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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Vivendo as Bodas de Caná

  †   Peregrinação: do EGIPTO à TERRA SANTA ~  2019   †  

 ~  Egipto - Jordânia - Israel - Palestina  ~ 

 

Estamos no final do nosso 7º dia de peregrinação na Terra Santa (um dia que tinha começado lá no topo do Monte das Bem-Aventuranças, ainda se lembram?). O Padre Miguel, que nos acompanhou ao longo de toda a viagem, tinha ainda uma surpresa guardada para nós neste dia: tinha conseguido marcar uma pequena visita guiada àquela que poderá ter sido a casa da Sagrada Família em Nazaré ... Mas parece-me que Deus tinha outros planos em mente para nós nesse dia ... 

A verdade é que, no dia anterior à nossa visita, a Irmã que se tinha disponibilizado para nos abrir a porta da casa e que nos daria a tal visita guiada tinha ficado inesperadamente doente e a visita tinha sido cancelada ...

"Assim, temos ainda mais 1 ou 2 horas livres neste fim de tarde. Alguém tem alguma ideia do que possamos todos fazer? Estão muito cansados? Querem voltar já para o hotel? Querem ir às compras?" - pergunta-nos o Pe Miguel já dentro do autocarro.

 

E eu começo a sentir borbulhar dentro de mim uma ideia e um desejo que tinha tido, semanas antes, ao contemplar o mapa de Israel e ao constatar todos os locais pelos quais iríamos passar na nossa peregrinação na Terra Santa.... Caná da Galileia não aparecia no nosso guião, logo não iríamos passar por lá, para minha grande tristeza... 

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Todos os locais pelos quais passámos neste 7º dia de peregrinação na Terra Santa

Volto a olhar para o mapa: Caná da Galileia ficava mesmo no caminho de volta para o nosso hotel, em Nazaré ... Não seria possível passar por lá? Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná, se for essa a vontade do Senhor, peço-te este pequeno milagre! ...

Dou por mim a levantar a mão e a propor: "Não podíamos passar por Caná? No mapa parece que fica mesmo a caminho do hotel... " 

O Pe Miguel olha para mim intrigado. Nunca tinha pensado nessa hipótese. Ele, aliás, apesar de esta ser a 7ª vez que vem à Terra Santa, nunca tinha tido a oportunidade de visitar esta cidade .... Seria possível? Ainda dava tempo?

Começamos a falar com a nossa querida guia e com o nosso solicito motorista. Sacamos dos telemóveis para tentar saber se chegaríamos a tempo antes da igreja dedicada às Bodas de Caná fechasse. Sim, parece que conseguíamos chegar a tempo!

Eu nem quero acreditar! O meu coração mal cabe dentro de mim!!

Vamos a Caná da Galileia! Vamos a Caná da Galileia!!  

 

Apanhamos trânsito até lá chegar, mas conseguimos chegar 30 minutos antes da Igreja fechar. À entrada, um casal estrangeiro, vestido de noivo e de noiva, rodeados provavelmente da sua família, preparava-se para renovar as suas promessas de Matrimónio (fiquei com a sensação que faziam 25 anos de casamento!)

Alguém pergunta ao nosso Padre, talvez inspirado pela bela imagem que testemunhávamos: "Não podíamos também nós renovarmos as nossas promessas de Matrimónio aqui?"

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Alguns dos nossos casais, em preparação para a renovação dos seus votos de casamento

Pela graça de Deus, a ideia é novamente aceite por todos. A Igreja principal está já ocupada, sim, mas uma querida Irmã indica-nos uma pequena capela, no jardim à volta desta Igreja, em que o podemos fazer ... "Rapidamente, porque estamos quase a fechar!" - avisa-nos com um sorriso.

E nós, quando damos por isso, temos 10 casais a renovar as suas promessas de casamento em plena terra de Caná da Galileia!

Uns casaram-se há apenas 3 meses, outros há mais de 40 anos ... É uma cerimónia simples, como terá sido também as Bodas de Caná, como nos conta o Evangelho de São João, e eu vou recordando no meu coração os ensinamentos que tenho aprendido e vivido ao participar no movimento das Famílias de Caná ... 

 

“Ao terceiro dia, houve um casamento em Caná da Galileia e a Mãe de Jesus estava presente. Jesus também tinha sido convidado para esse casamento com os Seus discípulos. Faltou o vinho e a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Eles já não têm vinho». Jesus respondeu: «Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo? A Minha hora ainda não chegou.» A Mãe de Jesus disse aos servidores: «Fazei tudo o que Ele vos disser».

Ora, havia ali 6 vasilhas de pedra de uns 100 litros cada uma, que serviam para os ritos de purificação dos judeus. Disse Jesus aos servidores: «Enchei as vasilhas de água.» Eles encheram-nas até cima. Então ordenou-lhes: «Agora tirai e levai ao chefe de mesa». E eles assim fizeram.

O chefe de mesa provou a água transformada em vinho, sem saber de onde vinha. Os que serviam sabiam, pois foram eles que tinham tirado a água. Então o chefe de mesa chamou o noivo e disse-lhe: «Todos servem primeiro o vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que servem o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!»

Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus realizou o primeiro dos Seus sinais miraculosos. Ele manifestou a Sua glória e os Seus discípulos acreditaram n’Ele.”

                                                                                                                                           Jo 2,1-11 

 

O Evangelho leva-nos directamente para a intimidade duma festa de casamento judaica. Pode-nos parecer bastante estranho que este relato comece com "ao terceiro dia...", pois actualmente as nossas festas de casamento duram apenas um dia, ou ainda menos, uma tarde ou uma noite ...  Eu acho que deveriam durar muito mais tempo, tal é a alegria contagiante e transbordante que todos vivemos quando duas pessoas se decidem a entregar toda a sua vida uma à outra...

Os judeus também parecem concordar comigo e assim as suas festas de casamento têm, até aos dias de hoje, pelo menos 7 dias (as famílias que tiverem dinheiro para isso, podem prolongar a festa até 14 dias).

Desde o início do povo de Israel que o casamento era uma festa vivida em comunidade, uma festa partilhada, com toda a família e com todos os amigos e vizinhos. Eram duas pessoas as que se casavam, sim, mas a festa e a alegria era de todos!

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Igreja em Caná da Galileia, precisamente dedicada a este relato bíblico

... e a Mãe de Jesus estava presente. Jesus também tinha sido convidado para esse casamento com os Seus discípulos.     (Jo 2,2)

Sempre achei engraçado que, durante quase todo o relato, apesar de ser um casamento e de, por norma, os noivos serem a figura mais importante desse dia, quase nem se fala deles ... Na verdade, não fazemos ideia de quem era este casal, cuja família estava agora mesmo a nascer ... Mas, para convidarem Maria e Jesus, que viviam em Nazaré (a cerca de 15 km de distância), podemos assumir que eram duas pessoas muito queridas a ambos. 

E nós, será que também nos lembramos de convidar Jesus e Maria a participarem nas nossas vidas?

Não, nem sempre não ... Oh, como é importante aprender a dizer de todo o coração a Jesus, nosso Senhor, e a Maria, nossa Mãe: Venham, fiquem connosco, nas nossas vidas. Vivam-nas connosco. Estejam presentes ...

Faltou o vinho ...       (Jo 2,3a)

Ai que vergonha tão grande! A festa deveria ainda durar pelo menos mais 4 dias e já ao 3º dia faltou o vinho. E agora? Não é dum dia para o outro que se vai pisar uvas, fermentar e fazer-se vinho...

Faltar o vinho numa festa de casamento era uma grande vergonha para aquela família, porque indicaria que não se tinha preparado adequadamente para tal acontecimento, que não estavam, na verdade, prontos para o compromisso que assumiriam perante toda a comunidade ... 

A festa teria de terminar mais cedo ... e que mau presságio seria esse, para a vida em conjunto daquele casal, daquela família que agora se formava….

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Interior da Igreja dedicada às Bodas de Caná

Faltou o vinho e a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Eles já não têm vinho»              (Jo 2,3)

Mas Maria estava atenta.

Ela estava lá como convidada e por isso não tinha de se preocupar com estas coisas... Mas o coração de Nossa Senhora não consegue senão estar sempre em serviço.

Maria está, até aos dias de hoje, sempre atenta e vigilante a todas as necessidades dos seus filhos e claro que notará, talvez ainda antes de nós mesmos, que o vinho está a acabar nas nossas vidas ...

 

E que vinho é este?

Muitas vezes será o vinho do Amor; umas vezes poderá ser o vinho da ou da Esperança; por vezes será o vinho da Alegria ou então o vinho do deslumbramento pelo nosso esposo ou esposa, pelos nossos filhos, pela nossa família …

Oh, quantas vezes vemos o outro, que convive e habita connosco, como prémio da nossa conquista, que eu "mereci" receber ... Ou então, pelo contrário, como infortúnio ou fruto dum mero acaso qualquer ...  Em vez de o receber, tal como ele é, como um dom magnífico e maravilhoso de Deus na minha vida! 

 

Mas  ... e se o vinho estiver, realmente, a acabar nas nossas vidas, na nossa família? O que podemos fazer?

Nós podemos não saber muito bem o que fazer, mas Maria sabe perfeitamente e fá-lo ali mesmo: vai falar directamente com Jesus, intercedendo por nós. É Maria que nos revela onde se esconde a Fonte do verdadeiro vinho, que nos trará de novo a vida e onde poderemos voltar a encher os nossos corações, a nossa família, as nossas vidas... 

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Poço do jardim da Igreja das Bodas de Caná.

Faltou o vinho e a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Eles já não têm vinho».

Jesus respondeu: «Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo? A Minha hora ainda não chegou.»

A Mãe de Jesus disse aos servidores: «Fazei tudo o que Ele vos disser».  (Jo 2, 3-5)

Reparem bem na fé de Maria - apesar das palavras (algo provocadoras) de Jesus, a sua fé continua inabalável! Ela sabe, ela tem a certeza que está na hora, que chegou a hora.

Então Nossa Senhora vira-se para os servos do casamento e diz-lhes algo tão simples, mas ainda assim tão difícil e desafiador: Fazei tudo o que Ele vos disser.... Maria passou a sua vida inteira a fazer exactamente isso – a fazer a vontade de Deus, a fazer tudo de acordo com o coração de Deus. Ela sabe que isso resulta e resulta sempre!

Quem melhor que ela para nos puder dizer uma coisa destas? Fazei tudo o que Ele vos disser. Eu sempre fiz assim e Ele nunca me deixou ficar mal …

Ora, havia ali 6 vasilhas de pedra de uns 100 litros cada uma, que serviam para os ritos de purificação dos judeus.

Disse Jesus aos servidores: «Enchei as vasilhas de água.»  (Jo 2,6-7)

Jesus também não faz por menos! Ele gosta muito de actuar assim: nós recorremos a Ele na nossa oração, pedimos por favor para que Ele nos dê um copinho de água e Jesus - porque nos ama assim tanto! - dá-nos nada mais nada menos que 6 vasilhas com 100L cada … ena, que fartura!

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As talhas (ou vasilhas) responsáveis por encher de água o poço do jardim da Igreja das Bodas de Caná.

Mas digam-me: É possível encher-se algo, algum recipiente, se ele já tiver cheio de outras coisas? Acham que é possível encher os nossos corações, as nossas vidas, quais grandes vasilhas, se elas já tiverem cheias com outras coisas do mundo?

Sim, é preciso esvaziarmo-nos - de nós próprios, do nosso ego, do nosso egoísmo e orgulho, das distrações deste mundo, das coisas que insistimos em acumular ... para poder acontecer este autêntico milagre de Caná, também nas nossas vidas; para poder acontecer esta enorme graça e bênção que Maria pediu por nós, e que Jesus tanto deseja realizar, dia após dia, em cada uma das nossas famílias ... 

Disse Jesus aos servidores: «Enchei as vasilhas de água.» Eles encheram-nas até cima.  (Jo 2,7-8)

Quase que oiço os servos a pensarem para si: "Ah Jesus, toda a gente sabe que o vinho não vem assim da água. É absurdo o que nos pedes … mas pronto, se Tu o dizes, e logo Tu com esse Teu olhar, firme e confiante, entao nós fazemos, então nós acreditamos …"

Por um lado, é preciso acreditarmos que o milagre acontecerá; é preciso confiarmos - com toda a confiança! - que as promessas de Deus sempre, sempre, sempre se concretizarão, mais tarde ou mais cedo ... Mas, por outro lado, é preciso também que nós próprios facilitemos a realização desse milagre; é preciso mexermo-nos, é preciso agir e enchermos as nossas vasilhas com a água que temos à mão, aqui mesmo na nossa casa, na nossa própria família, no nosso próprio estado de vida – com a água do nosso trabalho, dos nossos talentos, da nossa inteligência, da nossa criatividade, do nosso tempo, do nosso esforço, do nosso cansaço ... sim, esforço e cansaço também.

É que, com Deus, não há meias medidas. Não há meio cheio, meio vazio … ou é tudo ou é nada. Ou é cheio, bem cheio até cá acima, ou não é suficiente. Por amor a Deus e para Deus, devemos dar o nosso tudo, o nosso melhor, toda a nossa vontade … ou não é suficiente; ou não é verdadeiro amor ...

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A pequena capela na qual os nossos casais renovaram as suas promessas de Matrimónio em Caná

Então [Jesus] ordenou-lhes: «Agora tirai e levai ao chefe de mesa». E eles assim fizeram.                                                                                                                         (Jo 2,8b-9a)

Eu não faço ideia como é que chegou algum vinho sequer àquela mesa!… Se eu fosse um dos servos, as minhas pernas iriam tremer tanto, que iria derramar quase tudo pelo caminho e quase nada chegaria àquela mesa, tal era o meu medo da reacção dos convidados e dos noivos, quando eles me pedissem vinho e eu lhes trouxesse vasilhas com água...

Mas eles assim fizeram … apesar do medo, das dúvidas, do desconhecido, do não saberem o que iria acontecer … eles fizeram - tudo! - o que Jesus lhes disse.

O chefe de mesa provou a água transformada em vinho, sem saber de onde vinha. Os que serviam sabiam, pois foram eles que tinham tirado a água.

Então o chefe de mesa chamou o noivo e disse-lhe: «Todos servem primeiro o vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que servem o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!»                                                                                                              (Jo 2,9b-10)

A lógica de Deus parece ser sempre diferente da do mundo... O mundo acha que o melhor tem de vir logo primeiro, em grande quantidade e ser bem aproveitado e apreciado - e que fique com os restos quem vier a seguir.

Mas Deus guarda (quase) sempre o melhor para o fim. No final, disse-nos Jesus tantas vezes, os últimos serão os primeiros, os rejeitados terão um lugar à frente. Na lógica de Deus, o vinho melhor vem depois da provação, depois da dificuldade - e restabelecerá não só as nossas forças, como saberá ainda melhor do que se fosse tomado antes ...

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Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus realizou o primeiro dos seus sinais miraculosos. Ele manifestou a Sua glória e os Seus discípulos acreditaram n’Ele. (Jo 2,11-12)

E nós?

Deixaremos que o Senhor manifeste toda a Sua glória nas nossas vidas, tal como Ele deseja tanto fazer?

Atrevemo-nos a acreditar e a pôr em prática, tal como Maria e os Apóstolos, tudo o que Ele nos disser, todas as Suas palavras, todas as Suas promessas? 

 

No próximo Domingo, dia 1 de Março, haverá um retiro das Famílias de Caná, em Mogofores, em Aveiro, para nos ajudar a preparar esta Quaresma.

Venham, queridos leitores, queridos amigos! Venham celebrar connosco as Bodas da vida!

Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná,

Consagramos-te hoje e sempre a nossa família.

Confiamos na tua intercessão de mãe,

Para que o vinho da fé, da esperança e do amor

Nunca acabe em nossa casa.

Faz de nós servos do Senhor, como tu e S.José teu esposo,

E ensina-nos a fazer tudo o que Jesus nos disser.

Ámen!

 

  †   Peregrinação: do EGIPTO à TERRA SANTA ~  2019   †  

 ~  Egipto - Jordânia - Israel - Palestina  ~ 

Nazaré e a vida da Sagrada Família

  †   Peregrinação: do EGIPTO à TERRA SANTA ~  2019   †  

 ~  Egipto - Jordânia - Israel - Palestina  ~ 

A anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David.

Lucas 1,26-27

 

Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egipto, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino.» Levantando-se, ele tomou o Menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel.

Advertido em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré; assim se cumpriu o que foi anunciado pelos profetas: «Ele será chamado Nazareno».

Mt 2,19-20.23

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Estamos em Nazaré, a terra natal de Maria e de José e a região onde Jesus passou a maior parte da Sua vida, desde o Seu regresso da terra do Egipto, por volta dos seus 6 a 7 anos de idade, até ter iniciado a Sua pregação (depois de ter passado pelas águas do rio Jordão), por volta dos seus 30 anos.

 

Nazaré situa-se na parte Norte do país de Israel, num vale rodeado por altas montanhas. Este vale, se o seguíssemos para Noroeste, levar-nos-ia até ao Mar Mediterrâneo; e se o seguíssemos para Sudeste, levar-nos-ia em direcção ao rio Jordão.

 

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Imagem adaptada daqui

A Sul da cidade de Nazaré, localiza-se a Planície de Esdrelão (ou Vale de Jezrel), que é uma zona muito fértil, cheia de campos de colheitas, de plantas, árvores e flores - ena, que contraste tão grande em relação a todas as terras áridas e desérticas pelas quais temos passado nos últimos dias! 

 

Nazaré é hoje uma cidade grande, próspera e bonita; mas no tempo de Jesus terá sido apenas uma pequena aldeia judaica, de pouca importância, com pouco mais que 20 a 30 famílias, que viveriam da agricultura, do pastoreio e do trabalho de artífices como a carpintaria de S.José. Esta aldeia estaria rodeada de olivais e de vinhas que desceriam pelas encostas dos montes. É provável que tivesse uma única sinagoga, pequena e simples, à imagem dos seus habitantes, e que talvez fosse, tal como as casas destas famílias eram, parcialmente construída à mão e parcialmente escavada na encosta dos montes. 

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A Sagrada Família viveu durante tantos anos em Nazaré e ninguém suspeitava que o próprio Deus vivesse ali, bem juntinho do Seu povo tão amado. Como é que foi possível? Oh, que mistério tão grande! 

Penso nos incontáveis Santos que povoam o Céu, já neste preciso momento, cujos nomes nós nem sequer sabemos, cujas vidas nem conhecemos; tantos Santos escondidos, silenciosos, que levaram vidas simples, humildes, sem grande alarido, sem feitos extraordinários, à semelhança da Sagrada Família, à semelhança (assim o espero e desejo) da minha vida, da tua vida, da nossa vida ... 

 

Alguém muito querido do meu coração, um dia destes perguntou-me se eu alguma vez tinha pensado que nunca na História da humanidade tinha havido, como hoje, tantos Santos e Santas, Beatos e Veneráveis, Servos e Servas de Deus, conhecidos ou não, a viver, a rezar e a interceder por todos nós no Céu ... como é que eu nunca tinha pensado nisso?! Quão maravilhoso! Louvado seja Deus!

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Planície de Esdrelão (ou Vale de Jezrael)

 

E como terá sido a vida quotidiana da Sagrada Família?...

Penso em Jesus como criança, a receber o início da Sua educação escolar e de Fé (só a nossa sociedade actual é que tenta separar as duas coisas ...), através dos ensinamentos e do exemplo vivo de Maria e de José; ao aprender na carpintaria a trabalhar a madeira e a pedra com as Suas mãos e instrumentos, enquanto ouvia, vezes e vezes sem conta, José a contar-Lhe toda a História do povo de Deus, até a saber de coração...

Jesus a brincar com os outros meninos e meninas da Sua idade... Jesus como menino na escola da sinagoga, a aprender a ler e a interpretar as Sagradas Escrituras ... Oh, será que Jesus chegava a pensar: Hum ... isto parece-me familiar... sim, acho que fui Eu que fiz e disse isto tudo  

 

Penso em Maria, como esposa e mãe, exercendo na perfeição todas as facetas do «génio feminino» que o Santo Papa João Paulo II nos ensinaria tantos séculos mais tarde ... Maria a lavar e a estender a roupa, a limpar a casa, a fazer as refeições, a ir buscar água aos poços e cisternas, enquanto cantava continuamente todas as maravilhas que o Senhor fez ...

Sabem, desde que me tornei catequista, dou por mim muitas vezes a imaginar (e a tentar inspirar-me) acerca de como é que Maria ensinaria e cativaria todas as meninas e meninos com os quais contactasse, ao longo da sua vida, acerca do amor, da misericórdia e da justiça de Deus ... (tento, mas garanto-vos que falho redondamente a tentar fazer o mesmo! )

 

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Durante muito tempo pensei que Maria e José tivessem dedicado as suas vidas, em exclusividade, um ao outro e a Jesus, depois de casarem. Que todas as outras facetas anteriores das suas vidas - restante família, profissão, actividades na comunidade, amizades e tarefas - tivessem sido completamente abandonadas e esquecidas e postas de parte, para que tudo girasse apenas à volta de Jesus ... o que é, bem, em parte verdade. 

Mas apenas em parte verdade. Graças aos ensinamentos das Famílias de Caná, percebi que a Sagrada Família, protótipo perfeito das Famílias-Cântaro a que somos chamados a ser, não só não terá renunciado às diversas tarefas e funções que anteriormente possuía, como as deverá ter, sim, abraçado e dedicado ainda mais intensamente, com ainda mais amor, auto-doação e sacrifício! 

Sim, claro que sim! Claro que tanto Maria como José se terão disponibilizado para servir ainda mais cada elemento das suas comunidades e das suas famílias; claro que se terão dedicado com ainda mais fervor e amor às suas profissões e tarefas; claro que terão crescido ainda mais em generosidade; claro que terão aberto as portas (e as janelas e o telhado!) da sua casa a todos os que precisassem, ou duma simples palavra amiga e dum sorriso, ou duma fatia de pão com doce de tâmaras, ou dum colo e ombro amigo para chorar, ou duma cama para passar a noite; claro que raramente haveria apenas 3 pratos e 3 copos e 3 talheres na mesa da Sagrada Família, mas sim sempre mais, sempre espaço e comida e amor para mais um (ou dois ou três ou mais!), por mais tarde que chegassem; claro que se terão oferecido e dedicado e gasto mais e mais e mais, depois da chegada de Jesus às suas vidas ...

Oh, que o mesmo aconteça na minha vida também!...

 

O nosso autocarro está quase a chegar a um dos locais que eu mais desejava ver e tocar, sentir e estar, como Jesus tantas e tantas vezes o fez - o Mar das Tiberíadas, o Mar da Galileia - oh, ei-lo em toda a sua beleza, bem aqui à nossa espera ... 

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  †   Peregrinação: do EGIPTO à TERRA SANTA ~  2019   †  

 ~  Egipto - Jordânia - Israel - Palestina  ~ 

Ser Igreja Doméstica

Olá a todos 

Sim, estou de volta ao blog! Os exames da faculdade já terminaram, correu tudo bem graças a Deus, e agora estou de férias :) oh, como será bom descansar ...

 

Descansar?

Bem, as "férias" começaram num fim-de-semana com muita coisa para fazer e para preparar, mas por uma belíssima, e há muito desejada, razão - a Eucaristia comemorativa da aprovação do Movimento das Famílias de Caná, em Mogofores, Aveiro! 

Podem ficar a saber mais sobre esta comemoração no novo e magnífico site das Famílias de Caná - vocês têm de ir lá espreitá-lo! Tem tantas coisas, tantos recursos, tantas formas e ideias de evangelização! Tem até um canal oficial do Movimento no Youtube, com vários vídeos!

É um site ideal para catequistas e para as famílias que pretendem ser Igreja Doméstica - têm actividades para quase todas as faixas etárias  Está simplesmente magnífico!!

 

A propósito das famílias de hoje a tentarem ser Igreja Doméstica, descobri por acaso (ou talvez não ) no facebook da Aleteia um pequeno vídeo legendado (de 4min), com o testemunho duma família que adoptou várias crianças, algumas delas com deficiências, onde falam também da sua Fé e das suas actividades na Igreja Católica. Que inspiração!

 

 

Na viagem até Aveiro, aproveitámos para passar por Fátima, onde fiz questão de rezar e acender uma velinha por todos os leitores que têm passado aqui pelo blog. O vosso apoio tem sido essencial na minha vida, e tenho no meu coração um local especial para cada um de vós. Obrigado por todas as mensagens de força, fé e coragem! Deus vos abençoe muito  

Reconhecimento do Movimento das Famílias de Caná

Viva! Que alegria! 

Movimento Famílias de Caná reconhecido.jpg

 

Queridos leitores, é com uma enorme alegria que vos transmito a notícia que o Movimento das Famíias de Caná foi reconhecido como movimento diocesano esta terça-feira, pelo sr. Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro!

Um sonho há muito desejado por tantas famílias, e que finalmente se concretizou!

 

Podem ler o artigo na Agência Ecclesia  ou podem ler os últimos posts no blog da Família Power

 

Estão todos convidados para a celebração Eucarística, no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, no próximo domingo, dia 3 de Julho, às 15h30! São todos absolutamente bem-vindos!  

 

Passem pelo blog da Família Power para ficarem a saber mais.

Aprender ensinando

Há algumas semanas atrás, comecei a escrever um post acerca do Retiro das Famílias de Caná, que se realizou no dia 26 de Setembro. Tanto a Teresa (aqui, aqui e ainda aquicomo a Olivia já nos falaram das suas experiências. Hoje, e apesar de bastante atrasada, partilho convosco um pouco da minha :)

 

Custa acreditar que o Retiro das Famílias de Caná foi já há vários dias atrás ... para mim, parece que foi ontem!

Oh, tantas memórias, tão vivas, tão fortes! Tantos momentos simples mas sublimes! Tantas descobertas, tantas surpresas! 

Oh, se ao menos vos pudesse levar na tremenda viagem que foi o dia do Retiro! 

 

A preparação do retiro foi, desde logo, uma aventura em si mesma! Fiquei com o grupo entre os 8 e os 12 anos - e a primeira pergunta que fiz foi: são ainda crianças ou já quase adolescentes? Nesta idade, o que é que eles gostam de fazer??

Começo a pesquisar na internet .... Hmm, nada de jeito! Ou encontro actividades para crianças pequenas, ou actividades para adultos.... Pesquiso, pesquiso, pesquiso e não encontro nada! E agora?

 

A resposta chegou onde menos esperava - uma amiga da faculdade, chefe de escuteiros, com alguma experiência nesta faixa etária! E do nada, no fim duma simples troca de palavra, eis que ela me dá uma grande ideia! Um teatro de sombras!

Alguém sabe o que é? Não? Ora, espreitem aqui!

 

E lá começamos a preparação para esta actividade, eu e a mãe:

Teatro de Sombras 1

 - Encontrar imagens na internet - uma trabalheira!

- Imprimir e recortar as imagens

- Colar em cartolina - aproveita-se para reciclar as caixas dos cereais!

Teatro de Sombras 2

 - A gravidade faz o seu trabalho durante a noite - auxiliada por um manual de Obstetrícia, a caixa dum furador pesadissimo e do meu Missal - ha ha! Deus presente em todas as pequenas coisas ....

Teatro de Sombras 3

 - Recortar novamente as figuras (agora já coladas em cartolina)

- Colar um espeto/palito gigante na parte de trás com fita cola super

 

 

O resultado final dos fantoches:

Teatro de Sombras 4

Personagens (da esquerda para a direita): o Povo, Homem 1 e Homem 2

Teatro de Sombras 5Personagens (da esquerda para a direita): Homem 2, Ester sem coroa, Ester-Rainha com coroa, Rainha Vasti

Teatro de Sombras 6

Personagens (da esquerda para a direita): Haman e Mardoqueu a cavalo, Mardoqueu, Haman

Teatro de Sombras 7

 Personagens (da esquerda para a direita): Mardoqueu, Haman, Rei Assuero

 

 

Se alguém estiver interessado nas imagens que escolhi para o teatro, podem fazer o download aqui ou então aqui

Não fui eu que desenhei as imagens, logo elas não são minhas, mas adaptei-as um pouco para se verem melhor....

 

Contudo, se lerem a história da Ester, o tema escolhido para as crianças no retiro, vão reparar que a forma como está escrita não é a ideal para se fazer um teatro .... E agora?

Oh bem, vamos lá fazer isto bem feito... E acabo por re-escrever todo o texto do Livro da Ester, com falas para cada personagem, e com o mínimo da personagem "narrador" possível ....

Querem ler o resultado? Sim? Podem espreitá-lo aqui ou então aqui

 

Retiro 2.jpeg

Foto retirada do blog da Teresa

Os meninos adoraram o teatro e os fantoches, e divertiram-me bastante a fazer vozes diferentes para cada personagem! Que grande animação durante todo o dia! 

 

Depois também eles puderam criar uma nova lei caso fossem o rei ou a rainha dum reino.... Que leis acham que eles escolheram?

Não sei se ficarão supreendidos, mas a maior parte deles decidiria que as riquezas teriam de ser divididas por todas as pessoas do reino! Outros, decretariam um maior apoio aos doentes e às crianças sem pais. E todos desejavam ajudar quem mais precisasse... Isto demonstra muito o que vai no coração das nossas crianças!.... 

 

Retiro 1.jpeg

 Foto retirada do blog da Olivia

Por fim, tentámos fazer uma pequena aula de catequese acerca de tudo o que tinhamos feito e aprendido ao longo do dia. As crianças conseguiram responder a todas as perguntas e souberam reconhecer todos os pontos fundamentais que nós lhes tentámos transmitir naquele dia. Oh, que dia maravilhoso!

(O jogo da teia, que aparece no fim desse documento, foi o jogo que usámos no início para nos conhecermos. Uma excelente ideia da Olivia!! )

 

Sem dúvida, que nós aprendemos muito mais quando tentamos ensinar algo!

Acreditem, eu aprendi imenso com as crianças do nosso grupo!!

 

Além disso, fui imensamente abençoada por poder partilhar esta aventura do retiro com um casal extraordinário - a Irene e o Ricardo!! Que prazer senti ao trabalhar ao vosso lado! Obrigado a ambos :)

 

O meu obrigado também a todas as pessoas que dedicaram um pouco de si no retiro - em especial à Mimi, à Olivia, à Carmina e à Elsa! E claro, à maravilhosa família Power! Aprendi imenso com o exemplo de cada um de vocês! Obrigado por me deixarem fazer parte duma iniciativa tão especial! :) 

 

 

Uma grande celebração

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Não podia deixar passar o dia de hoje sem escrever um pequeno post.

Hoje, dia 14 de Setembro, é um dia muito especial, por diversas razões:

- a Igreja celebra hoje a Exaltação da Santa Cruz! - Hip! Hip! Hurra!

- o movimento das Famílias de Caná celebra 2 anos de existência! - Duplo hip! Hip! Hurra!!

- recomeço as aulas de catequese de preparação para o Crisma! - ooooh, está quase! Quase!!

- e inicio o 5ºano de Medicina, ou seja, o último ano de aulas na faculdade de Medicina! (o 6ºano, apesar de ainda estar oficialmente na faculdade, é na verdade realizado, na totalidade, fora da faculdade...)

 

Pai Nosso, peço-Te que abençoes a vida de todas as Famílias de Caná de hoje e as de amanhã, que as protejas, que as ampares e que as oriente sempre na Tua divina direcção. 

Querida Mãe, olha por todos nós, recebe-nos sempre no teu colo e ensina-nos a sermos cada vez mais como Tu!

Louvado seja o Senhor para sempre! Amén

Nós, o pecado e Jesus Cristo

É simplesmente incrível a velocidade a que passam os dias de férias este ano.

Apesar de estar de férias da faculdade, entre as horas diárias do estágio médico extra, as "lições domésticas" cá em casa e o simples passar tempo com a família (actividade, infelizmente, bastante posta de lado durante o ano lectivo), não me tem restado muito tempo para blogs nem para escrever.

Além disso, e talvez seja esta a razão principal por não ter escrito nada no blog nas últimas semanas, quando acabei os exames e fiz um balanço do ano que terminara, apercebi-me que tinha cometido um grave pecado. E, por causa do primeiro, ainda cometi outro, também ele grave.

Depois de muita reflexão, e de muito me chatear comigo própria e de pedir perdão a Deus, dirigi-me à confissão, no horário habitual a que costumava ir. Contudo, descobri que um dos nossos dois padres entrou de férias, e o outro, para assumir as responsabilidades diárias dos dois, limitou o horário das confissões para um determinado dia a uma determinada hora. O problema, é que a essa hora eu ainda estou no estágio. Bonito! E agora?

 

É raro eu discutir ou ficar zangada com outra pessoa. Mas, quando tal acontece, costuma ser alguém que eu amo muito, como a mãe ou a avó. Cada segundo que passa estando nós chateadas é um autêntico tormento. Dói, a sério. Dói porque me sinto magoada, mas dói mais ainda por pensar que magoei a outra pessoa. E tento logo fazer as pazes.

Da mesma forma, quando, horrorizada, apercebo-me que cometi um pecado grave contra Deus, tento confessar-me o mais depressa possível. Não suporto, de forma nenhuma, que Deus continue magoado comigo por vários dias ou semanas. Quero pedir-Lhe o meu mais sincero perdão e fazer as pazes JÁ! 

 

Mas a verdade, é que não tive oportunidade de me confessar durante 2 semanas. Foi horrível...

 

A meio da semana passada lembrei-me que eu e a mãe tínhamos combinado ir ao Santuário de Fátima no dia 18, sábado. E foi aí que me lembrei dum post da Teresa. Fez-se luz! Eu posso confessar-me em Fátima! 

 

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 Fátima 2014 - Este ano, esquecemo-nos de tirar fotos! Mas o tempo estava parecido, acreditem ....

 

Assim foi. Começámos a manhã com a via sacra dos pastorinhos. Com chuva! Em pleno Julho! Quem diria ....

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 Fátima 2014 - Este ano, esquecemo-nos de tirar fotos! Mas o tempo estava parecido....

 

Depois, seguimos para o confessionário!

Incrivelmente, tive uma experiência muito parecida com aquela que a Teresa descreveu no post. Para me confessar, tive que descer uma escadaria até às profundezas do edifício, entrar numa câmara escura e, esperando pela minha vez, procurar bem no meu coração todos os pecados que tinha cometido. O confessionário é, sem duvida, uma experiência humilhante. Nunca é fácil para mim, orgulhosa como sou, ajoelhar-me e nomear todos os erros, todos os pensamentos maldosos, todas as acções contrárias aos ensinamentos de Jesus que cometi. Nunca é fácil para mim admitir o quanto errei, o quanto feri os outros e o quanto feri Deus. 

 

Mas, é então que o nosso amoroso Pai nos estende a mão, levanta-nos mais uma vez, e nos diz que estamos perdoados, que estamos limpos e puros novamente. E tudo, por causa do sangue que Jesus derramou por nós. E então, tudo fica bem novamente.

 

Oh! A felicidade que senti em deparar-me com a água límpida da fonte e com as pombas brancas, tal como a Teresa descreveu!! E a intensíssima felicidade de subir de novo a escadaria, em direcção à luz encadeante do sol!!

 

Alguma vez tiveram dificuldade em perceber o que acontece no sacramento da reconciliação? Ainda não percebem bem o que Jesus fez por nós na Cruz? Ora tomem atenção a este vídeo, que demonstra de forma muito simples e clara, exactamente aquilo que Jesus Cristo nos ofereceu, ao sacrificar-se por nós no Calvário:

 

 

"Tem compaixão de mim, ó Deus, pela Tua bondade; pela Tua grande misericórdia, apaga o meu pecado.

Lava-me de toda a iniquidade; e purifica-me do meu pecado.

Purifica-me com o hissope e ficarei puro, lava-me e ficarei mais branco do que a neve.

Desvia o Teu rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas culpas.

Cria em mim, ó Deus, um coração puro."

Salmo 51:3-4, 9, 11-12

 

 

P.s: A minha admiração a ler o post desta 2ªfeira da Teresa - a família Power foi-se confessar no mesmo dia que eu! Ha ha!

Canto de Oração Quaresmal

Queridas Famílias de Caná,

Já tive a oportunidade de ver as fotos de alguns dos vossos cantos de oração, e é sempre incrível como, apesar de cada família criar o seu à sua medida, são sempre todos tão bonitos, tão cheios de significado, tão verdadeiros e humildes.

 

O meu canto de oração é talvez um pouco diferente dos vossos...

 

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Como podem ver, peguei nesta ideia para a cruz, e nesta ideia para fazer uma coroa de espinhos (bastante adaptada), sendo que ambas as ideias já tinham sido partilhadas convosco neste post anterior

A coroa de espinhos foi feita com corda, criando uma trança espessa. Depois parti palitos ao meio e fui espetando pela trança. No fim, usei um restinho de spray dourado que encontrei na garagem. A ideia original era fazer uma coroa pequena, mas acho que me entusiasmei, e portanto ela encaixa bem na minha cabeça...

 

Eu demorei quase 2 semanas a organizar o meu canto de oração por uma simples razão: neste momento da minha vida, quase todas as orações que faço (inclusivamente o Terço) são rezadas fora de casa. Apesar disso, depois de já o terminado, tem-me ajudado a lembrar de rezar quando me levanto ou quando me deito :)

 

Terceiro Mistério Doloroso - A coroação de espinhos

"Os soldados despiram-n'O e vestiram-Lhe um manto vermelho; depois teceram uma coroa de espinhos, puseram-Lha sobre a cabeça e uma vara na mão direita. Então ajoelharam-se diante de Jesus e zombaram d'Ele, dizendo: «Salve Rei dos Judeus!»" Mateus 27:27-29