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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem esposa e mãe católica portuguesa. Neste blog partilho a minha caminhada em busca de Deus e da santidade, através da nossa Igreja Doméstica crescente!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem esposa e mãe católica portuguesa. Neste blog partilho a minha caminhada em busca de Deus e da santidade, através da nossa Igreja Doméstica crescente!

Encontros de Jesus - 12. Maria de Betânia, irmã de Lázaro e de Marta

Encontros com Jesus - 12. Maria, irmã de Lázaro

«Uma mulher, de nome Marta, recebeu [Jesus] em sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a Sua palavra. Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços.» (Lc 10, 38-40)

Tanto Marta como Maria parecem ser jovens mulheres solteiras, que tomaram a decisão de dedicarem a sua vida a Jesus, o Seu Amado. Assim, alguns vêem-nas como protótipo dos 2 grandes ramos de vida religiosa – Marta, numa vida mais activa, em constante serviço dos irmãos e necessitados, pondo os seus talentos a render, e Maria, tendencialmente mais orante, intercessora e contemplativa ...

Para outras meditações: Canal Sede Sal, Sede Luz

Encontros de Jesus - 10. A mulher apanhada em adultério

Encontros com Jesus - 10. A mulher adúltera.jpg

Os doutores da Lei e os fariseus trouxeram [a Jesus] certa mulher apanhada em adultério, colocaram-na no meio e disseram-Lhe: «Mestre, esta mulher foi apanhada a pecar em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou-nos matar à pedrada tais mulheres. E Tu que dizes?» (Lc 8,3-4)

Imagino os fariseus e doutores da Lei a esfregarem as mãos e a dizerem entre si: “Está no papo! Apanhámo-Lo bem! Desta não escapa!”. Jesus só parece ter 2 opções: ou afirma que “sim, Eu concordo com o que está escrito na Lei de Moisés” e o povo que está a assistir ficará desiludido com Jesus, e assim apenas a face “julgatória” de Deus será revelada; ou, então, “provará” que não é realmente um Profeta e dirá, “não, eu discordo da Lei de Moisés”, “provando” assim que Ele não vem realmente de Deus.

A mulher, pelo contrário, não parece ter qualquer hipótese .... Parece estar condenada à morte desde o momento em que alguém a descobriu no seu pecado.

Para outras meditações: Canal Sede Sal, Sede Luz

Encontros de Jesus - 9. A mulher samaritana

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"Nisto chegaram os Seus discípulos e ficaram admirados de Ele estar a falar com uma mulher". (Jo 4, 27)

Jesus transgride vários costumes em vigor naquela época: ousa falar a uma mulher, a sós, num lugar público, e ainda por cima uma mulher samaritana (e não judia) e além disso pecadora afamada. Tudo isto seriam razões suficientes para alguém ficar espantado com o comportamento de Jesus. Mas, do ponto de vista dos discípulos, esta não era nem a primeira vez, nem viria a ser a última vez, que viam o seu Mestre a falar com uma mulher pecadora. Porque então se mostram tão admirados, tão em choque com o que veem, como até o texto salienta?

Porque, aquilo que eles veem – Jesus sentado à beira dum poço, o poço de Jacob, em terra estrangeira, a sós com uma mulher – parecia a cena dum pedido de casamento!

Para outras meditações: Canal Sede Sal, Sede Luz

Encontros de Jesus - 7. A mulher encurvada

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O milagre da cura da mulher encurvada encontra-se descrito apenas no Evangelho segundo S. Lucas e é um dos 7 milagres e curas que Jesus se "atreveu" a realizar durante o dia de Sábado. Todas as curas sabáticas de Jesus descritas nos Evangelhos têm algo muito importante em comum: nenhuma dessas curas foi “pedida” a Jesus, em nenhuma delas veio alguém ou algum intermediário ter com Jesus, pedindo ou solicitando a sua cura ou a cura de outrem. Aliás, se repararmos com atenção, todos os milagres de Jesus em dia de sábado partiram da Sua própria iniciativa, foram voluntariamente concedidos por Si, sem que o doente Lho tenha pedido. Assim se manifesta claramente a iniciativa de Deus, o “Senhor do Sábado”, que vem salvar e libertar o seu povo ... 

Para outras meditações: Canal Sede Sal, Sede Luz

Encontros de Jesus - 6. A pecadora arrependida

Encontros com Jesus - 6. A pecadora arrependida.jp

[Jesus] entrou em casa do fariseu, e pôs-Se à mesa. Ora certa mulher, conhecida naquela cidade como pecadora, ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com perfume. Colocando-se por detrás Dele e chorando, começou a banhar-Lhe os pés com lágrimas; enxugava-os com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume. (Lc 7, 36-38)

Esta mulher, apesar de pecadora, demonstra desde cedo uma enorme fé, que lhe suscita uma coragem e audácia impressionante: atreve-se a ir até à casa do fariseu Simão, a entrar na sala das refeições cheia de homens e talvez convidados ilustres, a “interromper” – de certa forma – a sua refeição e diálogo, para oferecer a Jesus um dos seus bens mais preciosos. A sua fé parece dar-lhe a capacidade de vencer a vergonha e o medo do desprezo alheio, de correr o risco de poder ser repelida como impura ou pecadora ...

Para outras meditações: Canal Sede Sal, Sede Luz

Encontros de Jesus - 3. Ana, fiel profetisa da espera e da esperança

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Só o Evangelho segundo S. Lucas nos fala sobre a profetisa Ana. Ana tende a passar tão despercebida entre as linhas do Evangelho como também deve ter passado despercebida ao longo da sua própria vida. À semelhança de Nossa Senhora, também a vida de Ana sofreu uma grande e inesperada reviravolta quando, tragicamente, perdeu o seu amado marido, sendo ainda muito nova, após um feliz mas dolorosamente curto matrimónio. Imagino-a a pensar: E agora, o que devo fazer? Sem filhos e sem família ... Quem cuidará de mim? Quem me protegerá? Quem me amará?

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A verdadeira hipocrisia dos fariseus

Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque fechais aos homens o Reino dos Céus: vós não entrais nem deixais entrar os que o desejam.

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque devorais as casas das viúvas, com o pretexto de prolongadas orações. Por isso, sereis mais rigorosamente julgados.

Ai de vós, guias cegos, que dizeis: "Quem jurar pelo santuário a nada se obriga; mas quem jurar pelo ouro do santuário tem de cumprir". Insensatos e cegos! Que vale mais: o ouro ou o santuário que santifica o ouro?" (Mt 23, 13-14. 16-17)

Ao longo desta 21ª Semana do Tempo Comum, se acompanharmos as leituras do Evangelho, veremos Jesus a reprovar, repetidas vezes, os fariseus e os escribas, acusando-os de hipocrisia. Jesus utiliza palavras e imagens muito fortes, (excessivamente?) duras até. Chama-lhes hipócritas, insensatos, devoradores de viúvas, cheios de maldade, autênticos cegos que provocam também a cegueira de outros homens. Compara-os a sepulcros caiados, belos por fora mas podres por dentro, e a pedras de tropeço, causadores de quedas irrecuperáveis para muitos.

"Oh pobres fariseus e escribas" - penso eu, tantas vezes, suspirando e revirando os olhos - "sempre tão arrogantes e convencidos ... " Mas será realmente assim, Marisa? Terão sido eles sempre assim? Será que era apenas esse - a arrogância, a hipocrisia, a cegueira - o problema que Jesus lhes apontava? Será que Jesus queria apenas apontar-lhes o dedo, nomeando os seus pecados?

Mas o Senhor alguma vez quererá apenas isso? Alguma vez Deus desejaria apenas criticar, apontar o dedo, denunciar, tornar público o pecado pessoal de cada um deles? Para que serviria isso, Marisa? Qual o bem disso? Acaso Deus comportar-se-ia como um mero denunciador - "Vejam todos como eles são maus!"? Acaso Deus não é amor? Acaso poderá ter havido algum instante da vida de Jesus - Ele que é verdadeiramente Deus, verdadeiramente Homem - em que Ele, falando ou agindo, não estaria a amar a pessoa à Sua frente, a obra das Suas mãos? 

 

Talvez Marisa, a questão seja mais profunda do que te parece à primeira vista.

Lembra-te do que ouviste recentemente numa homilia: os escribas eram autênticos guardiões da Lei e dos Escritos Sagrados, copiando-os cuidadosa e rigorosamente, garantindo que nenhum erro se propagasse nem que se perdesse no tempo uma só palavra de Deus; já os fariseus eram um grupo recente na altura de Jesus, formados pela necessidade de reavivar o judaísmo daquela altura e impedir que se perdesse a beleza das Escrituras, da cultura e da religião judaica ou que o povo fosse corrompido pelos pensamentos, filosofia e estilos de vida pagãos, tanto da parte dos gregos como dos romanos. 

Permitam-me o atrevimento de dizer: Jesus era muito parecido com os fariseus. Eles conheciam a Lei e os Profetas de trás para a frente, como se fosse a palma das suas mãos, tal como Jesus conhecia. Eles dedicavam todo seu tempo, toda a sua vida, à leitura, ao conhecimento, à interpretação e à propagação da beleza da Lei e dos Profetas, tal como Jesus o fez também. Eles eram praticantes exemplares da Lei, tal como Jesus o era. Eles eram amantes da Palavra de Deus, tal como Jesus a amava. 

O problema dos fariseus foi que rapidamente caíram na tentação do poder e da auto-suficiência. Deixaram-se sucumbir em escrúpulos. Quiseram tornar-se donos da Lei e dos Profetas, autoridades irrepreensíveis, acima de qualquer outra - até acima de Deus. E esqueceram-se que eram meros homens, pó da terra, servos do Senhor. ..

Pobres fariseus - o bom e o belo que poderíeis ter sido, que o Senhor desejava que vos tivésseis tornado, que Deus vos chamava a ser ... 

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Imagem retirada daqui

Em vez disso, escolheram esconder as suas misérias - até de si mesmos - e colocar máscaras para outros verem. Desejaram ser admirados e assim escolheram fingir - ser mais e melhor do que, realmente, eram. 

Escolheram fingir, esconder as suas misérias, fugir de si mesmos. E assim impedir deliberadamente que a graça santificante de Deus possa actuar nas suas almas. Fingindo, escondendo-se, fugindo - impediram assim que Deus os habitasse, os renovasse, os curasse, os perdoasse. Talvez seja por isso que Jesus não tolera a sua hipocrisia. 

Além disso, é como se declarassem explicitamente que Deus não os criou correctamente, que não os gerou bem, que eles deveriam ser diferentes do que são. No fundo, que Deus errou e fez algo mal - mas que eles fariam melhor. 

 

Pobres escribas e fariseus - que por vezes sou eu mesma. Tão amantes e zelosos da Palavra de Deus, que tentavam tornar-se seus donos e senhores. Tentavam almejar uma perfeição diferente daquela a que Deus os (e nos) chama e convida. Lembrem-se quem são, de quem são, donde vieram, para onde querem ir. Reconheçam as vossas misérias. Não as tentem esconder - de si mesmos e de Deus. Não fujam - de vocês próprios nem da misericórdia do Senhor. Não tentem fingir ser o que não são - o Senhor ama-vos. E vós, aceitais o Seu amor? Aceitais ser amados? 

 

Que o Senhor possa dizer de mim, um dia, tal como disse do Apóstolo Bartolomeu

«Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento. Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.» (Mt 23, 47. 51)

Encontros de Jesus - no Canal Sede sal, sede luz!

Encontros com Jesus - sede sal sede luz.jpg

Queridos amigos, queridos leitores

Partilho convosco a alegria dum novo desafio que o Senhor me lançou recentemente: contribuir para um canal de aprofundamento da Fé Católica. 

Aceita o desafio! Vem encontrar-te com Jesus: 12 Dias, 12 Mulheres, 12 Meditações em formato audio, no canal do Telegram Sede sal, sede luz
Alinhas?!😊