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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem esposa e mãe católica portuguesa. Neste blog partilho a minha caminhada em busca de Deus e da santidade, através da nossa Igreja Doméstica crescente!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem esposa e mãe católica portuguesa. Neste blog partilho a minha caminhada em busca de Deus e da santidade, através da nossa Igreja Doméstica crescente!

Tablet dos 10 Mandamentos da Lei de Deus - actividade para catequese infantil

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Passagem Bíblica a ser explorada:

Deus pronunciou todas estas palavras, dizendo: 

«Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egipto, da casa da servidão.

Não haverá para ti outros deuses na minha presença.

Não farás para ti imagem esculpida nem representação alguma do que está em cima, nos céus, do que está em baixo, na terra, e do que está debaixo da terra, nas águas. Não te prostrarás diante dessas coisas e não as servirás, porque Eu, o SENHOR, teu Deus, sou um Deus zeloso, que castigo o pecado dos pais nos filhos até à terceira e à quarta geração, para aqueles que me odeiam, mas que trato com bondade até à milésima geração aqueles que amam e guardam os meus mandamentos.

Não usarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não deixa impune aquele que usa o seu nome em vão.

Recorda-te do dia de sábado, para o santificar. Trabalharás durante seis dias e farás todo o teu trabalho. Mas o sétimo dia é o sábado consagrado ao SENHOR, teu Deus. Não farás trabalho algum, tu, o teu filho e a tua filha, o teu servo e a tua serva, os teus animais, o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias o SENHOR fez os céus e a terra, o mar e tudo o que está neles, mas descansou no sétimo dia. Por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e santificou-o.

Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias sobre a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.

Não matarás.

Não cometerás adultério.

Não roubarás.

Não responderás contra o teu próximo como testemunha mentirosa.

Não desejarás a casa do teu próximo. Não desejarás a mulher do teu próximo, o seu servo, a sua serva, o seu boi, o seu burro, e tudo o que é do teu próximo.» (Ex 20, 1-17)

Tablet dos 10 Mandamentos 3 v2.jpeg

 

Actividade:

Construir uma "tablet" de papel, cujos botões correspondem a cada 1 dos 10 Mandamentos da Lei de Deus.

 

Materiais necessários:

Tablet dos 10 Mandamentos 2 v2.jpeg

 

Como fazer:

  1. Imprimir o documento pdf (Tablet dos 10 Mandamentos da Lei de Deus)
  2. Pintar a gosto
  3. Recortar o contorno do tablet
  4. Naquela que será a face anterior do tablet, utilizar o x-acto/tesoura para recortar 3 lados de cada quadrado ("botão" do tablet), de forma a criar pequenas "janelas".
  5. Unir as 2 faces do tablet, utilizando o tubo de cola
  6. Colocar o nosso novo Tablet dos 10 Mandamentos da Lei de Deus no nosso canto de oração.

 

Caso realizem esta actividade manual com a vossa família ou com o vosso grupo de catequese, por favor partilhem connosco algumas fotos via email (marisa-milhano@hotmail.com)

As 10 pragas do Egipto - actividade para catequese infantil

Pirâmide das pragas do egipto 4 v2.2.jpeg

 

Passagens Bíblicas a serem exploradas:

O Faraó recusa, repetidamente, que o povo judeu vá até ao deserto adorar o seu Deus. Assim, dada a dureza do seu coração, o Senhor envia várias pragas como castigo contra o povo egípcio. Finalmente, após 30 anos e 10 duras pragas, o Faraó expulsa todo o povo judeu do seu território e domínio ... 

1. A ÁGUA TRANFORMADA EM SANGUE

O SENHOR disse a Moisés: «O coração do faraó tornou-se pesado; ele recusou deixar partir o povo. Vai ter com o faraó, de manhã, quando ele sair para a água. Espera-o na margem do rio, e levarás na mão a vara que se transformou em cobra. Dir-lhe-ás: 'O SENHOR, Deus dos hebreus, enviou-me ao teu encontro, dizendo: Deixa partir o meu povo, para que me sirva no deserto. E eis que até agora não escutaste. Assim diz o SENHOR: Nisto reconhecerás que Eu sou o SENHOR: eis que, com a vara que tenho na mão, ferirei as águas que estão no rio, e elas transformar-se-ão em sangue. Os peixes que estão no rio morrerão, o rio cheirará mal e os egípcios não poderão beber a água do rio.'». Assim fizeram Moisés e Aarão, como o SENHOR tinha ordenado. Ele levantou a vara e bateu nas águas do rio, aos olhos do faraó e aos olhos dos seus servos, e todas as águas que estavam no rio se transformaram em sangue. Os peixes que estavam no rio morreram; o rio ficou a cheirar mal e os egípcios não puderam beber a água do rio. E houve sangue em toda a terra do Egipto. (Ex 7, 14-18. 20-21)

2. PRAGA DE RÃS

O SENHOR disse a Moisés: «Vai ter com o faraó e diz-lhe: 'Assim disse o SENHOR: Deixa partir o meu povo para que me sirva. Se te recusares a deixá-lo partir, eis que Eu vou flagelar todo o teu território com rãs. O rio fervilhará de rãs; elas subirão e entrarão na tua casa, no teu quarto de dormir e para cima da tua cama, na casa dos teus servos e do teu povo, nos teus fornos e nos teus amassadoiros. Contra ti, contra o teu povo e contra todos os teus servos subirão as rãs.'»

O faraó chamou Moisés e Aarão e disse: «Rezai ao SENHOR para que afaste as rãs de mim e do meu povo, e então eu deixarei partir o povo para que ofereça sacrifícios ao SENHOR.» Moisés clamou ao SENHOR acerca das rãs que Ele tinha enviado contra o faraó. O SENHOR fez o que Moisés pediu, e as rãs morreram, desaparecendo das casas, dos pátios e dos campos. Mas o faraó viu que havia algum alívio, tornou pesado o seu coração, e não os escutou, como o SENHOR tinha dito. (Ex 7, 26-29. 8,4. 8b-9. 11)

3. PRAGA DE MOSQUITOS / PULGAS / PIOLHOS

O SENHOR disse a Moisés: «Diz a Aarão: 'Estende a tua vara e bate no pó da terra, e haverá mosquitos em toda a terra do Egipto.'» Eles assim fizeram. Aarão estendeu a sua mão e a sua vara e bateu no pó da terra, e houve mosquitos sobre os homens e sobre os animais. Todo o pó da terra se transformou em mosquitos em toda a terra do Egipto. (Ex 8, 12-13)

Pirâmide das pragas do egipto 1 v2.jpeg

4. PRAGA DE MOSCAS

O SENHOR disse a Moisés: «Levanta-te de manhã cedo e põe-te diante do faraó, quando ele sair para a água, e diz-lhe: 'Assim diz o SENHOR: Deixa partir o meu povo para que me sirva. Pois se tu não deixares partir o meu povo, eis que Eu enviarei moscas contra ti, contra os teus servos, contra o teu povo e contra as tuas casas. E as moscas encherão as casas dos egípcios, e até o solo sobre o qual eles estiverem. O SENHOR assim fez. As moscas entraram em grande quantidade na casa do faraó, na casa dos seus servos e em toda a terra do Egipto, que foi devastada pela invasão das moscas. 

O faraó disse: «Eu vos deixarei partir, e vós oferecereis sacrifícios ao SENHOR, vosso Deus, no deserto; simplesmente não deveis afastar-vos para muito longe. Rezai por mim.» Moisés saiu de junto do faraó e rezou ao SENHOR. O SENHOR fez conforme a palavra de Moisés. As moscas afastaram-se do faraó, dos seus servos e do seu povo, e não ficou nenhuma. Mas o faraó tornou pesado o seu coração ainda desta vez, e não deixou partir o povo. (Ex 8, 16-17. 20. 24. 26-28)

5. A MORTE DO GADO

O SENHOR disse a Moisés: «Entra em contacto com o faraó e fala-lhe: 'Assim diz o SENHOR, Deus dos hebreus: deixa partir o meu povo para que me sirva. Se tu recusares deixá-lo partir, e se o retiveres por mais tempo, eis que a mão do SENHOR estará sobre o teu gado que está nos campos, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas, e haverá uma peste muito pesada. E o SENHOR fez isso no dia seguinte: morreu o gado todo dos egípcios, mas do gado dos filhos de Israel nem sequer uma cabeça morreu. O faraó mandou ver o que se passava: eis que do gado de Israel nem sequer uma cabeça tinha morrido! Mas o coração do faraó tornou-se pesado, e ele não deixou partir o povo. (Ex 9, 1-3. 6-7)

6. PRAGA DE ÚLCERAS

O SENHOR disse a Moisés e a Aarão: «Apanhai uma mão-cheia de cinza de forno e Moisés lançá-la-á para os céus, diante do faraó. Ela tornar-se-á em pó fino sobre toda a terra do Egipto, e haverá nos homens e nos animais úlceras com erupções de pústulas por toda a terra do Egipto.» Tomaram então cinza de forno e colocaram-se de pé diante do faraó. Então Moisés lançou-a para os céus e houve úlceras pustulentas com erupções nos homens e nos animais. Mas o SENHOR endureceu o coração do faraó, e ele não os escutou, como o SENHOR tinha dito a Moisés. (Ex 9, 8-10. 12)

7. TEMPESTADE DE TROVÕES E GRANIZO

O SENHOR disse a Moisés: «Levanta-te de manhã cedo, apresenta-te diante do faraó e diz-lhe: 'Assim diz o SENHOR, Deus dos hebreus: Deixa partir o meu povo para que me sirva. Eis que farei chover, amanhã, a esta mesma hora, um granizo muito pesado, como não houve no Egipto desde o dia da sua fundação até hoje.» Moisés estendeu a sua vara para os céus e o SENHOR desencadeou trovões e granizo, e veio fogo sobre a terra; e o SENHOR fez chover granizo sobre a terra do Egipto. Houve granizo e fogo que se acendia a si mesmo no meio do granizo muito pesado, como não houve em toda a terra do Egipto desde que se tinha tornado uma nação. O granizo destruiu em toda a terra do Egipto tudo o que estava no campo, desde os homens aos animais; o granizo estragou toda a erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo. Somente na terra de Góchen, lá onde estavam os filhos de Israel, não houve granizo.

O faraó mandou chamar Moisés e Aarão, e disse-lhes: «Desta vez pequei; o SENHOR é o justo, e eu e o meu povo somos os culpados. Rezai ao SENHOR! Há muitos trovões de Deus e granizo! Então deixar-vos-ei partir e não permanecereis mais aqui.» Saiu, pois, Moisés da presença do faraó e da cidade, e levantou as palmas das mãos para o SENHOR; então cessaram os trovões e o granizo, e a chuva não caiu mais sobre a terra. O faraó viu que tinham cessado a chuva, o granizo e os trovões, e continuou a pecar.  (Ex 9, 13. 18. 23-28. 33-34a)

Pirâmide das pragas do egipto 2 v2.jpeg

8. PRAGA DE GAFANHOTOS

Moisés e Aarão entraram em contacto com o faraó e disseram-lhe: «Assim diz o SENHOR, Deus dos hebreus: 'Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa partir o meu povo para que me sirva. Pois se te recusas a deixar partir o meu povo, eis que Eu farei vir amanhã gafanhotos para o teu território. Eles cobrirão a superfície visível da terra, e não se poderá mais ver a terra; eles comerão o resto do que escapou e o que ficou para vós depois do granizo; comerão todas as árvores que crescem para vós no campo. Eles encherão as tuas casas, as casas de todos os teus servos e as casas de todos os egípcios, coisa que não viram os teus pais e os pais dos teus pais, desde o dia em que estão sobre a terra até este dia.'» Depois voltou-se e saiu da presença do faraó.

Moisés estendeu a sua vara sobre a terra do Egipto, e o SENHOR fez soprar um vento do oriente sobre a terra durante todo aquele dia e toda a noite. Pela manhã, o vento do oriente tinha trazido os gafanhotos. Os gafanhotos levantaram-se sobre toda a terra do Egipto e poisaram em grande quantidade por todo o território do Egipto. Nunca houve gafanhotos assim antes nem haverá depois. Eles cobriram a superfície visível de toda a terra, e a terra se escureceu. Comeram toda a erva da terra e todos os frutos das árvores que o granizo deixou. Não ficou nada de verde nas árvores nem na erva do campo em toda a terra do Egipto.

O faraó apressou-se a chamar Moisés e Aarão, e disse: «Pequei contra o SENHOR, vosso Deus, e contra vós. E agora digna-te perdoar o meu pecado só mais esta vez, e rezai ao SENHOR, vosso Deus, para que ao menos afaste de mim esta morte.» E Moisés saiu da presença do faraó e rezou ao SENHOR. O SENHOR mudou a situação, fazendo soprar do mar um vento muito forte, que levou os gafanhotos, e os arrastou para o Mar dos Juncos. Não ficou nem sequer um gafanhoto em todo o território do Egipto. Mas o SENHOR endureceu ainda o coração do faraó, e este não deixou partir os filhos de Israel. (Ex 10, 3-6. 13-20)

9. TRÊS DIAS DE ESCURIDÃO

O SENHOR disse a Moisés: «Estende a tua mão para os céus, e que haja trevas sobre a terra do Egipto, trevas onde se ande às apalpadelas!» Moisés estendeu a sua mão para os céus, e houve trevas densas em toda a terra do Egipto durante três dias. Um homem não via o seu irmão, e ninguém se levantou do seu lugar durante três dias; mas para todos os filhos de Israel havia luz onde residiam. O SENHOR endureceu o coração do faraó, e ele não quis deixá-los partir. (Ex 10, 21-23. 27)

10. A MORTE DE TODOS OS PRIMOGÉNITOS DO EGIPTO

O SENHOR disse a Moisés: «Farei vir ainda uma praga sobre o faraó e sobre o Egipto. Depois disso, ele deixar-vos-á partir daqui; e quando decidir deixar-vos partir, até vos expulsará daqui.» Moisés disse: «Assim diz o SENHOR: 'A meio da noite, Eu apresentar-me-ei no meio do Egipto, e morrerá todo o primogénito na terra do Egipto, desde o primogénito do faraó, que se sentará no seu trono, até ao primogénito da escrava, que está atrás da mó, e todo o primogénito dos animais. Haverá um grande clamor em toda a terra do Egipto, como nunca tinha havido antes e como nunca mais haverá. Mas, entre todos os filhos de Israel, nem sequer um cão latirá a homens e a animais, para que conheçais que o SENHOR fez uma separação entre o Egipto e Israel. Então, todos estes teus servos descerão até mim e se prostrarão diante de mim, dizendo: Sai, tu e todo o povo que te segue. Depois disso, sairei.»

E aconteceu que, no meio da noite, o SENHOR feriu todos os primogénitos na terra do Egipto, desde o primogénito do faraó, que havia de sentar-se no seu trono, até ao primogénito do prisioneiro, que está na prisão, e todos os primogénitos dos animais. O faraó levantou-se durante a noite, ele, todos os seus servos e todo o Egipto, e houve um grande clamor no Egipto, porque não havia casa que não tivesse lá um morto.

Ele chamou Moisés e Aarão durante a noite e disse: «Levantai-vos e saí do meio do meu povo, vós e também os filhos de Israel, e ide servir o SENHOR, como tendes falado. Tomai também as vossas ovelhas e os vossos bois, como tendes falado, ide e abençoai-me também a mim.» (Ex 11, 1. 4-8. 12, 29-32)

Pirâmide das pragas do egipto 3 v2.jpeg

 

Pequena explicação das 10 pragas:

10 pragas = 10 sinais da força libertadora de Deus; combate aos 10 principais falsos deuses do Egipto; 10 oportunidades de arrependimento para o Faraó e o seu povo

  1. A água transformada em sangue: O rio Nilo era fonte de vida para egípcios. Contudo, por causa desta praga, o rio tornou-se num local de morte. Apenas Deus é o Senhor da vida e Aquele que dá a vida.
  2. A praga de rãs: Uma das deusas egípcias da fertilidade era representada pela figura duma rã. Apenas Deus é o verdadeiro Senhor que dá a fertilidade às famílias, aos animais e aos campos.
  3. A praga dos mosquitos / piolhos / pulgas: Mosquitos são seres pequenos e aparentemente insignificantes mas que, ainda assim, o Senhor lhes dá o poder para se revoltarem, lutarem e vencerem o poderoso povo egípcio
  4. A praga das moscas: As moscas são responsáveis pela transmissão de várias doenças. Deus é quem cuida e trata de cada um de nós
  5. A morte do gado: O gado representava a principal fonte económica para o Egipto. Deus é o verdadeiro Senhor sobre o dinheiro
  6. A praga de úlceras: As úlceras eram feridas na pele muito dolorosas. Deus é quem tem verdadeiro poder sobre a saúde e a doença
  7. Tempestade de trovões e granizo: Os falsos deuses egípcios do clima e de controlo da meteorologia são vencidos pelo Senhor
  8. A praga de gafanhotos: Por causa desta praga, todas as fontes de alimento dos egípcios foram destruídas. Deus é quem dá o verdadeiro sustento e alimento
  9. 3 dias de escuridão: Praga que afecta directamente o Faraó e a sua família, que os egípcios acreditavam que eram verdadeiros deuses. Desta forma, o Senhor demonstra a sua superioridade e poder, vencendo o próprio Faraó
  10. A morte de todos os primogénitos do Egipto: A praga final. Representa que Deus é quem tem poder sobre o futuro.

Pirâmide das pragas do egipto 4 v2.jpeg

 

Actividade:

Construção duma pirâmide de papel com desenhos referentes às 10 pragas do Egipto colocadas por ordem.

 

Materiais necessários:

- Documento pdf (Pirâmide das 10 pragas do Egipto)

- tesoura

- cola

- lápis de cor ou canetas para decorar a gosto

 

Como fazer:

  1. Imprimir o documento pdf (Pirâmide das 10 pragas do Egipto).
  2. Pintar e recortar a pirâmide.
  3. Consoante se vá lendo a história das 10 pragas, associar a praga respectiva ao seu desenho, pintando-o e ordenando-o. 
  4. Recortar as 10 pragas e colá-las na pirâmide por ordem
  5. Dobrar a pirâmide. Unir as extremidade com um pouco de cola
  6. Colocar a nossa pirâmide das 10 pragas do Egipto no nosso canto de oração, de forma a nos lembrar que o Senhor está vivo, que é verdadeiramente Todo Poderoso, a confiarmos na Sua protecção constante e no plano de vida especial, que Ele escolheu, para cada um de nós 

 

Caso realizem esta actividade manual com a vossa família ou com o vosso grupo de catequese, por favor partilhem connosco algumas fotos via email (marisa-milhano@hotmail.com)

A sandália de Moisés - actividade para catequese infantil

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Passagem Bíblica a ser explorada:

O Senhor fala com Moisés, através duma sarça ardente. Moisés deixa-se tocar pelo fogo do amor de Deus e descalça as suas sandálias, reconhecendo assim a Sua imensa Santidade e aceitando colocar-se ao serviço do pobo judeu.

Moisés estava a apascentar o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madian. Conduziu o rebanho para além do deserto, e chegou à montanha de Deus, ao Horeb. O anjo do SENHOR apareceu-lhe numa chama de fogo, no meio da sarça. Ele olhou e viu, e eis que a sarça ardia no fogo mas não era devorada. Moisés disse: «Vou adentrar-me para ver esta grande visão: por que razão não se consome a sarça?»

O SENHOR viu que ele se adentrava para ver; e Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés! Moisés!» Ele disse: «Eis-me aqui!» Ele disse: «Não te aproximes daqui; tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa.» E continuou: «Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob.» Moisés escondeu o seu rosto, porque tinha medo de olhar para Deus.

O SENHOR disse: «Eu bem vi a opressão do meu povo que está no Egipto, e ouvi o seu clamor diante dos seus inspectores; conheço, na verdade, os seus sofrimentos. Desci a fim de o libertar da mão dos egípcios e de o fazer subir desta terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel, terra do cananeu, do hitita, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu. E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e vi também a tirania que os egípcios exercem sobre eles. E agora, vai; Eu te envio ao faraó, e faz sair do Egipto o meu povo, os filhos de Israel.»

Moisés disse a Deus: «Quem sou eu para ir ter com o faraó e fazer sair os filhos de Israel do Egipto?» Ele disse: «Eu estarei contigo. Este é para ti o sinal de que Eu te enviei: quando tiveres feito sair o povo do Egipto, servireis a Deus sobre esta montanha.»

Moisés disse a Deus: «Eis que eu vou ter com os filhos de Israel e lhes digo: 'O Deus dos vossos pais enviou-me a vós'. Eles dir-me-ão: 'Qual é o nome dele?' Que lhes direi eu?»  Deus disse a Moisés: «EU SOU AQUELE QUE SOU.» Ele disse: «Assim dirás aos filhos de Israel: 'Eu sou' enviou-me a vós!» Deus disse ainda a Moisés: «Assim dirás aos filhos de Israel: 'O SENHOR, Deus dos vossos pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob, enviou-me a vós: este é o meu nome para sempre, o meu memorial de geração em geração'. (Ex 3, 1-15)

 

Actividade:

Construção duma sandália de cartão, feita à medida do nosso pé. Deste modo, mostramos que também nós aceitamos o chamamento do Senhor e que, também nós, aceitamos ficar ao Seu serviço e ao serviço do Seu povo.

Moisés e a sandália 1 v2.jpg

 

Materiais necessários:

- embalagem de cartão / embalagem de cartolina / restos de cartão ou cartolina

- lápis de carvão

- tesoura

- tubo de cola ou fita-cola

- canetas e lápis de cor para decorar

 

Como fazer:

  1. Descalçar um pé e fazer o contorno do nosso pé sobre o cartão / cartolina.
  2. Recortar o contorno.
  3. Recortar algumas tiras rectangulares de cartão / cartolina (ver fotos para melhor orientação), que se tornarão nas tiras da nossa sandália
  4. Colar as tiras de cartão / cartolina, na parte de baixo (sola) da nossa sandália
  5. Decorar a gosto
  6. Colocar a nossa sandália no nosso canto de oração - para nos lembrarmos que estamos ao serviço do Senhor e do Seu povo

 

Eu incentivei os meninos a escreverem o seu nome no fundo da sandália e a transcreverem uma passagem bíblica para as tiras da sandália, como as seguintes: "Eu estarei sempre contigo" ou "Tu és solo sagrado" ou "Eu sou Aquele que sou". As meninas, em particular, gostaram muito desta actividade e divertiram-se bastante a decorar as suas sandálias ao seu próprio gosto.

 

Caso realizem esta actividade manual com a vossa família ou com o vosso grupo de catequese, por favor partilhem connosco algumas fotos via email (marisa-milhano@hotmail.com)

Moisés e a sarça ardente - actividade para catequese infantil

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Passagem Bíblica a ser explorada:

Deus chama Moisés, através duma sarça ardente, convocando-o a libertar o Seu povo da escravatura do Egipto.

Moisés estava a apascentar o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madian. Conduziu o rebanho para além do deserto, e chegou à montanha de Deus, ao Horeb. O anjo do SENHOR apareceu-lhe numa chama de fogo, no meio da sarça. Ele olhou e viu, e eis que a sarça ardia no fogo mas não era devorada. Moisés disse: «Vou adentrar-me para ver esta grande visão: por que razão não se consome a sarça?»

O SENHOR viu que ele se adentrava para ver; e Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés! Moisés!» Ele disse: «Eis-me aqui!» Ele disse: «Não te aproximes daqui; tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa.» E continuou: «Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob.» Moisés escondeu o seu rosto, porque tinha medo de olhar para Deus.

O SENHOR disse: «Eu bem vi a opressão do meu povo que está no Egipto, e ouvi o seu clamor diante dos seus inspectores; conheço, na verdade, os seus sofrimentos. Desci a fim de o libertar da mão dos egípcios e de o fazer subir desta terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel, terra do cananeu, do hitita, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu. E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e vi também a tirania que os egípcios exercem sobre eles. E agora, vai; Eu te envio ao faraó, e faz sair do Egipto o meu povo, os filhos de Israel.»

Moisés disse a Deus: «Quem sou eu para ir ter com o faraó e fazer sair os filhos de Israel do Egipto?» Ele disse: «Eu estarei contigo. Este é para ti o sinal de que Eu te enviei: quando tiveres feito sair o povo do Egipto, servireis a Deus sobre esta montanha.»

Moisés disse a Deus: «Eis que eu vou ter com os filhos de Israel e lhes digo: 'O Deus dos vossos pais enviou-me a vós'. Eles dir-me-ão: 'Qual é o nome dele?' Que lhes direi eu?»  Deus disse a Moisés: «EU SOU AQUELE QUE SOU.» Ele disse: «Assim dirás aos filhos de Israel: 'Eu sou' enviou-me a vós!» Deus disse ainda a Moisés: «Assim dirás aos filhos de Israel: 'O SENHOR, Deus dos vossos pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob, enviou-me a vós: este é o meu nome para sempre, o meu memorial de geração em geração'. (Ex 3, 1-15)

 

Actividade:

Actividade manual simples e rápida, de recortar, colar e pintar uma imagem alusiva ao encontro de Deus com Moisés através da sarça ardente

Moisés e a sarça ardente 2 v2.jpg

 

Materiais necessários:

- Documento pdf (Moisés e a sarça ardente)

- tesoura

- tubo de cola

- lápis de cor ou canetas para colorir

 

Como fazer:

  1. Imprimir o documento pdf (Moisés e a sarça ardente).
  2. Pintar e decorar a gosto.
  3. Recortar pelo tracejado (ver fotos para orientação) - limite inferior da árvore + contorno superior da figura de Moisés.
  4. Fazer uma ligeira dobra pelo meio de cada figura (ver fotos para orientação), para dar maior estabilidade à estrutura de papel.
  5. Fazer uma pequena dobra na lateral (assinalado por um tracejado diferente) e colocar um pouco de cola, de forma a colar as pontas da figura do Moisés à frente do restante desenho da sarça ardente (ver fotos para orientação).
  6. Colocar o nosso trabalho manual no nosso canto de oração, de modo a lembrarmo-nos que o Senhor é, realmente, Aquele que foi, que é e que será, e que nos diz diariamente: "Não tenhais medo. Eu estarei SEMPRE convosco."

 

Caso realizem esta actividade manual com a vossa família ou com o vosso grupo de catequese, por favor partilhem connosco algumas fotos via email (marisa-milhano@hotmail.com).

 

Esta actividade manual foi realizada em simultâneo com outra - a sandália de Moisés - que partilharei convosco nos próximos dias.

Deixemos os nossos ídolos e voltemos para o Senhor

Vendo que Moisés demorava a descer do monte, o povo reuniu-se à volta de Aarão e disse-lhe: «Vamos! Façamos para nós um deus que caminhe à nossa frente, pois a Moisés, esse homem que nos persuadiu a sair do Egipto, não sabemos o que lhe terá acontecido.» Aarão respondeu-lhes: «Tirai as argolas de ouro das orelhas das vossas mulheres, dos vossos filhos e das vossas filhas, e trazei-mas.» Eles tiraram as argolas que tinham nas orelhas e levaram-nas a Aarão. 

Recebeu-as das mãos deles, deitou-as num molde e fez um bezerro de metal fundido. Então exclamaram: «Israel, aqui tens o teu deus, aquele que te fez sair do Egipto» Vendo isso, Aarão construiu um altar diante do ídolo, e disse em voz alta: «Amanhã haverá festa em honra do Senhor.» No dia seguinte de manhã, ofereceram holocaustos e sacrifícios de comunhão. O povo sentou-se para comer e beber e depois levantou-se para se divertir. (Ex 32, 1-6)

De quantas formas diferentes este episódio poderia ser reescrito, com base em circunstâncias da minha vida? Poderia começar assim: "Vendo que o Senhor Se demorava a cumprir uma das Suas promessas, a impaciente Marisa, em vez de aguardar fielmente até que chegasse o momento certo e adequado, preparado com todo o carinho por Deus, reuniu todos os seus desejos e anseios, e disse: 'Vamos! Farei para mim um ídolo que caminhe à minha frente, que eu veja e toque, no qual eu possa mandar e assim fazer tudo consoante a minha vontade ..."

 

Conforta-me saber que não é só na minha vida que acontecem estes momentos de impaciência, de insegurança, de dúvida, de esquecimento das promessas do Senhor, de falta de Fé. A Fé, que é uma «resposta ao chamamento do Senhor», mas também um «exercício de memória», como explorámos num post anterior. O povo de Israel também caiu muitas vezes, como eu, na tentação da desconfiança das promessas do Senhor. E é nessas alturas que surge algo que é absolutamente contrário à Fé: a idolatria

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Imagem retirada daqui

Algo está a acontecer, Moisés avisou-os de que o Senhor o tinha chamado a subir até ao topo do Monte Sinai, para lhe falar e ensinar as leis e os mandamentos, que trariam vida e paz a todo o povo no seu futuro na Terra Prometida. O povo a nuvem que passa a cobrir a montanha, Aarão vê a imagem do fogo no topo do Monte. Todos sabem que algo está a acontecer, naquele preciso momento das suas vidas, que Deus está a agir, que não está adormecido, nem Se esqueceu deles nem está ocupado com outra coisa... 

E ainda assim, durante o período de quarenta dias e quarenta noites que "Moisés fica a falar com Deus no Sinai, o povo não suporta o mistério do Rosto Divino escondido, não suporta o tempo de espera". Com o passar do tempo, esquecem-se das promessas do Deus fiel, deixam que a dúvida e a suspeita comecem a entrar por entre brechas dos seus corações, como aconteceu com Adão e Eva no Éden, e tornam-se assim inseguros e impacientes. Da insegurança ao medo, acerca do presente e do futuro, é um saltinho. E o sentir medo aterroriza-os, porque leva-os a pensar e a reflectir, e sem a luz da Fé tudo parece tenebroso e incerto. Então o que fazem? Procuram a todo o custo "fazer festa", "comer e beber", "divertir-se", entreter-se, encher-se de outras coisas, para não terem que lidar com a realidade que vivem ... 

 

"Por sua natureza, a Fé pede para se renunciar à posse imediata que a visão parece oferecer". É um convite ao respeito "pelo mistério próprio de um Rosto que Se pretende revelar", sim, mas apenas "no momento mais oportuno". Não conseguindo suportar este "ainda não" da parte do Senhor, o povo israelita procura não só anestesiar-se e embriagar-se com divertimentos e prazeres, mas também escolhe "adorar um ídolo cujo rosto se pode fixar e cuja origem é conhecida" porque foi feito pelas suas próprias mãos e à sua própria imagem. 

Aliás, "diante deste ídolo, não se corre o risco de uma possível chamada" que os "faça sair" do seu conforto e segurança. Na verdade, a desconfiança, as dúvidas, o medo, a falta de Fé deste povo é de tal modo que, para o fabrico deste ídolo, eles aceitam até que lhes seja "tirada" as suas posses e bens, aceitam que os seus tesouros, que eram únicos e irrepetíveis, exclusivos de cada um, sejam conjuntamente despejados num molde uniforme, perdendo assim a sua originalidade e singularidade. Porque, um ídolo "é um pretexto para se colocar a si mesmo no centro da realidade", para a "adoração da obra das próprias mãos". E assim constroem altares para exaltarem a atenção própria, a exigência das suas "necessidades" e "direitos", o louvor do amor próprio...

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Chama-me particularmente à atenção que o povo hebraico tenha caído neste pecado da idolatria exactamente quando já faltava tão pouco tempo para que a sua espera terminasse. Moisés já estava a caminho, já estava a preparar-se para começar a descer a montanha, e trazer-lhes as tábuas da salvação, que lhes indicaria o caminho e lhes garantiria um futuro feliz. Eles já se tinham esforçado e lutado, contra as tentações, durante tanto tempo de espera - estava quase, tão quase, só faltava um bocadinho mais ... Ah, como sou parecida com o povo hebreu.

 

Assim, "perdida a orientação fundamental que dá unidade à sua existência, o homem dispersa-se na multiplicidade dos seus desejos". Fragmenta-se, desintegra-se. Por isso, "a idolatria é sempre politeísmo, movimento sem meta de um senhor para outro. A idolatria não oferece um caminho, mas uma multiplicidade de veredas, que não conduzem a uma meta certa, antes se configuram como um labirinto". Deste modo, quem escolhe não "confiar-se a Deus", terá de ouvir "as vozes dos muitos ídolos que lhe gritam: «Confia-te a mim!»" Ininterruptamente, infindavelmente ... 

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Então, o que poderemos fazer? Escolher a Fé. "A fé, enquanto ligada à conversão, é o contrário da idolatria: é separação dos ídolos para voltar ao Deus vivo, através de um encontro pessoal". Voltemos. Façamos memória, do passado e do futuro, e acreditemos "na Sua capacidade de endireitar os desvios da nossa história". Deixemo-nos "incessantemente transformar" ao passo do chamamento do Senhor, que nos convida a sair do nosso egoísmo e do nosso pecado, para nos encontrar-nos com Ele. E, deste modo, iremos descobrir que, "paradoxalmente, é neste voltar-se continuamente para o Senhor, o homem encontra uma estrada segura, que o liberta do movimento dispersivo a que o sujeitam os ídolos."

Canção da inspiradora Audrey Assad - "You speak"

 

Post escrito com eenxertos da maravilhosa Carta Apóstólica Lumen FideiLuz da Fé, 

escrita pelo Papa Bento XVI e pelo Papa Francisco, publicada em 2013, 13º ponto.

A divisão das águas e a travessia da terra seca (o 3º dia da Criação)

Primeiro trevas, depois uma luz brilhante proveniente do Senhor, o sopro do vento sobre as águas, a terra seca a surgir enquanto as águas se separam ... Estarei eu a falar do 3º dia da Criação, ou do episódio da divisão do Mar Vermelho? 

Bem, de ambos, na verdade.

Deus disse: «Reúnam-se as águas que estão debaixo dos céus, num único lugar, a fim de aparecer a terra seca.» E assim aconteceu. Deus chamou terra à parte sólida, e mar, ao conjunto das águas. E Deus viu que isto era bom. (Gn 1,9-10)

A imagem da divisão das águas - que representava o local do julgamento e da morte do homem - e do surgimento da terra seca - local seguro e estável, onde o homem poderia construir uma casa temporária, antes de chegar à sua Morada Eterna, no Reino dos Céus - foi uma imagem que permaneceu com o povo judeu durante muito tempo.

O povo hebreu não só viu, como experienciou na sua própria vida, esta imagem tão forte - a divisão das águas, inseguras e traiçoeiras, pelo poder do Senhor, e o surgir da terra seca, sólida e confiável. A indicação do caminho a seguir, preparado com a ternura dum Pai antes de todos os séculos ... 

Moisés estendeu a sua mão sobre o mar e o Senhor fez recuar o mar com um vento forte do oriente toda a noite, e pôs o mar a seco. As águas dividiram-se, e os filhos de Israel entraram pelo meio do mar, por terra seca, e as águas eram para eles um muro à sua direita e à sua esquerda. (Ex 14,21-22)

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Eis uma nova criação: um povo especialmente escolhido pelo Senhor. Cada hebreu recebeu um convite da parte do Senhor, um chamamento pessoal e único, para deixar o Egipto, a terra da escravatura, e a passar, através das águas do Mar Vermelho, pelo deserto das provações da vida, até chegar finalmente à Terra Prometida, onde então correria o mais puro leite e mel...

Neste deserto, Deus guiou e instruiu, alimentou e hidratou, curou e sarou o seu povo escolhido, dia após dia, tentando maravilhar e cativar os seus corações, durante 40 anos. O Senhor esforçou-se, enviando-lhes mil oportunidades por dia, para que o tempo passado no deserto, que as escolhas feitas por cada membro do Seu povo, lhes servissem para estabelecer qual o local da sua morada eterna - o Céu ou o Inferno. 

 

Também hoje, na minha vida, o Senhor tenta proteger-me das águas enganadoras do pecado, levando-me por um caminho seguro, nesta passagem temporária pela terra, guiando-me e instruindo-me, alimentando-me e hidratando-me, curando-me e sarando-me, dia após dia. Também a mim, não me faltam oportunidades, todos os dias, a todo o instante, para me abrir à graça e ao amor de Deus, para me deixar moldar à Sua imagem e semelhança, para escolher o local da minha morada eterna - o Céu ou o Inferno. 

Confinamento - à Luz da História do Povo de Deus

Na sexta-feira passada, tive a enorme graça de poder ouvir uma catequese maravilhosa, como há muito não ouvia, do nosso querido bispo de Setúbal, D. José Ornelas, no 1º Encontro Formativo da Pastoral Familiar de Setúbal.

Falou-se de 'confinamento' nos dias de hoje, nas nossas famílias, na nossa sociedade, mas através duma perspectiva diferente - trazendo à memória, e tornando vivas novamente, várias histórias do Povo de Deus, relatadas ao longo das Escrituras. Nunca antes me tinha apercebido de tantos paralelismos entre o passado do Povo de Deus, o nosso presente e as lições para o nosso futuro ... 

Começando pelo relato da 1ª Páscoa judaica, quando o povo hebreu se refugiou nas suas casas, para proteger os seus filhos e se distinguir dos egípcios, ao exílio na Babilónia exigido pelo rei Nabucodonosor, passando pelo distanciamento necessário entre Abrãao e o seu sobrinho Lot, até chegar ao 'desconfinamento' trazido por Jesus. Uma catequese que nos leva (e muito!) a reflectir, sempre à luz da Bíblia e da História do Povo de Deus. Absolutamente imperdível! 

 

Haverá mais catequeses ao longo do ano! Estejam atentos à página da Pastoral Familiar de Setúbal.

A divisão entre as águas (o 2º dia da Criação)

Deus disse: «Haja um firmamento entre as águas, para as manter separadas umas das outras.» E assim aconteceu. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. Deus chamou céus ao firmamento. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o segundo dia. (Gn 1,6-8)

No 2º dia da Criação, diz-nos o autor do Génesis que Deus criou as águas. As águas de cima seriam os Céus, onde Deus escolheu ser a Sua morada. Já as águas de baixo seriam a morada do homem. Entre elas, uma barreira, uma divisão, um firmamento, que separava o homem de Deus.

Em todo o relato da Criação, o 2º dia é o único dia que o Senhor não chama "bom". Deus não quer que o homem esteja separado Dele, mesmo que o homem insista em fazê-lo, escolhendo continuamente o pecado em vez do Seu amor. Deste modo, o 2º dia da Criação parece querer representar o mundo antes da vinda de Jesus.

 

Para o povo judaico, as águas do mar, profundas e insondáveis, representavam um local de morte e de julgamento para o homem. Foi nas águas do mar que a humanidade corrupta foi submergida, no dia do grande Dilúvio, enquanto Noé e a sua família, permanecendo sobre as águas do mar, dentro da arca, foram protegidos contra a morte. Foi nas águas do rio Nilo que o Faraó mandou afogar todos os bebés hebreus, enquanto apenas Moisés pôde ser protegido da morte, ao permanecer sobre as águas do rio, dentro duma cesta de vime. Foi também nas águas do mar Vermelho que os soldados do Egipto foram engolidos pela morte, que eles próprios provocaram, enquanto o povo hebreu atravessou as águas, sem que qualquer mal lhes acontecesse. 

 

Se, para os judeus, quanto mais fundo descermos nas águas, mais nos aproximaremos da morte, também é verdade que, quanto mais alto subirmos, mais perto estaremos de Deus, mais amiga e íntima será a nossa relação com o Senhor. Assim aconteceu com Moisés e depois com Elias, que encontraram o Senhor após subirem até ao topo da montanha. Também as alianças entre Deus e o seu povo realizaram-se sempre nos sítios mais altos.

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Mas "perto de" não quer dizer "junto de" ou "unido a". Se as águas de baixo representam a morada terrena do homem e, quanto mais fundo, mais perto da morte; se as águas de cima representam os céus e a morada eterna do homem, que ele almeja alcançar; e se existe uma barreira, uma divisão entre ambos, como poderá o homem ultrapassar essa barreira e chegar, por fim, até junto de Deus, unindo-se Àquele que a sua alma mais ama, o Único capaz de saciar os desejos do seu coração?

 

«Eu sou o Caminho», diz-nos Jesus.

Realmente, Jesus é a única via através da qual poderemos vir a alcançar o Céu e, assim, o amor eterno e abundante do Senhor. Foi Ele que nos abriu o caminho até ao Céu, foi Ele que restituiu a união primordial entre Deus e o homem, que havia antes do nosso pecado. Fê-lo na Sua Transfiguração, no cimo do Monte Tabor; fê-lo na Sua Crucificação, no topo do Calvário; fê-lo através da Sua Ascenção aos Céus, deixando o caminho aberto, desde o Monte das Oliveiras, para cada um de nós ...