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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Lições de humildade ...

O Senhor levou-me a viver inúmeras aventuras, com Ele, neste ano de 2018, ano esse que agora termina para dar lugar a um novo ano - cheio de possibilidades, oportunidades, sonhos, conquistas e lições ....

 

Neste ano de 2018, iniciei a minha profissão como médica, passando por diversos serviços e áreas, passando da teoria abstrata, impessoal e indiferente para a prática real, imperfeita, humana, personalizada. Agora, neste ano de 2019, iniciarei a minha formação específica para me tornar médica de família, um processo que será, sem dúvida, díficil e muito trabalhoso, e que durará pelo menos 4 anos ...

Neste ano de 2018, consolidei a minha vocação como catequista na minha paróquia, oferecendo-me verdadeiramente de corpo e alma, aceitando (uns dias melhores que outros) todas as contrariedades e dificuldades que foram surgindo pelo caminho, e aceitando desafios que outrora jamais teria tido a coragem de o fazer ...

Neste ano de 2018, assumi publicamente (no meu coração, já o tinha feito há muito tempo...) o meu compromisso com o movimento das Famílias de Caná, após um (demasiado longo) período de discernimento acerca do meu papel, como leiga solteira, dentro do movimento, e assim tornei-me numa activa Jovem de Caná - à semelhança de Nossa Senhora quando ainda solteira....

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Neste ano de 2018, passei também por um intenso processo de discernimento vocacional, após ter aumentado, a passinhos de bebé (mas sempre aumentando, graças a Deus!), a minha vida de oração, e agora encontro-me num estado de maior claridade, desapego e entrega à vontade de Deus para a minha vida ...  

Por fim, neste ano de 2018, tomei a difícil e custosa decisão de sair da casa dos meus pais, para vir viver sozinha numa casinha, bem juntinho da casa de Jesus, e, com esta última decisão, as pequenas portas e janelas que ainda pudessem estar a impedir a ação do Espírito Santo, foram finalmente escancaradas e plenamente abertas às Suas infinitas Graças (até ao dia em que eu voltar a fechar alguma, novamente - convosco também é assim?)

 

Houve, sem dúvida, outros acontecimentos marcantes e significantes que podia referir, mas penso que estes servirão para explicar, pelo menos em parte, como cheguei às pequenas reflexões que hoje queria partilhar convosco. São anotações soltas que eu fui escrevendo ao longo do ano, no meu caderno espiritual. Todas elas partiram de situações difíceis, em que o meu orgulho e egoísmo desmedidos tiveram de morrer (aos bocadinhos, claro) - autênticas lições de humildade que Deus, tão carinhosa e pacientemente, me tem vindo a ensinar....

 

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O ano de 2018, para mim, podia ter perfeitamente como tema e título - "Crescer em intimidade com Deus": crescer mesmo quando custa e dói, sem medo das mudanças, das transformações, daquilo que se perde e que tem de morrer, para algo melhor e mais santo poder germinar, nascer, crescer e florir; intimidade - um dos desejos mais profundos do nosso coração - com Deus, por Deus, em Deus ...

 

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Neste ano, compreendi finalmente (de coração) que o nome que melhor revela a vocação da mulher é maternidade, é ser mãe; e que o verbo que melhor define a vocação da mulher é receber e estar sempre aberta à vida ... Esta vocação está profundamente enraizada no nosso coração, por mais que a neguemos ou tentemos fugir dela, e apenas encontraremos a felicidade verdadeira, plena, permanente, eterna e inalterável, independentemente das circunstâncias da vida, se a aceitarmos de braços abertos - à semelhança de Maria.

 

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Neste ano, descobri que um dos maiores desejos do meu coração é receber Aquele que mais quero amar, Aquele que mais me ama, Aquele que é o amor, Aquele que é o meu Amado ...

Receber é uma palavra maravilhosa e divina, mas também é uma palavra difícil e muito exigente. Para eu poder receber, tenho de estar disposta a ser e estar vulnerável - oh, a vulnerabilidade de receber! - tenho de admitir e aceitar que tenho uma necessidade, que algo me falta, de que preciso de algo que não tenho e que não sou capaz ... Admitir e aceitar isto, pode ser assustador ao princípio, pode deixar-nos com medo e fazer-nos sentir ansiedade - e o mundo de hoje tem tantas formas apelativas de nos afastar desta realidade e de nos fazer esquecer estes sentimentos que, ao contrário do que popular e socialmente se propaga, não nos faz mal nenhum, antes pelo contrário - dá-nos vida e felicidade!

 

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O que significa intimidade, Senhor? O que significa ser íntimo de alguém, mas especialmente de Ti?

É sentir-se plenamente "em casa" na presença de alguém. É aceitar ser-se perfeita, total e completamente conhecida tal como sou - cheia de vícios, defeitos e pecados, cheia de feridas abertas e outras em resolução, "cheia" de espaços vazios e de pedaços que faltam - e, ainda assim, aceitar ser-se amada ... por aquele Amor louco e infinito de Deus que, tal como um dilúvio, é capaz de nos encher até transbordar, de inundar completamente todos os buracos e espaços vazios, de limpar todas as feridas, de remover todas as minhas manchas e sujidades e de santificar e purificar todos os meus desejos ... Intimidade significa eu poder ser, livremente, quem sou - sem máscaras, sem medos, sem sentir necessidade de ser aprovada, nem de conseguir ser ou fazer algo ... para ser amada.

 

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Mas, como se chega a essa intimidade - conTigo? Como podemos nos tornar íntimos?

Para se ser íntimo, é necessário confiar no outro. Em que se baseia a confiança?

Em promessas realizadas. Num amor que tenha sido comprovado e testado, que tenha sido posto à prova no fogo, por diversas vezes, e ainda assim subsistir - e até aumentar de intensidade - apenas um amor assim pode chegar a esse nível de intimidade que eu tanto desejo .... E, na minha vida, Deus já me deu mais do que provas suficientes do Seu amor....

 

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É realmente um dos desejos mais profundos do nosso coração ser-se conhecido e amado: é alguém conhecer toda a nossa história de vida, todo o nosso ser e, ainda assim, aceitar-nos e amar-nos. 

 

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Se tivermos a coragem de olhar para o mais profundo do nosso coração, descobriremos que desejamos ser intimamente conhecidos; que desejamos permitir que possamos ser vistos, conhecidos e admirados; que desejamos permitir ser acarinhados e amados....

O maior desejo de Jesus (por inúmeras vezes e por inúmeras vozes Ele nos disse isto!) é oferecer-nos o Seu amor, é satisfazer e realizar todos estes nossos desejos mais profundos ... porque não O permitimos de vez?

Porque ainda tento eu fazer coisas, ser assim ou assado e, desta forma, "provar" a Deus que mereço o Seu amor...? Quem penso eu que sou? Merecer o amor de Deus? Como se fosse possível ... que heresia! Que pecado tão grande! Afinal, quem é para mim Jesus?....

 

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Olho para Jesus na cruz - um dia, li algures que a cruz é o leito matrimonial de Jesus. Sim, leito matrimonial ...

Ali, Jesus encontra-se nu e sem qualquer proteção. Nada possui. Está completamente vulnerável e sem qualquer segurança a que se agarrar. Ali está Jesus - pregado, aberto, indefeso, vulnerável ... 

E o Seu maior desejo é tornar-se Um connosco. É abraçar os nossos medos, inseguranças, traumas e dores. É amar-nos completa e infinitamente....

Jesus, na cruz, não se preocupa em proteger-se a Si mesmo - o que apenas deseja é oferecer-se a Si mesmo, é entregar-se - por nós ...

 

Amar ~ Oferecer ~ Receber ~ Confiar ~ Amar

 

 

"Bendiz o Senhor, ó minha alma.

A minha única alegria encontra-se no Senhor.

Ao Senhor, glória eterna! Aleluia!"

Salmo 103

 

Um abençoado ano novo para todos! Que aceitem o convite de Deus, para crescerem em intimidade com Ele, ao longo deste ano ...

Única e insubstituível ....

Já não sei quantas vezes li o primeiro capítulo do livro do Genésis (dez? quinze vezes?), que nos relata a belíssima história, cheia de poesia e de simbolismo, da criação do mundo e do homem, a maior maravilha que Deus alguma vez podia ter criado … Contudo, um dia destes, ao lê-la de novo, parecia que a estava ler pela primeira vez, tal foi a admiração, o encanto e deslumbramento daquilo que “li”, pela graça do Espírito Santo …

 

Será que nos apercebemos, realmente, o quanto Deus nos desejou e amou, desde o princípio do mundo?

Será que nos apercebemos, realmente, de todo o cuidado, carinho e amor Deus colocou ao desenhar cada pequena característica de cada um de nós?

Será que nos apercebemos, realmente, do quanto cada um de nós é especialmente único e insubstituível? Não apenas em relação às nossas características, mas também a nível do nosso papel absolutamente irrepetível, excepcional, único, no belo e imenso divino plano, que Deus sonhou para toda a humanidade, por toda a eternidade?

 

Ouçam então comigo - o nosso grande e eterno Amado a falar-nos ao coração ….

 

“No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo” Gn 1,1-2

 

Quando Eu pensei num mundo sem ti, oh como era profunda a escuridão que o envolvia, como a terra era informe e vazia …

 

“Deus disse: «Reúnam-se as águas que estão debaixo dos céus, num único lugar, a fim de aparecer a terra seca.» E assim aconteceu.” Gn 1,9

 

Quando Eu pensei num mundo sem ti, os Céus começaram a chorar, de tal maneira que os oceanos nasceram ….

 

Não, de modo nenhum! Um mundo sem ti não era possível existir …

 

“Deus disse: «Faça-se a luz.» E a luz foi feita.” Gn 1,3

 

Ao som do teu nome, Eu criei a luz que apenas a tua alma podia conter, o reflexo da Minha luz que apenas à tua alma pertence, que apenas tu podes reflectir desta forma …

 

“Depois, Deus disse: «Façamos o ser humano à nossa imagem, à nossa semelhança (…) Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher.” Gn 1,26-27

 

Eu te criei, única, irrepetível – nunca ninguém foi como tu, nunca ninguém será.

A história da tua alma, única, irrepetível, tem uma importância inigualável na história deste mundo, por toda a eternidade …

 

“Deus, vendo toda a Sua obra, considerou-a muito boa.” Gn 1,31

 

Quando Eu completei a Minha obra – tu – em toda a tua beleza, complexidade e profundidade … não podia haver mais palavras para descrever o Meu êxtase …

 

“Assim foram terminados os céus e a Terra e todo o seu conjunto. Concluída, no sétimo dia, toda a obra que tinha feito, Deus repousou, no sétimo dia, de todo o trabalho por Ele realizado.” Gn 2,1

 

A tua alma, minha Amada, é o sabat que eu escolhi para repousar …

 

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Mas isto ainda não era o suficiente – o Meu amor não conhece fim, é eterno, infinito, imensurável, interminável e jamais poderá mudar …

 

Quando Eu pensei num Céu sem ti, por causa do teu pecado… não, não, NÂO! Eu não poderia suportar a dor de te perder!...

Então Eu enviei até ti o Meu Filho, como prova e sacrifício do Meu infinito amor, de forma a garantir que, se tu assim aceitares, possas viver Comigo em comunhão do mais puro amor para sempre …

 

Queridos amigos, alegrem-se comigo: o Senhor abençoou-me abundantemente, oferecendo-me hoje o início do meu 25º ano de vida nesta terra!

Que, pela Sua graça, eu passe cada momento do próximo ano a espalhar esta Boa-Nova: Deus amou-nos de tal forma que nos enviou o Seu Filho para nos salvar da corrupção destruidora do pecado, a fim de nos unir a Ele, em pura comunhão de amor, para todo o sempre! Amén!

Em aventuras com Deus

Nesta Quaresma, Deus levou-me até uma série de situações bastante atípicas, fora do meu "normal", tal como vos tinha falado num post anterior. Mas, como relembro a mim mesma todos os dias, Deus deseja a nossa santidade e não o nosso conforto ou comodidade.... 

Eu devia ter suposto que Deus não iria ficar só por ali ... Deus quer sempre mais, Deus quer tudo, Deus quer-nos (sim, a nós!) por inteiro. 

 

O meu discernimento vocacional tem tido os seus altos e baixos - às vezes parece que sei exactamente qual o caminho a que o Senhor me chama a percorrer e a viver; noutras alturas, tenho dúvidas, muitas dúvidas, sinto medo e receio pelo futuro desconhecido, pelas consequências de escolher um caminho em detrimento de outro ...

Oh Senhor, qual é afinal a minha vocação? O que é que Tu desejas que eu seja? 

Queres que me santifique através do Sacramento do Matrimónio? Ou como leiga consagrada, entregando-me plenamente aos meus doentes e à minha paróquia? Ou será que me chamas a ser Tua esposa?

Oh, se algum anjo descesse do Céu e me viesse dizer claramente qual o caminho que Tu desejas que eu escolha! 

 

Não desejaríamos todos que fosse assim - simples e directo?

Oh, mas assim perderíamos todas as bênçãos, graças e virtudes que recebemos e que aprendemos a cultivar enquanto percorremos este caminho de discernimento vocacional.

E como são numerosas essas bênçãos e graças que Deus nos oferece! Como são numerosos esses sacrifícios que aprendemos a fazer, de livre vontade, alegremente! E como são numerosas as virtudes que aprendemos a conquistar e a alcançar! A principal é sem dúvida a Paciência - que, ui ui, como é difícil de conquistar!

 

Pertencer ao movimento das Famílias de Caná tem-me ensinado bastante acerca do Matrimónio e da vida familiar. Mas acerca dos 2 outros caminhos de vida que a Igreja Católica nos apresenta - vida religiosa e vida leiga consagrada - bem, eu já tinha lido bastante e reflectido acerca de ... mas ... ainda não tinha conhecido pessoalmente ninguém que as vivesse!

 

É realmente verdade, tal como os Santos nos dizem, que se tivermos o coração aberto, receptivo a ouvir a voz do Senhor e a aceitar, sem medo, os desafios e as oportunidades que Ele nos lança ... acontecem coisas maravilhosas!

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A minha primeira experiência com a vida religiosa aconteceu neste Tríduo Pascal, quando tive a oportunidade de passar 3 dias na Casa de Oração de Santa Rafaela Maria, em Palmela, junto das irmãs Escravas do Sagrado Coração de Jesus - eu e outros 60 jovens, vindos de todas as partes do país - Lisboa, Coimbra, Porto e até das Ilhas! 

Durante 3 dias, vivemos intensamente os momentos mais importantes da vida de Jesus - a Sua última ceia e a instituição da Eucaristia, a noite de oração no Horto das Oliveiras, todos os momentos da Sua Paixão, o deserto, a espera e a esperança dos discípulos e de Maria, e por fim a gloriosa Vigília Pascal, onde pudemos celebrar num só coração a alegria renovadora da Ressurreição de Cristo!

Este foi, sem dúvida, um Tríduo Pascal que eu nunca esquecerei! Quantas bênçãos, quantas graças, quanto impacto teve na minha vida ....

 

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No passado Domingo, no 3º Domingo da Páscoa, no dia em que celebrámos a visita de Jesus ressuscitado à primeira comunidade cristã, Deus ofereceu-me a graça de passar algumas horas a conversar com uma leiga consagrada!

Tudo começou num simples convite de boleia para a missa - estava a chover e eu sabia que uma amiga, mãe duma maravilhosa e inspiradora família da nossa paróquia, ía a pé até à igreja com os filhos, então perguntei-lhe se queria boleia. Quando dei por mim, já estávamos a marcar um cafezinho e uma conversa para depois da missa. E como as famílias católicas, à semelhança de Jesus, não costumam deixar-se ganhar em generosidade ... o convite alargou-se e quando dei conta, Deus tinha-me dado a graça de almoçar com essa família - a mim e a uma das irmãs do nosso novo pároco, que é leiga consagrada, da Ordem das Virgens (e que, vejam bem, também trabalha num hospital!)

E eu não encontro palavras para vos expressar todas as bênçãos que recebi nesse belo Domingo de Páscoa ...

 

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Vocação, missão e descanso em Deus

"Fomos criados por Deus para o descanso!"

 

O quê?? Eu ouvi bem??

Mais de 100 pessoas ficam a olhar, perplexas, para o sr. Pe José Pinheiro, no passado sábado dia 2 de Março, no início do retiro quaresmal para catequistas, a nível diocesano, que decorreu no nosso belíssimo Seminário em Almada.

 

"Sim, ouviram bem, Deus criou-nos para descansarmos Nele!"

Na verdade, já Santo Agostinho afirmava

Criaste-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração vive inquieto, enquanto não repousar em Vós!

 

Mas não se enganem: descansar em Deus é muito diferente de não fazer nada. Aliás, envolve até fazermos muita coisa, dizer Sim a Deus muitas e muitas e muitas vezes - quando apetece e quando não apetece, quando dá jeito e quando não dá jeito nenhum, quando posso e mesmo quando não posso...

Mas devemos fazer tudo isso, com o nosso coração em paz, nas mãos de Deus, no exacto local onde ele pertence. Só encontramos verdadeiro descanso para a nossa alma, um descanso permanente, seguro, eterno, quando encontramos Deus e a Ele oferecermos a nossa pobre alma e aceitarmos descansar Nele.

 

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Imagem retirada daqui

 

Existem muitas pessoas que descansam demais (quantos exemplos podemos nós encontrar nos Evangelhos... e nas nossas vidas!)... ou melhor dizendo, usam essa desculpa para permanecerem estacionários no conforto das suas vidas

Outras, pelo contrário, não conseguem ficar quietas, fazem, fazem e fazem, como autênticas Martas... mas esquecem-se ou desvalorizam aquilo que é mais importante - conhecer e amar Deus, crescer todos os dias em intimidade com Ele, deixar que Ele nos fale ao coração, que cuide das nossas feridas, que nos ensine o caminho a seguir, e que desta relação de amor transborde abundantemente o amor pelo próximo.

Não importa o quão cheia ou agitada ou preenchida a nossa vida esteja. Pelo menos um momento de oração por dia é absolutamente essencial nas nossas vidas. Essencial! Imprescindível!

Porque

«Sem Mim, nada podeis fazer»   Jo 15,5

 

Cada um de nós tem uma vocação, um chamamento por parte de Deus, para sermos santos. Santos! Conseguem imaginar-vos santos? Eu não consigo imaginar-me! Mas o olhar de Deus vai sempre mais longe que o nosso...

Esta nossa vocação tem ser descoberta - alguns mais cedo, outros mais tarde na vida. E quando a descobrimos, devemos olhá-la com verdadeiro espanto (Tu queres-me a mim, Senhor?!), com verdadeira humildade (Oh Senhor, mas eu não sou digno!) e com verdadeiro agradecimento (Se Tu queres Jesus, então eu também quero!).

A nossa vocação surge do nosso encontro pessoal com Jesus. Eu não escolho a minha vocação - Deus escolhe. E por mais que eu a negue e que tente fugir e dizer que não, a nossa vocação é incontornável. Aceitarmos a vocação de Deus é o único, único caminho que sacia completamente e que me traz felicidade verdadeira.

Ao procurarmos Jesus, descobrimos depois a nossa missão; do nosso encontro com Jesus, brota uma missão. Enquanto a vocação à santidade é universal, é para todos, a missão que Deus tem para cada um de nós é única, irrepetível, personalizada. Ninguém a poderá fazer por mim. Tenho mesmo de ser eu. Só podia ser eu a fazê-la.

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Imagem retirada daqui

 

Ser catequista faz parte da missão que Deus escolheu para mim.

Partindo sempre do meu encontro pessoal, íntimo, familiar, de pleno amor, com Deus, eu devo dar testemunho aos outros, devo apontar o caminho, devo partilhar as maravilhas que Deus continuamente faz na minha vida, devo evangelizar, sempre, em todos os momentos, em todos os lugares, não apenas na sala de catequese.

 

Sábado foi um dia muito chuvoso, com muito vento e trovoada. Na hora de meditação pessoal durante o retiro, senti-me a ser chamada numa dada direção no Seminário. Eu já devia ter adivinhado quem seria - claro que fui encontrar uma bela estátua de Nossa Senhora, bem ali, à minha espera. Fiquei toda molhada, mas nem dei conta.

Ali, no meio dos trovões, da chuva, do vento, não pude deixar de reparar num pequeno passarinho que insistia em continuar a cantar - e que bem que cantava. Quanto mais chovia, mais trovejava, mais ele cantava! Que eu assim seja também ...

 

Para terminar, queria apenas partilhar convosco algumas ideias (já antigas, ao que parece) do nosso querido Papa Francisco (mas que eu nunca tinha lido antes!) para manifestarmos visivelmente o amor de Deus durante a Quaresma (e que foram partilhadas connosco durante o retiro).

 

15 actos de caridade como manifestações concretas de amor

  • Sorrir - um cristão é sempre alegre
  • Agradecer - embora não "precise" fazê-lo
  • Lembrar o outro quanto o amamos
  • Cumprimentar com alegria as pessoas que vemos todos os dias
  • Ouvir pacientemente a história do outro, sem julgamento, com amor
  • Parar para ajudar - estar atento a quem precisa de mim
  • Animar alguém
  • Reconhecer os sucessos e as qualidades do outro
  • Separar o que não se usa e dar a quem precisa
  • Ajudar alguém, para que possa descansar
  • Corrigir com amor - não calar por medo
  • Ter pequenas delicadezas para quem está perto de nós
  • Limpar o que se suja em casa
  • Ajudar os outros a superar os seus obstáculos
  • Telefonar aos nossos pais

 

E agora, para coisas ainda mais dificeis

O melhor jejum

  • Jejum de palavras negativas e abundância de palavras bondosas
  • Jejum de descontentamento e abundância de gratidão
  • Jejum de raiva e abundância de mansidão e paciência
  • Jejum de pessimismo e abundância de esperança e optimismo
  • Jejum de preocupações e abundância de confiança em Deus
  • Jejum de queixas e abundância de agradecimento pelas coisas simples da vida
  • Jejum de tensões e abundância de orações
  • Jejum de amargura e tristeza e abundância de alegria no coração
  • Jejum de egoísmo e abundância de compaixão pelos outros
  • Jejum de falta de perdão e abundância de gestos de reconciliação
  • Jejum de palavras e abundância de silêncio para ouvir os outros

A continuação duma santa Quaresma para todos!

As Quinze Promessas do Santo Rosário

O Santo Rosário é sem dúvida uma enorme fonte de graças e de protecção, como tenho descoberto na minha vida. A irmã Lúcia, a quem Nossa Senhora apareceu em Fátima várias vezes, disse um dia:

"A Santíssima Virgem, nestes últimos tempos nos quais vivemos, deu nova eficácia à récita do Rosário. Tal, que não existe nenhum problema, não importa quão difícil possa ser, temporal ou sobretudo espiritual, na vida pessoal de cada um de nós, das nossas famílias...que não possa ser resolvido com o Santo Rosário. Não existe nenhum problema, digo-vos, não importa quão difícil possa ser, que não possamos resolver com a oração do Rosário. "

Irmã Lúcia dos Santos

 

Visto estarmos no mês dedicado à Virgem Santíssima, gostava de partilhar convosco as 15 promessas que Nossa Senhora prometeu a quem rezasse o Terço, nas Suas próprias palavras. 

Nossa Senhora revelou estas promessas a São Domingos, o santo a quem foi revelado pela primeira vez o Santo Rosário, no século XII.  

 

  1. "A todos os que rezarem o meu Rosário com devoção, prometo a minha protecção especial e grandíssimas graças."
  2. "Aquele que perseverar na oração do Meu Rosário receberá uma graça especialíssima."
  3. "O Rosário será uma defesa poderosíssima contra o Inferno; destruirá os vícios, libertará do pecado, dissipará as heresias."
  4. "O Rosário fará florescer as virtudes e as boas obras, e obterá para as almas a mais abundante misericórdia Divina; fará que, nos corações, o amor ao mundo seja substituído pelo amor a Deus, elevando-os ao desejo dos bens celestes e eternos. Quantas almas se santificarão por esse meio!"
  5. "Quem se confiar a Mim, por meio do Rosário, não perecerá."
  6. "Quem rezar o meu Rosário com devoção, meditando nos seus mistérios, não será oprimido pela desgraça. O pecador se converterá; o justo crescerá em graças e se tornará digno da vida eterna."
  7. "Os verdadeiros devotos do meu Rosário não morrerão sem os Sacramentos da Igreja."
  8. "Aqueles que rezam o meu Rosário encontrarão, durante sua vida e na sua morte, a luz de Deus e a plenitude das Suas graças, e participarão dos méritos dos bem-aventurados."
  9. "Libertarei muito prontamente do Purgatório as almas devotas ao meu Rosário."
  10. "Os verdadeiros filhos do meu Rosário gozarão de uma grande glória no Céu."
  11. "O que pedirem por meio do meu Rosário, obterão."
  12. "Aqueles que defenderem o meu Rosário serão socorridos por Mim, em todas as suas necessidades."
  13. "Obtive do meu Filho que todos os membros da Irmandade do Rosário tenham por irmãos, durante a vida e na hora da morte, os santos do Céu."
  14. "Aqueles que rezarem fielmente o meu Rosário serão todos meus filhos amantíssimos, irmãos e irmãs de Jesus Cristo."
  15. "A devoção ao meu Rosário é um grande sinal de Predestinação" [ou seja, é uma boa indicação de que o devoto estará no caminho para o Céu].

 

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Mas o que são estas graças?

Na maior parte das vezes, quando nos referimos às graças que recebemos, falamos acerca de pequenas coisas na nossa vida diária, como a resposta a uma pergunta feita durante a oração ou sobre pequenos incentivos na direcção do caminho e da vontade de Deus.

Não se deve cair no erro de pensar (como eu inicialmente pensava) que as graças têm de ser coisas grandiosas, como ouvirmos directamente uma voz vinda do Céu, ou uma aparição dum Anjo, ou algum acontecimento sobrenatural ...

As graças que recebemos do Senhor, como tento mostrar em cada post que escrevo para este blogue, são coisas extraordinariamente simples e subtis, como as “coincidências” que surgem tantas vezes ao longo do nosso dia. Como encontrarmos uma rosa florida em pleno centro da cidade de Lisboa, logo a seguir a terminarmos a oração do Terço, de manhazinha a caminho da faculdade …

 

A oração do Terço é realmente algo tão simples (como tentei explicar no post anterior) e que demora apenas 15 a 20 minutos … o que são 15 a 20 minutos no total de 1440 minutos que tem cada um dos nossos dias?

 

Para aqueles que, mesmo assim, acham que não têm tempo para o fazer, ou se pensam que são péssimos a rezar o Terço, ou se vos parece uma autêntica seca, saibam que estou a tentar escrever um post com algumas dicas que fui descobrindo aos poucos.
O mais provável, contudo, é que apenas o conseguirei terminar depois dos exames, em Julho.... 

 

Fonte: Revista 30 Dias

Recomendo também a leitura deste pequeno post.