sim, eu estou, neste preciso momento da minha vida, no exacto lugar e situação que Deus deseja que eu esteja; na exacta fase do caminho que fará de mim santa ... a santa que só eu posso ser.

 

Lições de humildade ...

O Senhor levou-me a viver inúmeras aventuras, com Ele, neste ano de 2018, ano esse que agora termina para dar lugar a um novo ano - cheio de possibilidades, oportunidades, sonhos, conquistas e lições ....

 

Neste ano de 2018, iniciei a minha profissão como médica, passando por diversos serviços e áreas, passando da teoria abstrata, impessoal e indiferente para a prática real, imperfeita, humana, personalizada. Agora, neste ano de 2019, iniciarei a minha formação específica para me tornar médica de família, um processo que será, sem dúvida, díficil e muito trabalhoso, e que durará pelo menos 4 anos ...

Neste ano de 2018, consolidei a minha vocação como catequista na minha paróquia, oferecendo-me verdadeiramente de corpo e alma, aceitando (uns dias melhores que outros) todas as contrariedades e dificuldades que foram surgindo pelo caminho, e aceitando desafios que outrora jamais teria tido a coragem de o fazer ...

Neste ano de 2018, assumi publicamente (no meu coração, já o tinha feito há muito tempo...) o meu compromisso com o movimento das Famílias de Caná, após um (demasiado longo) período de discernimento acerca do meu papel, como leiga solteira, dentro do movimento, e assim tornei-me numa activa Jovem de Caná - à semelhança de Nossa Senhora quando ainda solteira....

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Neste ano de 2018, passei também por um intenso processo de discernimento vocacional, após ter aumentado, a passinhos de bebé (mas sempre aumentando, graças a Deus!), a minha vida de oração, e agora encontro-me num estado de maior claridade, desapego e entrega à vontade de Deus para a minha vida ...  

Por fim, neste ano de 2018, tomei a difícil e custosa decisão de sair da casa dos meus pais, para vir viver sozinha numa casinha, bem juntinho da casa de Jesus, e, com esta última decisão, as pequenas portas e janelas que ainda pudessem estar a impedir a ação do Espírito Santo, foram finalmente escancaradas e plenamente abertas às Suas infinitas Graças (até ao dia em que eu voltar a fechar alguma, novamente - convosco também é assim?)

 

Houve, sem dúvida, outros acontecimentos marcantes e significantes que podia referir, mas penso que estes servirão para explicar, pelo menos em parte, como cheguei às pequenas reflexões que hoje queria partilhar convosco. São anotações soltas que eu fui escrevendo ao longo do ano, no meu caderno espiritual. Todas elas partiram de situações difíceis, em que o meu orgulho e egoísmo desmedidos tiveram de morrer (aos bocadinhos, claro) - autênticas lições de humildade que Deus, tão carinhosa e pacientemente, me tem vindo a ensinar....

 

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O ano de 2018, para mim, podia ter perfeitamente como tema e título - "Crescer em intimidade com Deus": crescer mesmo quando custa e dói, sem medo das mudanças, das transformações, daquilo que se perde e que tem de morrer, para algo melhor e mais santo poder germinar, nascer, crescer e florir; intimidade - um dos desejos mais profundos do nosso coração - com Deus, por Deus, em Deus ...

 

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Neste ano, compreendi finalmente (de coração) que o nome que melhor revela a vocação da mulher é maternidade, é ser mãe; e que o verbo que melhor define a vocação da mulher é receber e estar sempre aberta à vida ... Esta vocação está profundamente enraizada no nosso coração, por mais que a neguemos ou tentemos fugir dela, e apenas encontraremos a felicidade verdadeira, plena, permanente, eterna e inalterável, independentemente das circunstâncias da vida, se a aceitarmos de braços abertos - à semelhança de Maria.

 

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Neste ano, descobri que um dos maiores desejos do meu coração é receber Aquele que mais quero amar, Aquele que mais me ama, Aquele que é o amor, Aquele que é o meu Amado ...

Receber é uma palavra maravilhosa e divina, mas também é uma palavra difícil e muito exigente. Para eu poder receber, tenho de estar disposta a ser e estar vulnerável - oh, a vulnerabilidade de receber! - tenho de admitir e aceitar que tenho uma necessidade, que algo me falta, de que preciso de algo que não tenho e que não sou capaz ... Admitir e aceitar isto, pode ser assustador ao princípio, pode deixar-nos com medo e fazer-nos sentir ansiedade - e o mundo de hoje tem tantas formas apelativas de nos afastar desta realidade e de nos fazer esquecer estes sentimentos que, ao contrário do que popular e socialmente se propaga, não nos faz mal nenhum, antes pelo contrário - dá-nos vida e felicidade!

 

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O que significa intimidade, Senhor? O que significa ser íntimo de alguém, mas especialmente de Ti?

É sentir-se plenamente "em casa" na presença de alguém. É aceitar ser-se perfeita, total e completamente conhecida tal como sou - cheia de vícios, defeitos e pecados, cheia de feridas abertas e outras em resolução, "cheia" de espaços vazios e de pedaços que faltam - e, ainda assim, aceitar ser-se amada ... por aquele Amor louco e infinito de Deus que, tal como um dilúvio, é capaz de nos encher até transbordar, de inundar completamente todos os buracos e espaços vazios, de limpar todas as feridas, de remover todas as minhas manchas e sujidades e de santificar e purificar todos os meus desejos ... Intimidade significa eu poder ser, livremente, quem sou - sem máscaras, sem medos, sem sentir necessidade de ser aprovada, nem de conseguir ser ou fazer algo ... para ser amada.

 

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Mas, como se chega a essa intimidade - conTigo? Como podemos nos tornar íntimos?

Para se ser íntimo, é necessário confiar no outro. Em que se baseia a confiança?

Em promessas realizadas. Num amor que tenha sido comprovado e testado, que tenha sido posto à prova no fogo, por diversas vezes, e ainda assim subsistir - e até aumentar de intensidade - apenas um amor assim pode chegar a esse nível de intimidade que eu tanto desejo .... E, na minha vida, Deus já me deu mais do que provas suficientes do Seu amor....

 

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É realmente um dos desejos mais profundos do nosso coração ser-se conhecido e amado: é alguém conhecer toda a nossa história de vida, todo o nosso ser e, ainda assim, aceitar-nos e amar-nos. 

 

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Se tivermos a coragem de olhar para o mais profundo do nosso coração, descobriremos que desejamos ser intimamente conhecidos; que desejamos permitir que possamos ser vistos, conhecidos e admirados; que desejamos permitir ser acarinhados e amados....

O maior desejo de Jesus (por inúmeras vezes e por inúmeras vozes Ele nos disse isto!) é oferecer-nos o Seu amor, é satisfazer e realizar todos estes nossos desejos mais profundos ... porque não O permitimos de vez?

Porque ainda tento eu fazer coisas, ser assim ou assado e, desta forma, "provar" a Deus que mereço o Seu amor...? Quem penso eu que sou? Merecer o amor de Deus? Como se fosse possível ... que heresia! Que pecado tão grande! Afinal, quem é para mim Jesus?....

 

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Olho para Jesus na cruz - um dia, li algures que a cruz é o leito matrimonial de Jesus. Sim, leito matrimonial ...

Ali, Jesus encontra-se nu e sem qualquer proteção. Nada possui. Está completamente vulnerável e sem qualquer segurança a que se agarrar. Ali está Jesus - pregado, aberto, indefeso, vulnerável ... 

E o Seu maior desejo é tornar-se Um connosco. É abraçar os nossos medos, inseguranças, traumas e dores. É amar-nos completa e infinitamente....

Jesus, na cruz, não se preocupa em proteger-se a Si mesmo - o que apenas deseja é oferecer-se a Si mesmo, é entregar-se - por nós ...

 

Amar ~ Oferecer ~ Receber ~ Confiar ~ Amar

 

 

"Bendiz o Senhor, ó minha alma.

A minha única alegria encontra-se no Senhor.

Ao Senhor, glória eterna! Aleluia!"

Salmo 103

 

Um abençoado ano novo para todos! Que aceitem o convite de Deus, para crescerem em intimidade com Ele, ao longo deste ano ...

A vivência da fé na juventude

Deus tem-me mantida bastante ocupada nestas últimas semanas.... e parece que vou continuar assim, pelo menos, durante mais algumas semanas. Para além de todo o trabalho que envolve a minha profissão como médica, tem-me sido oferecido diversas oportunidades para servir a minha paróquia, às quais, pela graça de Deus, tenho tido finalmente a coragem de aceitar, com a alegria de quem se sacrifica por amor. Além disso, a minha própria vida está a sofrer uma grande mudança - dentro em breve, sairei da casa dos meus pais e irei viver sozinha. Mas, a seu tempo, contar-vos-ei todas estas aventuras com Deus.

 

Hoje, queria partilhar convosco um pequeno documentário da Opus Dei (cerca de 30 min, divididos em pequenos vídeos legendados), acerca da vivência da Fé Católica por diversos jovens adultos espalhados por todo o mundo. Um óptimo recurso para a Catequese da adolescência   (e não, a Marisa que aparece nos vídeos não sou eu)

 

A Fé aos 20 anos - Introdução

A fé aos 20 anos (1): Querer saber mais

A fé aos 20 anos (2): "Fé que leva a servir" 

 

A fé aos 20 anos (3): Encontrar Deus a cada dia

 

A fé aos 20 anos (4): Fazer o ambiente  

 

 

A fé aos 20 anos (5): Pertenço a uma família 
 

 

 A fé aos 20 anos (6): Dar-se por completo a Deus

 

A fé aos 20 anos (7): Viver um namoro cristão

 

A fé aos 20 anos (8): Uma graça que muda a sua vida

 

 A fé aos 20 anos (9): Cristo na minha vida

 

 A fé aos 20 (10): Partilhar a fé

 

Um abençoado fim-de-semana para todos!

Única e insubstituível ....

Já não sei quantas vezes li o primeiro capítulo do livro do Genésis (dez? quinze vezes?), que nos relata a belíssima história, cheia de poesia e de simbolismo, da criação do mundo e do homem, a maior maravilha que Deus alguma vez podia ter criado … Contudo, um dia destes, ao lê-la de novo, parecia que a estava ler pela primeira vez, tal foi a admiração, o encanto e deslumbramento daquilo que “li”, pela graça do Espírito Santo …

 

Será que nos apercebemos, realmente, o quanto Deus nos desejou e amou, desde o princípio do mundo?

Será que nos apercebemos, realmente, de todo o cuidado, carinho e amor Deus colocou ao desenhar cada pequena característica de cada um de nós?

Será que nos apercebemos, realmente, do quanto cada um de nós é especialmente único e insubstituível? Não apenas em relação às nossas características, mas também a nível do nosso papel absolutamente irrepetível, excepcional, único, no belo e imenso divino plano, que Deus sonhou para toda a humanidade, por toda a eternidade?

 

Ouçam então comigo - o nosso grande e eterno Amado a falar-nos ao coração ….

 

“No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo” Gn 1,1-2

 

Quando Eu pensei num mundo sem ti, oh como era profunda a escuridão que o envolvia, como a terra era informe e vazia …

 

“Deus disse: «Reúnam-se as águas que estão debaixo dos céus, num único lugar, a fim de aparecer a terra seca.» E assim aconteceu.” Gn 1,9

 

Quando Eu pensei num mundo sem ti, os Céus começaram a chorar, de tal maneira que os oceanos nasceram ….

 

Não, de modo nenhum! Um mundo sem ti não era possível existir …

 

“Deus disse: «Faça-se a luz.» E a luz foi feita.” Gn 1,3

 

Ao som do teu nome, Eu criei a luz que apenas a tua alma podia conter, o reflexo da Minha luz que apenas à tua alma pertence, que apenas tu podes reflectir desta forma …

 

“Depois, Deus disse: «Façamos o ser humano à nossa imagem, à nossa semelhança (…) Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher.” Gn 1,26-27

 

Eu te criei, única, irrepetível – nunca ninguém foi como tu, nunca ninguém será.

A história da tua alma, única, irrepetível, tem uma importância inigualável na história deste mundo, por toda a eternidade …

 

“Deus, vendo toda a Sua obra, considerou-a muito boa.” Gn 1,31

 

Quando Eu completei a Minha obra – tu – em toda a tua beleza, complexidade e profundidade … não podia haver mais palavras para descrever o Meu êxtase …

 

“Assim foram terminados os céus e a Terra e todo o seu conjunto. Concluída, no sétimo dia, toda a obra que tinha feito, Deus repousou, no sétimo dia, de todo o trabalho por Ele realizado.” Gn 2,1

 

A tua alma, minha Amada, é o sabat que eu escolhi para repousar …

 

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Mas isto ainda não era o suficiente – o Meu amor não conhece fim, é eterno, infinito, imensurável, interminável e jamais poderá mudar …

 

Quando Eu pensei num Céu sem ti, por causa do teu pecado… não, não, NÂO! Eu não poderia suportar a dor de te perder!...

Então Eu enviei até ti o Meu Filho, como prova e sacrifício do Meu infinito amor, de forma a garantir que, se tu assim aceitares, possas viver Comigo em comunhão do mais puro amor para sempre …

 

Queridos amigos, alegrem-se comigo: o Senhor abençoou-me abundantemente, oferecendo-me hoje o início do meu 25º ano de vida nesta terra!

Que, pela Sua graça, eu passe cada momento do próximo ano a espalhar esta Boa-Nova: Deus amou-nos de tal forma que nos enviou o Seu Filho para nos salvar da corrupção destruidora do pecado, a fim de nos unir a Ele, em pura comunhão de amor, para todo o sempre! Amén!

Ser luz

Nós somos chamados a sermos uma luz - como uma pequena chama duma velinha branca - num mundo que está cheio de luz artificial eléctrica.

Quem vive no conforto da luz artificial não consegue ver a nossa luzinha de vela; aqueles que até a conseguem ver, não percebem para que serve ou não compreendem porque insistimos em mantê-la acesa - num mundo cheio de luz artificial. Para quê? Porquê?

 

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Imagem retirada daqui

 

No meu trabalho no hospital, quando alguém descobre que eu sou catequista, não é costume ouvir nenhum comentário entusiástico nem incentivador. Não é adequado um médico ter religião ... porque pode interferir.

Os meus colegas não compreendem porquê é que eu haveria de gastar o meu tempo com essas coisas.... eu devia era sair, viajar, gastar o meu ordenado em jantares e prendas e aproveitar a vida.

A minha família pergunta-me várias vezes porque é que eu passo tanto tempo na igreja, envolvida em tantas coisas? Missas e missas e missas, reuniões, encontros, actividades, catequese, vias sacras ... para quê? perguntam-me sempre.

 

Para ser sincera, eu própria às vezes me pergunto se todas as horas que eu invisto em preparar a catequese terá algum valor ... Tantas horas a desenvolver ideias para que as catequeses sejam estimulantes, que ensinem pelo exemplo, que toquem os corações de todos os meninos, que os façam não só saber mas compreender e querer viver ...

Aqueles meninos de 7 anos nunca se vão lembrar de mim quando forem adultos. Não se vão lembrar de grande parte das coisas que eu lhes tentei ensinar. 

Que posso fazer eu, quando os pais não vêm à missa, não querem saber da igreja, e só põem os filhos na catequese como se fosse outra actividade extra-curricular como a natação ou o ballet? Ou apenas para poderem fazer a primeira comunhão? 

Que diferença farei eu nas suas vidas? Que diferença faz aquilo que eu faço?...

 

Há dias difíceis, em que me deixo engolir por essas vozes e pensamentos, em que apetece desistir de tudo. Sim, há dias assim; poucos dias, pela graça de Deus, mas existem.

Nestas alturas, Deus tem sempre o enorme carinho de me enviar um anjo, na forma duma pessoa, que me incentiva, que me anima, que me compreende e que partilha comigo situações parecidas. Ou então descubro uma reflexão de alguém no facebook ou em algum site ou num livro, que reflecte as minhas duvidas e que me ajuda a encontrar soluções.

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Imagem retirada daqui

 

Sim, aquilo que eu faço, aos olhos do mundo, não é quase nada. Não tem qualquer valor. É insignificante. É tempo mal gasto. Não me faz ganhar nada, aliás, só me faz perder....

Não consigo deixar de sorrir ao escrever este texto. As pessoas não compreendem nada! Não compreendem o que verdadeiramente tem valor!

 

"Perante um mundo fragmentado, (...) perante a experiência dolorosa da nossa própria fragilidade, torna-se necessário e urgente, atrever-me-ia mesmo a dizer imprescindível, aprofundar a oração e a adoração. Ela nos ajudará a unificar o nosso coração e nos dará «entranhas de misericórdia», para sermos homens de encontro e comunhão, que assumem como vocação própria tomarem a seu cargo a ferida do irmão (...) dando testemunho de um Deus tão próximo, tão Outro: Pai, Irmão e Espírito; Pão, Companheiro de Caminho e dador de Vida (...)

Hoje, mais do que nunca, é necessário adorar para tornar possível a "proximidade" que reclamam estes tempos de crise. Só na contemplação do mistério do Amor que vence distâncias e se torna perto encontraremos a força para não cair na tentação de seguir de longe, sem nos determos no caminho... (...)

Também nós, perante esta nova invasão pseudocultural que nos apresenta os novos rostos pagãos dos «baalins» do passado, experimentamos a desproporção de forças e a pequenez do enviado. Mas é justamente a partir da experiência da própria fragilidade que se evidencia a força do alto, a presença d'Aquele que é o nosso garante e a nossa paz.

Por isso, quero convidar-vos (...) a que reconheçais na vossa fragilidade o tesouro escondido, que confunde os soberbos e derruba os poderosos. Hoje, o Senhor convida-nos a abraçar a nossa fragilidade como fonte de um grande tesouro evangelizador. (...)

Porque só aquele que se reconhece vulnerável é capaz de uma acção solidária. Pois comovermo-nos («movermo-nos com»), compadecermo-nos («padecermos com») de quem está caído à beira do caminho são atitudes de quem sabe reconhecer no outro a sua própria imagem, mescla de terra e tesouro, e por isso não a rejeita. Pelo contrário, ama-a, aproxima-se dela e, sem o procurar, descobre que as feridas que cura no irmão são unguento para as suas. A compaixão converte-se em comunhão, em ponte que aproxima e estreita laços. (...)

Não tenhais medo de cuidar da fragilidade do irmão com a vossa própria fragilidade: a vossa dor, o vosso cansaço, as vossas perdas; Deus transforma-os em riqueza, unguento, sacramento. (...) Há uma fragmentação que permite, no gesto terno do dar, alimentar, unificar, dar sentido à vida. (...) Que possais, em oração, apresentar ao Senhor os vossos cansaços e fadigas, bem como o das pessoas que o Senhor colocou no vosso caminho e deixai que o Senhor abrace a vossa fragilidade, o vosso barro, para o transformar em força evangelizadora e em fonte de fortaleza. (....)

É na fragilidade que somos chamados a ser catequistas. A vocação não seria plena se excluísse o nosso barro, as nossas quedas, os nossos fracassos, as nossas lutas quotidianas: é nela que a vida de Jesus se manifesta e se faz anúncio salvador. Graças a ela descobrimos as dores do irmão como sendo nossas."

 

Palavras do Papa Francisco, numa carta aos catequistas da diocese de Buenos Aires, 

Agosto de 2003 (retirado do livro - O Verdadeiro Poder é Servir, da editora Nascente)

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Imagem retirada daqui

 

Não importa que ninguém veja aquilo que fazemos. Não importa se parece insignificante e sem valor. Deus vê tudo o que fazemos e vê, principalmente, o amor com que o fazemos. 

Mantenhamos a nossa pequena chama acesa, num local onde todos a possam sempre ver. Sempre que a luz artificial se apague nas vidas das outras pessoas, como tantas vezes acontece, que elas possam sempre ver e contar com a nossa pequena luz, para as iluminar e lhes dar de novo vida. 

O deserto

Eis que chegamos ao fim de Agosto. E aproximamo-nos do fim do Verão ....

Como podem ter calculado pela minha ausência aqui no blogue, estive de férias. Este ano, pela primeira vez, não fomos passar férias a lado nenhum, com excepção dum fim-de-semana, no início de Agosto, a que fomos a Lamego, à terra natal da mãe, para o casamento do meu padrinho, o irmão mais novo da minha mãe.

Assim, apesar de ter permanecido em casa, decidi afastar-me da internet, do computador e, claro, dos blogues ...

 

Talvez devesse ter-vos contado antes mas, desde o início destas férias, no princípio de Julho, que tenho experimentado algo que apenas posso expressar como um "deserto espiritual". Durante estes dois meses tenho-me sentido verdadeiramente seca e árida a nível espiritual. A minha fé parece que estagnou. Deixei de crescer. Simplesmente parei. Permaneço no mesmíssimo lugar. Aqui, no deserto …

 

Não pensem que tenho passado por uma crise de fé. Longe disso.

Começo, finalmente, a compreender que o Senhor me trouxe até aqui para puder mostrar-me alguns defeitos e alguns pecados que, continuamente, tenho repetido e repetido e repetido, sem conseguir superá-los verdadeiramente. Em troca, Deus tem-me (tentado) ensinar novas virtudes, para substituir os defeitos que tenho tentado vencer. Mas tem sido um trabalho demorado e bastante difícil … apenas porque eu sou teimosa e teimosa e teimosa, e recuso-me a deixá-los ir ….

Perdoem-me por não poder dizer mais, mas a natureza da situação é demasiado íntima para puder partilhá-la convosco…

 

Além disso, para piorar a situação, estas férias têm trazido bastantes más notícias para a nossa família e para os nossos amigos. Julho começou com uma tentativa de suicídio duma amiga da mãe. Houve idas às urgências e internamentos de outros amigos nossos. Houve, na família, a partida dum querido e desejado bebé, que o Senhor chamou para junto de Si, ainda antes de nascer. E, para terminar, na véspera do meu aniversário, ficámos a saber que a avó materna, que vive em Lamego, tem uma neoplasia do estômago pouco promissora, e que uma tia da minha mãe estava também no hospital, às portas da morte, com um tumor do ovário, já metastizado por tudo quanto seja lado … Ah, sem esquecendo, claro,  a carga física e emocional diária de ter o avô acamado e demente ...

 

Compreendem, assim, que este verão tem sido particularmente difícil, não só para mim, mas também para a minha família. Adicionalmente, Setembro promete trazer consigo inúmeras e profundas alterações nas nossas vidas, mas sobre isso talvez seja melhor falar-vos num outro post….

 

Não pretendia escrever-vos um post desanimador, como acabei por escrever. Nós estamos bem – talvez um pouco abatidos e fragilizados, sim, mas estamos bem. Porque temos a nossa Fé. 

 

A Fé Católica trouxe-nos este enorme presente: nós sabemos que, desde que haja esperança, amor e fé ... tudo se faz e tudo se supera. 

 

P.s: Tentarei voltar, ainda que aos poucos, às publicações aqui no blog, talvez já na próxima semana :)

 

Dicas para rezar o Terço

Em Maio passado comecei a escrever uma série de posts acerca do Santo Rosário. Lembram-se?

Primeiro, contei-vos acerca da minha surpresa quando descobri que Nossa Senhora nos tinha pedido para rezarmos o Terço todos os dias e da forma como eu costumo rezá-lo. Depois, num post seguinte, falei-vos das 15 promessas associadas ao Santo Rosário e das várias graças que recebemos ao sermos fiéis a esta devoção.

 

Quando comecei a descobrir a Fé Católica e a devoção a Nossa Senhora, comecei a rezar cheia de vontade e de entusiasmo por esta “novidade” para mim … mas alguns dias depois, as circunstâncias da vida intrometem-se, a vontade foge pela janela, os minutos do dia não esticam e, com milhares de outras coisas a fazer sendo estudante de medicina, esta devoção inicial foi-se perdendo, debaixo da enorme pilha de livros para estudar ….

 

Entretanto, a nossa querida Teresa Power lá escrevia um post no blog acerca do Terço, e eu voltava a tentar e nesse dia rezava … mas no seguinte ou no depois já não … e vinha então mais um post no blog, mais uma tentativa, mais um esquecimento …. Isto vezes e vezes sem conta. Sentia-me como se estivesse numa rodinha dum hamster, a rodar, a rodar, a rodar, sem sair do sítio …

 

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Capela do Hospital Pulido Valente

 

Um dia disse finalmente, basta! Isto assim não pode continuar!

Fui conversar (e confessar) com um dos padres da nossa paróquia, e pedi-lhe ajuda. O que podia eu fazer para mudar a situação? Ele deu-me alguns conselhos, muito úteis e práticos, que hoje partilho convosco.

Além disso, nos dias seguintes fui à procura na internet de dicas para rezar o Terço – e na verdade, acabei por encontrar muitas mais do que estava à espera! Uau, afinal não era a única com dificuldades em conseguir rezar regularmente! O sentimento de compreensão mútua e o apoio companheiro e amigo é um dos traços que mais aprecio na Igreja Católica …

 

Ora, aqui vão elas - as 5 melhores dicas que vos posso dar:

 

Dicas para rezar o Terço ... quando se é péssimo nisso!

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  1.  Peçam ajuda a Nossa Senhora

Esta primeira dica é tão simples que a esquecemos facilmente – peçam ajuda a Nossa Senhora para que consigam rezar o Terço – e já agora, para todas as outras orações que façam no vosso dia! Afinal, a Virgem Maria é o exemplo mais perfeito de oração e de comunhão com a vontade de Deus…

Embora o Terço seja uma oração muito simples e fácil de praticar e acessível a todos, na verdade, assim como nós, vários santos tiveram dificuldades em pô-lo em prática regularmente. Não desanimem e não desistam … uma das lições que o Terço nos pode ensinar é exactamente o valor da persistência.

Da próxima vez que pegarem no vosso Terço para rezar, imaginem-se a dar a vossa mão a Nossa Senhora e que, juntos, caminharão os dois numa bela viagem pela vida de Jesus.

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

 

  1. Lembrem-se da vossa liberdade

Apesar das milhares de razões que existem para rezar o Terço, o facto de não o fazerem não faz de vós “maus cristãos” nem “mau católicos”. Um dos principais dons que recebemos como filhos de Deus é exactamente a nossa liberdade – liberdade em escolher, em servir, a amar. Deus nunca nos obriga a coisíssima nenhuma, e Nossa Senhora muito menos! É possível amá-La e honrá-La adequadamente sem rezar o Terço – assim como o fizeram outros santos que viveram antes da ampla divulgação desta devoção ou como aqueles que nunca tiveram a oportunidade de a conhecer!

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Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

  1. Descontraíam

Reforçando um pouco mais a ideia anterior: o Rosário é, sem dúvida, uma oração belíssima e permite-nos alcançar uma profunda e preciosa meditação sobre a vida de Jesus …. Mas não é o fim do mundo se vocês não o conseguirem rezar! Não há problema e Nossa Senhora certamente que não ficará ofendida que vocês não rezarem perfeitamente. Há dias em que rezamos assim-assim, mais ou menos bem, mais ou menos mal. Outros, em que rezamos mal, mal, mal … Mas, outros dias até nos surpreendemos com o que conseguimos fazer! Na maior parte dos dias, contudo, garanto-vos, rezaremos modestamente bem.

Além disso, não há problema se só rezarem o Terço às vezes. Não há problema se se esquecerem de o rezar. Não há problema se adormecerem a meio ou no fim, e não o completarem. Mais uma vez digo, não fará de vocês “maus católicos”. A sério! Podem tirar esse peso dos vossos ombros…. Contudo, é sim verdade, que rezar o Santo Rosário irá transformar-vos - em melhores e mais humildes pessoas!

Nossa Senhora é a estrada mais segura, directa e célere para o coração de Jesus e o Terço é um grande dom, uma graça especial, um lindo presente – mas não é o único, existem outros!

 

  1. Maria 6.jpgUm dia de cada vez

Não tentem, como eu tentei, fazer logo TUDO à primeira! Na primeiríssima vez que tentei rezar o Terço decidi rezar todo o Rosário, todos os mistérios, todos os dias, com todas as orações, perfeitamente bem e … vocês já sabem o resultado, não é?....

Eu não sou mãe, e ainda não experimentei aquele encanto e entusiasmo que vejo sempre surgir na face de todas as mães, ao verem os seus filhos fazerem algo pela primeira vez - o primeiro sorriso, o primeiro balbuciar, o primeiro passo … ou então, quando os seus filhos se superam e fazem algo melhor do que alguma vez conseguiram, como correr, chutar à bola, pegar bem numa colher ou garfo …

Ora, o Terço é uma oração que nos foi dada pela nossa Mãe celestial e, como a melhor das mães, tenho a certeza que a Santíssima Virgem se encanta e “se derrete” com cada passo, por mais pequenino que seja, que nós damos a caminho da santidade e duma vida de oração mais profunda e plena.

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

 

Rezar o Terço todos os dias pode-vos parecer impossível. E é, se o tentarem todo, duma vez e sozinhos. Mas, se pedirem ajuda a Nossa Senhora e tentarem rezar uma Avé-Maria a mais a cada dia que passa, ou uma década por dia, uma década rezada em família ao fim do dia ou no fim-de-semana, um pouco mais por dia, um pouquinho mais de amor … quando derem por vocês, estarão a rezar o Terço diariamente! E não desejarão outra coisa!

 

  1. Tempos modernos exigem medidas modernas

Concordarão certamente que, nos dias de hoje, as nossas vidas são bastante diferentes das vidas das pessoas que viveram há 500 anos atrás, ou até há 50 anos atrás. Antes, parece-me sempre, as pessoas tinham mais tempo - faziam as coisas com mais calma e tinham menos distracções, do que nós. Assim, talvez fosse mais fácil para os nossos antepassados encontrar o tempo necessário, todas as manhãs ou todas as noites, para rezar o Terço.  

A minha vida de estudante universitária é também diferente da vossa, como trabalhadores por conta própria ou de outrem, como solteiros ou como pais e avós, tenham uma família numerosa ou menos numerosa. Mas, falando-vos um pouco da minha vida em particular, ela é bastante diferente quer eu esteja em período de aulas na faculdade, em época de exames ou, claro, de férias de Verão

 

Durante o tempo de aulas, eu não consigo rezar o Terço todinho à noite, antes de ir para a cama, como gosto. Entre as coisas que preciso de fazer, as matérias que tenho de estudar para o dia seguinte e o enorme sono e cansaço diários, eu simplesmente não consigo rezar à noite.

Que solução encontrei? De manhã, na viagem de comboio para a faculdade, tenho o tempo suficiente para rezar o Terço. Vou contando as Avé-Marias pelos dedos, abstenho-me do stress matinal típico de Lisboa, e tenho todas as minhas orações rezadas antes de começar verdadeiramente o meu dia de trabalho no hospital. Simples e eficaz.

Vocês também podem rezar nas viagens de carro para o vosso trabalho – não devem conseguir rezar sozinhos, contando pelos dedos, mas podem gravar num cd ou no mp3 ou no telemóvel uma gravação do Terço (aconselho-vos duas óptimas gravações aqui* ou aqui) e assim não “se perdem”. Além disso, far-vos-á companhia e sentir-se-ão mais em comunhão com todos os outros católicos que poderão estar a rezar convosco. Para quem gostar de ainda mais modernices, existem hoje até aplicações para o telemóvel ou tablet (aqui, aquiaqui ou aqui) que ajudam-nos a rezar o Terço.

 

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Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem 

 

Por outro lado, quando estou em época de exames, já não vou todos os dias de comboio para Lisboa. Além disso, tenho imensa matéria para estudar por dia e os intervalos são poucos e curtos. Assim, nestas alturas, rezo uma dezena do Terço por cada intervalo de estudo que faço. Vocês também podem adaptar este método ao vosso dia – por exemplo, uma dezena ao entrarem no carro de manhãzinha, uma dezena numa pausa da manhã, outra dezena na hora de almoço, outra dezena ao irem para casa ou ao chegarem a casa e, por fim, a última antes de irem para a cama.

 

Por fim, nos fins-de-semana e durante as férias, posso rezar da maneira que prefiro – rezo o Terço completo à noite, antes de ir para a cama.

Como sabem, eu não tenho experiência em rezar o Terço em família, nem com crianças – mas para isso podem passar pelo blog da Família Power ou, agora, no site das Famílias de Caná, que têm diversas ideias e sugestões!

 

E vocês, têm alguma dica? 

Se tiverem, por mais pequena que seja, escrevam-na nos comentários - pode fazer toda a diferença na vida de oração de outra pessoa! 

 

Podem encontrar aqui no blog outras ideias e sugestões para rezar o Terço - aqui.

 

* Existem inúmeros sites na internet com gravações já em formato áudio, grátis, que podem fazer download a vossa vontade – como por exemplo, o Passo-a-Rezar. Existem também vários sites que transformam estes vídeos do youtube em ficheiros áudio. É fácil e rápido, basta pesquisar no google!

Canto de Oração em época de exames da faculdade

Terminei os exames por este semestre! Hurraaaah!!!

Sem dúvida alguma que esta época de exames foi extremamente longa e cansativa - mas, pela graça de Deus, cheguei ao fim! :)

Gostava de vos mostrar "a vista" que eu tive, durante estes últimos 2 meses, sentada a estudar na secretária... Eis o meu canto de oração em época de exames da faculdade:

Escritório 2016 (2)

 Trouxe todo o "arsenal" para a minha secretária - em momentos de apuros, toda a ajuda é necessária!!

  

Mas, apesar de ter tanto por onde "escolher olhar", o que me dava mais ânimo, e para o qual eu olhava mais vezes, e lia e relia e relia e realia, vezes e vezes sem conta ao longo do dia....

Escritório 2016

 

Agora assim diz o Se­nhor, que te criou, ó Jacob, e que te formou, ó Israel: 

«Nada temas, porque Eu te res­gatei;

Chamei-te pelo teu nome; tu és Meu.

Se tiveres de atravessar as águas, estarei contigo, e os rios não te submergirão.

Se caminhares pelo fogo, não te queimarás, e as chamas não te consumirão.

Porque Eu sou o Senhor, teu Deus; Eu, o Santo de Israel, sou o teu Salvador.
Dei o Egipto por teu resgate, a Etiópia e Seba em teu lugar.

Visto que és precioso aos Meus olhos, porque Eu te estimo e porque Eu te amo,

assim entrego os reinos por ti, e os povos pela tua vida.

Não tenhas medo, porque Eu estou contigo!»
Isaías 43: 1-5

 

O Senhor é sempre fiel! Sempre!
E o Senhor nunca se deixa vencer em generosidade! Nunca!


Agradeço-vos, queridos leitores e amigos, por todos os comentários e emails que me enviaram ao longo destes dias. O vosso apoio deu-me sempre alento e coragem. Obrigado a todos!!


Este fim-de-semana foi passado a fazer o que mais aprecio - estar com o Senhor e com a minha família! A melhor recompensa de todas!
Os próximos dias também lhes serão dedicados - principalmente a Deus, visto que esta 4ªfeira começamos uma nova Quaresma. E no meu coração há muita "tralha para arrumar" e muita "limpeza" a fazer antes disso... 

E no próximo sábado, parto numa aventura ! ....