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Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

Uma Jovem Católica

Sou uma jovem católica portuguesa.Neste blog partilho a minha caminhada em busca da santidade, da fé, da misericórdia, da caridade, do amor a Deus e ao próximo.Espero que ele vos possa ajudar a encontrar a Alegria do Evangelho!

O esforço do nosso "Sim" diário à vontade de Deus

Nos últimos anos, tenho vivido um intenso processo de discernimento vocacional que, pela transbordante e imprescindível graça de Deus, parece que chegou finalmente a um único caminho. Assim, neste último ano, tenho vivido com a certeza da minha vocação, após anos e anos de oração, aconselhamento e exploração das diversas vocações que a Igreja nos oferece. Mas o tempo passa e passa e passa e ... nada acontece.

 

Porque é que esta minha vocação não se concretiza, finalmente, Senhor?

Senhor, se me chamas tão fortemente por este caminho, por esta vocação, porque é que nada acontece, porque é que ela não se realiza?

Se Tu colocaste este desejo tão grande e profundo no meu coração, porque não o cumpres? Porque é que não o completas? 

 

À minha volta, vejo diariamente as vocações das outras pessoas a serem cumpridas; vejo-as a serem chamadas e a dizerem o seu "sim", visível e definitivo, à sua vocação e à vontade de Deus nas suas vidas. Eu também o queria fazer. Eu também o desejava fazer....  

E facilmente (oh tão facilmente!...) caio na tentação de pensar: Senhor, acaso esqueceste-Te de mim?

 

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Oh, a cruz de não vivermos (ainda) a nossa vocação em pleno ...

Oh, a cruz de vivermos uma vida que desejaríamos tanto que fosse diferente.

 

O Tentador, contudo, não perde uma única oportunidade. Mal abrimos esta pequena fresta no nosso coração - Senhor, acaso esqueceste-Te de mim? - e ele fará de tudo para que continuemos a cair, para que nos afastemos do amor de Deus. Quando mal damos por isso, já caímos na tentação de duvidar do imenso amor de Deus por nós - Se me chamas a esta vocação e ela não se realiza, é porque não me amas Senhor ... 

 

O Maligno é o príncipe da sedução e ele, mais que ninguém, sabe exactamente como nos seduzir com as suas mentiras - Porque me mostras, Senhor, tantos bons exemplos de vocações a serem cumpridas e realizadas, e a minha não? Porque me mostras tanto ouro na vida dos outros, e na minha nem sequer um pouco de ferro parece existir? Porque é que não permites que aconteça? Porque é que o impedes de acontecer? 

 

Oh, poderá Deus, alguma vez, impedir que se cumpra aquilo que Ele próprio mais deseja, mais ainda que qualquer um de nós - o cumprimento pleno da nossa vocação, através da qual nos santificaremos e assim viveremos para todo o sempre em profunda comunhão de amor com Ele ... 

 

Oh, que pecado tão grande o meu!

Não, não é assim que deve ser a minha postura perante esta situação. Não, não é assim que eu devo responder por este caminho que o Senhor me leva, que eu não compreendo e que eu não concordo que seja mesmo por aqui ... (Não podia ser mais rápido, Senhor? Tem mesmo de demorar assim tanto tempo a acontecer?)

 

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Noutros dias (numa nova tentativa do Príncipe da mentira e da discórdia), dou por mim a escolher evitar a todo o custo pensar sequer na minha vocação, não permitindo que este meu desejo profundo se manifeste no meu dia a dia. Escolho ignorá-lo, escolho escondê-lo, escolho evitá-lo, chegando até a negá-lo, chegando até a fingir que não o conheço e que ele não existe ... 

Oh, esta é um tipo de resposta muito fácil, muito confortável, que muitos escolhem.

Mas não, esta também não é a atitude correta...

 

Então, o que devo fazer? 

Aceita a Cruz. Aceita essa luta, diária. Aceita esses desejos, tão profundos, tão entranhados no teu coração; aceita-os, recebe-os, acolhe-os ... E aceita o facto de eles ainda não se terem cumpridos, de ainda não terem sido plenamente satisfeitos ou realizados.

Aceita esta tua necessidade, esta tua incompletude, aceita esta falta que tens - e permite que seja o próprio Deus a preencher e completar esse espaço (aparentemente) vazio.

Dói o peito? Chama o Senhor e pede-Lhe que te cure e alivie. 

Não aguentas mais? Pede a Deus pela fortaleza que não possuis.

Não sentes mais nada do que um enorme vazio? Oferece-o, vá, oferece-o ao Senhor, se é tudo o que pensas possuir....

 

Lembra-te, Marisa, das lições que Deus tão carinhosamente já te ensinou nestes anos. Se sentes tão fortemente este desejo, se hoje é um daqueles dias em que a não realização da tua vocação te custa tanto, se dói tanto que chega a arder no peito - então sabes (lembra-te!) que Deus está neste preciso momento a tentar dizer-te: Está na altura de passarmos algum tempo juntos, tu e Eu. Não, esta sede insaciável não é pela tua vocação; esta sede só Eu próprio posso saciar. Vem Comigo, então beberás e comerás e ficarás saciada ... 

 

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Sim, é uma cruz não vivermos (ainda) a nossa vocação em pleno ... - é libertador poder reconhecer esta verdade....

Sim, é uma luta e uma cruz, diária - a liberdade que surge ao admiti-lo....

É um caminho, cheio de bênçãos e graças mas também de muitas dores e lágrimas.

Sim, é uma luta dura e contínua, esta de viver com um desejo tão grande e tão forte no nosso coração que ainda não foi satisfeito.

Sim, é uma cruz que eu tenho de aceitar levar comigo todos os dias, em todos os instantes da minha vida.

Se é este o cálice que desejas que eu beba, Senhor, seja feita a Tua vontade - eu continuarei a beber diariamente deste cálice, eu escolho continuar a beber dele ... 

 

Mas sem dúvidas que há dias mais fáceis que outros. Há dias em que este cálice não parece ser tão amargo e insuportável como parece noutros dias... 

 

Para que serve, então, este tempo de espera? Este tempo em que nada parece acontecer?

Para poderes crescer em virtudes. Para poderes aprender e treinar todas aquelas virtudes que precisarás, diariamente, a partir do dia em que o Senhor te chamar a viver (concretamente) a tua vocação - fortaleza, mansidão, paciência, temperança, auto-doação total e voluntária, saber sofrer com alegria, saber oferecer todos os nossos sacrifícios por mais pequenos que aparentes ser, aprender a dizer "sim"s e "não"s pequeninos (mas ainda assim custosos e dolorosos) - para quando chegar o dia, em que o Senhor te perguntar: aceitas - completa e eternamente - este caminho? - então poderes dizer um verdadeiro e autêntico "sim".

 

Então eu escolho dizer-Te que sim, meu Deus e meu Senhor, neste preciso instante, àquela pequena coisa que me queres oferecer. Eu escolho acolher a Tua vontade, eu escolho acolher-Te. Eu escolho fazer a Tua vontade, neste momento. E daqui por uns instantes, meros segundos ou minutos, eu escolherei, novamente, dizer-te que sim, e depois e depois e depois ... 

 

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E se, pela graça de Deus, conseguirmos permanecer nesta atitude de acolhimento, de aceitação, com o coração aberto e disponível a ouvir a palavra e os desejos d'Aquele que mais nos ama, então conseguiremos compreender que viver este período de espera é exactamente o melhor plano de vida que Deus tem para nós. É a nossa melhor oportunidade para vivermos e crescermos em santidade.

A santidade é, afinal, a nossa vocação universal, aquela a que todos somos chamados. E estar, neste momento, neste período de espera, faz parte da minha vocação à santidade. Esta espera servirá para me tornar mais santa. Esta espera é o melhor caminho que a minha vida poderia assumir para me poder tornar santa

Passar por este período de espera fará de mim mais santa, duma forma mais rápida e eficaz, do que se já estivesse a viver em pleno a minha vocação. Deus assim o promete. 

 

Sim, eu estou, neste preciso momento da minha vida, no exacto lugar e situação que Deus deseja que eu esteja; na exacta fase do caminho que fará de mim santa ... a santa que só eu posso ser.

 

Que o vosso coração permaneça sempre em paz

Para onde quer que olhemos, seja a sociedade à nossa volta, seja a nossa própria vida, deparamo-nos com um permanente estado de agitação e de inquietude.... Ninguém está bem, ninguém se sente bem e em paz.... Há sempre tanta coisa para fazer, tanta coisa que precisa de ser feita ... As horas não esticam, o tempo não pára, a vida não abranda ... Encontramo-nos, todos nós, num completo estado de agitação, de inquietação, de frustração, de ausência de paz ...

 

"Reine nos vossos corações a paz de Cristo"  (Col 3,15)

 

Mesmo aqueles que procuram seguir o caminho do Senhor, procurando tornar-se santos à Sua semelhança - eis-nos, na mesma, nesse estado de inquietação profunda e permanente. Mesmo quando procuramos amar e servir os irmãos à nossa volta - eis-nos, na mesma, nesse estado de agitação, ansiedade e incerteza ... 

 

"Reine nos vossos corações a paz de Cristo"  (Col 3,15)

 

Ai de mim, Senhor, que não o permito... não permito que a Tua paz reine no meu coração e não confio plenamente nas Tuas promessas. Ai de mim, Senhor meu ..

 

"Sem Mim, nada podeis fazer."  (Jo 15,5)

 

Palavras de Jesus... deixemo-las ressoar dentro de nós ...

 

"Sem Mim, nada podeis fazer."  (Jo 15,5)

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Imagem retirada daqui

 

Quem penso eu que sou, para achar que consigo fazer algo de bem ou de bom, sem a ajuda do Senhor?

Não, nenhum de nós o consegue fazer....

Se queremos, verdadeiramente, viver na paz de Cristo; se queremos que essa paz reine continuamente nos nossos corações e nas nossas vidas - então, eu preciso de me convencer desta difícil mas importante verdade: todo o bem que eu consigo fazer, vem de Deus, e não de mim própria. 

 

"Sem Mim, nada podeis fazer."  (Jo 15,5)

 

Jesus não disse "sem Mim, não podeis fazer muita coisa"; não, na verdade, Ele disse-nos claramente que "sem Mim, nada podeis fazer".

Nada. Nada podeis fazer.

 

Para experienciarmos esta verdade (ou para nos relembrar mais uma vez dela), Deus permite que passemos por diversas dificuldades, desafios, falhanços e humilhações nas nossas vidas. Sim, podem não parecer à primeira vista (ou à segunda, ou à terceira, ou ...), mas estes momentos difíceis são para nosso bem. Deus poupar-nos-ia deles, claro, se houvesse outra maneira de nós compreendermos. Mas eles são imensamente necessárias - só através deles conseguimos identificar e reconhecer a nossa (absoluta) incapacidade de realizar nem que seja um pouquinho de bem e de bom. 

 

Obrigado Senhor por me mostrares esta verdade; obrigado Senhor por abrires os meus olhos; obrigado Senhor pela Tua infinita misericórdia; obrigado Senhor ...

 

Mas, como posso eu mudar? Como posso ser diferente? 

Como posso permitir que a Tua graça actue livremente na minha vida?

 

Já alguma vez tiveram a oportunidade de observar a superfície dum lago ou duma pequena porção de água, que fosse capaz de refletir as formas das nuvens e o brilho do sol? (a minha casinha nova permite-me lembrar desta analogia todos os dias)

Quanto mais calma, serena e tranquila a superfície dessa água estiver, mais perfeitamente poderá reflectir a forma das nuvens e o brilho do sol. Mas se, pelo contrário, a superfície da água estiver agitada, inquieta e ondulante, já não poderá refletir a maravilhosa luz do sol.

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Imagem retirada daqui

 

O mesmo acontece com Deus e a nossa alma.

Quanto mais calma, tranquila e em paz estiver a nossa alma, melhor poderá refletir o amor de Deus, melhor se assemelhará à santidade do Senhor, melhor a Sua graça poderá actuar sobre nós.... Mas se a nossa alma se mantiver continuamente agitada e turbulenta, a graça, o amor e a misericórdia de Deus terão muitíssimo mais dificuldade em actuar em nós.

Todo o bem que fazemos provêm do Senhor. Todo o bem que realizamos só o fazemos pela graça de Deus, que se reflete nas nossas vidas. 

 

Quantas vezes, oh quantas vezes, nós nos agitamos e nos preocupamos ao tentarmos resolver tudo, todos os problemas, através da nossa própria força e capacidades - quando seria imensamente mais eficaz se permanecessemos na paz do Senhor, confiássemos Nele como as crianças pequeninas, e O permitissemos actuar em nós e nas nossas circunstâncias ... 

 

"Vede o que diz o Senhor Deus, o Santo de Israel:

«A vossa salvação está na con­ver­são e em terdes calma;

a vossa força está em terdes con­fiança e em permanecerdes tranquilos

Mas não quisestes."   (Is 30,15)

 

Então Deus convida-nos a sermos sossegadinhos e preguiçosos?

Claro que não!

Deus convida-nos sim, em todos os instantes e situações, a agir (às vezes, a agir mesmo muito) mas sob o impulso e graça do Espirito Santo, que é sempre gentil, suave e pacífico. E não sob um espírito de inquietude, preocupação, agitação e pressa desmedida, como tanta vez nós escolhemos fazer.... 

 

Aliás, uma das estratégias mais utilizadas pelo Maligno para nos afastar do amor de Deus é precisamente fazer-nos perder a paz nos nossos corações...

Não o podemos permitir! 

A paz e a esperança de coração são características essenciais e identificativas dum cristão e nunca devem ser perdidas - ainda mais nos dias de hoje, onde parece que somos os únicos a conseguir manter essa luz no mundo ... 

 

Comecemos já pela oração - uma das armas mais poderosas que Deus nos ofereceu...

 

Espírito Santo, amor do Pai e do Filho

Inspirai-me sempre

O que devo pensar

O que devo dizer

O que hei-de calar

O que hei-de escrever

O que hei-de fazer

Para Vossa glória

Para o bem de todas as almas

E para a minha própria santificação.

Ó meu bom Jesus, em Vós ponho toda a minha confiança!

Amém

 

 

Reflexão após leitura dum livro do Pe Jacques Philippe

O que terá feito Maria (e José) ao longo do primeiro Advento da História?

O Advento está aí à porta!

Preparemos os nossos corações, com a maravilhosa ajuda de um dos melhores vídeos de oração e meditação em preparação para o Advento, que eu alguma vez tive a oportunidade de vivenciar.

Não encontro palavras para vos recomendar este vídeo - mudará certamente a vossa percepção do primeiro Advento e de todos os eventos que ocorreram ao longo desse tempo de preparação para a chegada do nosso Salvador! 

 

 Um Santo Advento para todos! 

Retiro de preparação para o Crisma - parte 2

Retiro de preparação para o Crisma - Parte 1

Retiro de preparação para o Crisma - Parte 3

 

Um dos nossos objectivos para o Retiro de preparação para o Crisma (que comecei a partilhar convosco na semana passada) é que fosse memorável - não por ser grandioso nem espectacular, mas por ser capaz de criar memória, viva, chamativa, durável, dentro de cada pessoa. Queríamos que as pessoas se lembrassem, com carinho e amor, dos ensinamentos partilhados, das lições aprendidas, das sensações e impressões marcadas para sempre na nossa memória ... E todos sabemos que, para auxiliar a nossa memória, não há nada melhor do que uma pequena lembrança ... ou várias!

 

Nós tínhamos um orçamento muito pequenino para prepararmos o Retiro, e portanto tanto eu como a outra organizadora do Retiro tentámos sempre utilizar o máximo de recursos/materiais que ambas já possuíamos de actividades anteriores (por exemplo, velas e cartolinas). Ou então, quando foi mesmo preciso comprar materiais novos, tivemos de recorrer às opções (melhor dizendo, soluções!) mais baratinhas que encontrámos.... 

 

Ora, na abertura do Retiro, no início da primeira manhã de catequese, entregámos um primeiro Cartão de Oração com uma velinha (inspirado numa ideia do pinterest). Que acham?

 

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Como fizemos?

- Desenhámos e recortámos a partir duma cartolina amarela A3, rectângulos com 14,5 cm de altura x 9,5 cm de largura.

- Imprimimos, recortámos e colámos a Oração a Jesus (podem fazer o download aqui ou então aqui) - tal como podem observar nas imagens. A oração foi encontrada num manual de catequese antigo e eu criei a imagem no computador.

- Depois, colámos uma velinha branca em cada Cartão de Oração.

- Cada velinha tinha à sua volta um versículo bíblico relacionado com o poder e as graças da oração. Imprimimos os versículos em papel branco autocolante, recortámos e colámos em cada vela.

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Durante as refeições, as nossas mesas estavam decoradas com velas e bandeiras com as palavras-chave do nosso retiro (inspirada noutra imagem do pinterest):

 

O caminho rumo à santidade requer…

Coragem, Esperança, Graça e Conversão

 

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Como fizemos?

- Utilizámos 8 velas de tamanho médio, em copos de vidro, para serem distribuídas pelas 2 mesas compridas.

- Usámos restinhos de papel celofane vermelho e branco (que já possuíamos de actividades anteriores - mas acredito ser possível utilizar qualquer outro tipo de papel/tecido/material que possuam), para revestir as velas

- Cortámos o papel celofane com um formato arredondado (tanto quanto nos foi possível), com cerca de 10cm de diâmetro a mais que o diâmetro das velas

- Colocámos o papel celofane branco por dentro do papel vermelho

- Atámos com uma fitinha branca as 2 camadas de papel celofane às velas, deixando um lacinho

- Amachucámos o papel celofane, para dar mais volume

 

- Depois, para as bandeiras, utilizámos 8 paus de espeto compridos

- Imprimimos e recortámos as bandeiras (que eu desenhei no computador) - podem fazer o download aqui ou então aqui. Recortámos apenas os limites exteriores de cada bandeira - a linha do meio das bandeiras serviu-nos apenas para sabermos onde dobrar o papel para fazer as bandeiras.

- Colámos as bandeiras envolvendo os paus de espeto - tal como podem ver pelas imagens.

- Por fim, quando pusemos as mesas, espetámos uma bandeira por cada vela.

 

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Depois do almoço, no início da catequese da tarde, entregámos um outro Cartão de Oração - desta vez, ao Divino Espírito Santo (ideia igualmente inspirada numa imagem do pinterest). Esta oração foi-me oferecida há 3 anos atrás, nas catequeses de adultos de preparação para o Crisma, e tenho-a rezado todos os dias desde então!  

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Como fizemos?

- Utilizámos molas da roupa de madeira, que eu pintei de vermelho com tinta acrílica (o tipo de tinta mais barata e que mais facilmente se encontra).

- Imprimimos e recortámos as pombas - que representam o Espírito Santo (podem fazer o download das pombas aqui ou então aqui).

- Colámos as pombas às molas de madeira - tal como podem ver pelas fotos.

 

- Imprimimos e recortámos as imagens com a Oração ao Espírito Santo (que eu criei no computador e que podem fazer o download aqui ou então aqui).

- Desenhamos e recortámos rectângulos em cartolina vermelha, laranja e amarela, com cerca de 0,5-1cm a mais do que as imagens com a oração.

- Por fim, colámos as orações às cartolinas e prendemo-las às molas com as pombas.

 

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No final da noite, após a Adoração ao Santíssimo, servimos uma pequena ceia com chá, leite e umas bolachinhas de manteiga que eu fiz, alusivas ao Retiro como não podia deixar de ser ;)

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Como fizemos?

- Ingredientes das bolachas de manteiga:

  • 600g de farinha
  • 250g de manteiga (idealmente já à temperatura ambiente)
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 2 ovos 
  • 300g de açúcar
  • raspa de 2 limões

- Receita das bolachas de manteiga:

  • Ligar o forno no máximo
  • Misturar numa tigela os 2 ovos com o açúcar.
  • Juntar a raspa de 2 limões
  • Misturar, noutra tigela, a farinha e o fermento com a manteiga. Misturar com as mãos, tentando desfazer ("esfarelar" com as mãos uma na outra) a manteiga por completo na farinha.
  • Juntar o conteúdo das 2 tigelas. Pode-se utilizar logo as mãos para misturar ou usar a batedeira em pouca velocidade no início e depois utilizar as mãos.
  • A massa deve ficar fofa mas consistente.
  • Deixar repousar a massa no frigorífico durante, pelo menos, 20 min (coberta com película aderente).
  • Esticar a massa usando um rolo (e eu uso também película aderente entre a massa e o rolo - facilita o trabalho) e usar as formas
  • Eu tentei fazer alguns desenhos nas bolachas com um palito (para parecerem ainda mais umas pombas) antes de levar ao forno.
  • Colocar as bolachas num tabuleiro coberto com papel vegetal
  • O nosso forno é bem velhinho e não nos diz a temperatura (só tem máximo ou mínimo) e portanto, no nosso forno, no máximo, as bolachas estão prontas em cerca de 20-25 min. As bolachas estão prontas assim que começarem a ficar douradinhas nas pontas (cuidado que elas facilmente cozem de mais e depois ficam muito duras ...)
  • Deixar arrefecer e depois é só partilhar!

 - Eu encontrei a forma da pomba para fazer as bolachas durante as minhas férias em Lamego.

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Ressalva: todas estas fotos foram tiradas em casa. Durante os 2 dias de Retiro não tive oportunidade de tirar qualquer fotografia - havia sempre tanta coisa para fazer que me esqueci completamente!

Fizémos ainda outros trabalhos manuais para o Retiro - principalmente para a decoração do espaço onde decorreu as catequeses (que ficou tão bonito!). Mas, infelizmente, não tenho nenhuma fotografia para partilhar convosco ... 

 

No final do Retiro, oferecemos ainda uma lembrança muito especial a cada participante ... mas isso fica para o próximo post 

Uma Rainha diferente de todas as outras

Por causa do recente casamento real britânico, durante várias semanas (ou melhor durante meses!) quase toda a gente andou a falar de reis e rainhas, príncipes e princesas, e a discutir como seriam as suas vidas....

Como deve ser a educação duma princesa, duma futura, possível rainha?

O que deve saber, o que deve fazer, como se deve vestir, como deve falar?

Ninguém duvida que para se ser princesa ou rainha é necessária uma esmerada preparação; afinal, é um cargo de tanta importância e impacto....

 

Domingo, oração do Santo Terço.

Mistérios Gloriosos: 5° Mistério, a coroação de Nossa Senhora como Rainha do céu e da terra.....

Pai Nosso, que estais nos Céus ....

Meu Deus, que diferença tão grande! A diferença não podia ser maior!

Como a vida, a história e a pessoa de Nossa Senhora é imensamente diferente da das outras rainhas deste mundo...

 

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Avé Maria, cheia de graça ... 

Maria nasceu numa família pobre e humilde, longe de qualquer realeza ou regalias... 

Viveu grande parte da sua vida numa pequena aldeia, na escondida e esquecida Galileia ....

Segundo a Tradição da Igreja, terá recebido alguma forma de educação no Templo de Jerusalém, mas não consigo deixar de pensar que muito mais terá ela aprendido ao lado das outras mulheres simples, comuns judias, mães de famílias numerosas, que trabalhavam de sol a sol ... e não de professoras de etiqueta...

Maria terá planeado na sua juventude uma vida de serviço, consagrada unicamente a Deus ... muito longe da vida rodeada de repórteres, de curiosos e de bajuladores que a realeza deste mundo tem de viver ... 

Mas, ainda assim, Maria aceitou livremente, cheia de amor e graça, a mudança radical de vida que Deus lhe propôs, sem deixar que o medo do futuro desconhecido a dominasse um só segundo ...

A vida simples de ser esposa dum mero carpinteiro, cheia de pequenas santificações e renúncias no dia a dia, sem criados à sua volta para fazer tudo e mais alguma coisa ...

Maria que, nem sequer grávida de termo, em pleno trabalho de parto, ninguém aceitava receber nas suas casas e nos seus corações ....

Nossa Senhora que conheceu a dor de ter um esposo que, se mo permitirem dizer assim, chegou a ponderar o divórcio ... que conheceu a dor da viuvez e a dor de ver o seu único filho morrer... 

Nunca houve na sua vida nada semelhante a uma tiara de diamantes ... mas apenas uma coroa de espinhos e um coração transpassado ...

Uma Rainha, que nunca sonhou, nunca imaginou ser uma. Uma Rainha apenas coroada, com uma coroa de estrelas, após a sua morte, após ter sido levada pelos Anjos em corpo e em espírito até ao Céu ...

E assim 10 Avés-Marias ...

 

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo ...

E, apesar de ter sido coroada Rainha, ainda assim é a primeira a estender os braços a qualquer pobre e imundo pecador que lhe peça auxílio e intercessão, está sempre acessível para nos ouvir e ajudar em qualquer instante, está sempre pronta para ser nossa Mãe. 

 

Não temos só uma maravilhosa e extraordinária Rainha no Céu a rogar por nós, temos uma Mãe! 

Salvé Rainha, Mãe de misericórdia ... 

Como rezar o Terço da Divina Misericórdia

Grandes poderes trazem sempre grandes responsabilidades, não é?

Não tem sido nada fácil para mim adaptar-me ao facto de que sou realmente médica e de que agora tenho a vida das outras pessoas nas minhas mãos. Tem sido realmente uma responsabilidade enormíssima!

Quando Deus nos coloca num cargo de poder e responsabilidade, podemos cair no pecado do orgulho e da (ilusória) auto-suficiência, ou então podemos encontrar (como eu desejo que seja o meu caso) uma estrada maravilhosa de humildade, de serviço e de confiança, não no nosso saber ou competência, mas de confiança em Deus, que está sempre connosco em todos os instantes, que guia (se O deixarmos) todos os nossos passos, que sabe o futuro e todos os "se's" de cada pequeno acto ou decisão, e que cuida de nós e dos nossos doentes como só um amoroso Pai o podia fazer...

 

Há um dizer antigo, uma frase que sinceramente não sei qual o autor, mas que diz algo parecido com:

Hoje tenho tanta coisa para fazer, que tenho de rezar o dobro para conseguir fazer tudo!

 

E eu tenho-me encontrado nessa situação desde que em Janeiro comecei a trabalhar como médica. Apercebi-me de que precisava, para o meu bem mas principalmente para o bem dos meus doentes e dos meus colegas, de estar em oração pelo menos o dobro do tempo que anteriormente.... mas, para isso, foi necessário fazer diversas renúncias, como já é habitual em todos os pedidos que Deus nos faz....

 

Lidar quase diariamente com a morte dum doente tem sido uma das partes mais difíceis... verdadeiramente difícil - especialmente difícil porque, em 6 meses de trabalho em enfermarias de medicina, nunca, nem uma única vez, tive um doente que aceitasse ou pedisse para chamar um padre, para se confessar, receber a Sagrada Unção e poder morrer indo directamente para o Céu, sem qualquer pecado que o separasse do amor de Deus ....

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Imagem retirada daqui

 

Há já algum tempo que uma querida amiga me tinha falado do Terço da Divina Misericórdia e do seu especial poder com as pessoas que estão a morrer. Esta oração, vinda do próprio coração de Jesus, foi-nos transmitido por Santa Faustina e, graças a Deus, tem sido cada vez mais divulgado pelo mundo.

Eu não consigo rezá-lo durante o trabalho ao lado da pessoa que está a morrer, tal como nos é pedido - o serviço de urgência é absolutamente caótico e por cada pessoa que está a morrer, existem pelo menos outras cinco que precisam dos meus cuidados JÁ!! e nas enfermarias há tanto, tanto, tanto trabalho para fazer que nem sequer me lembro ... 

Então, que solução encontrei? Passei a rezar o Terço da Divina Misericórdia todos as noites. Foi mais um processo de adaptação, com recuos e dificuldades (tal como tinha sido com o Santo Terço), mas com a nossa boa vontade, a Deus nada é impossível.

 

Mas afinal como se reza o Terço da Divina Misericórdia?

Existem diversas formas, tal como já tinha descoberto anos atrás em relação ao Rosário

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Imagem retirada daqui

 

Usem um Terço normal e comecem por rezar um Pai-Nosso, uma Avé Maria e o Credo.

Depois, em cada conta grande (que corresponderia ao Pai Nosso no Rosário) rezem:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade 

do Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, 

em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

 

Em cada conta pequenina (que corresponderia às Avés Marias no Rosário) rezem:

Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

 

Por fim, no final do Terço (que corresponderia às 3 Avés Marias em honra da pureza de Nossa Senhora) rezem por 3 vezes:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

 

Tal como no Rosário, pode-se adaptar um pouco esta oração de acordo com aquilo que o nosso coração nos diz. Para mim, faz todo o sentido rezar, no final de cada conta grande + das 10 contas pequeninas (que corresponderia ao Glória no Rosário), a formula de oração do Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal.

Também dou por mim às vezes a rezar "Pela Tua dolorosa paixão" em vez de "Sua" .... eu gosto mais de rezar para e com Jesus directamente, mas é apenas um gosto pessoal...

 

Existem, tal como no Rosário de Nossa Senhora, diversas promessas de graças especiais, que Jesus partilhou com Santa Faustina, para quem rezasse estas orações com verdadeiro amor. Vale a pena lê-las com atenção! 

 

Esta é uma oração muito simples e muito rápida, que está ao alcance de todos. Durante o retiro de catequistas da Quaresma passada, houve uma pessoa, um executivo de sucesso, com uma vida particularmente agitada e com uma profissão muito exigente, que partilhou connosco que, diversas vezes ao longo do seu dia, saía no final de cada reunião em direção à casa de banho, e que lá encontrava os minutos, a paz e o silêncio necessário para poder rezar esta rápida mas extraordinariamente eficaz oração.

Como eu disse, quando há boa vontade, a Deus nada é impossível - e abençoada seja a criatividade com que Ele nos dotou! 

A humildade do Espírito Santo

Está a ser muito difícil encontrar tempo para escrever aqui no blog. Assim, durante uns tempos, pelo menos, apenas poderei ir partilhando convosco pequenos pensamentos e reflexões, como a de hoje.... 

 

Ontem dei por mim a pensar, quando meditava nos Mistérios Luminosos, que a 3ª Pessoa da Santíssima Trindade é, sem dúvida, a parte mais humilde de Deus.... 

Toda a gente fala, e muito, acerca de Deus Pai e de Jesus.... mas do Espírito Santo.... bem, pelo menos eu, penso Nele e contemplo-O muitas poucas vezes, muito menos do que deveria....

O Espírito Santo faz tanta coisa no nosso mundo, nas nossas vidas mas recebe tão pouco mérito, é sempre tão esquecido ....

Quanta humildade! 

Assim, que possamos hoje, às portas de uma das celebrações mais importante do nosso ano litúrgico, meditar, falar e tentar conhecer melhor o Espírito Santo.

 

E se fizéssemos o voto de Lhe rezarmos todos os dias, usando por exemplo a pequena oração que partilhei convosco há alguns anos atrás....? 

 

cartão de oração 2

 

Vocação, missão e descanso em Deus

"Fomos criados por Deus para o descanso!"

 

O quê?? Eu ouvi bem??

Mais de 100 pessoas ficam a olhar, perplexas, para o sr. Pe José Pinheiro, no passado sábado dia 2 de Março, no início do retiro quaresmal para catequistas, a nível diocesano, que decorreu no nosso belíssimo Seminário em Almada.

 

"Sim, ouviram bem, Deus criou-nos para descansarmos Nele!"

Na verdade, já Santo Agostinho afirmava

Criaste-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração vive inquieto, enquanto não repousar em Vós!

 

Mas não se enganem: descansar em Deus é muito diferente de não fazer nada. Aliás, envolve até fazermos muita coisa, dizer Sim a Deus muitas e muitas e muitas vezes - quando apetece e quando não apetece, quando dá jeito e quando não dá jeito nenhum, quando posso e mesmo quando não posso...

Mas devemos fazer tudo isso, com o nosso coração em paz, nas mãos de Deus, no exacto local onde ele pertence. Só encontramos verdadeiro descanso para a nossa alma, um descanso permanente, seguro, eterno, quando encontramos Deus e a Ele oferecermos a nossa pobre alma e aceitarmos descansar Nele.

 

rest in jesus.jpg

Imagem retirada daqui

 

Existem muitas pessoas que descansam demais (quantos exemplos podemos nós encontrar nos Evangelhos... e nas nossas vidas!)... ou melhor dizendo, usam essa desculpa para permanecerem estacionários no conforto das suas vidas

Outras, pelo contrário, não conseguem ficar quietas, fazem, fazem e fazem, como autênticas Martas... mas esquecem-se ou desvalorizam aquilo que é mais importante - conhecer e amar Deus, crescer todos os dias em intimidade com Ele, deixar que Ele nos fale ao coração, que cuide das nossas feridas, que nos ensine o caminho a seguir, e que desta relação de amor transborde abundantemente o amor pelo próximo.

Não importa o quão cheia ou agitada ou preenchida a nossa vida esteja. Pelo menos um momento de oração por dia é absolutamente essencial nas nossas vidas. Essencial! Imprescindível!

Porque

«Sem Mim, nada podeis fazer»   Jo 15,5

 

Cada um de nós tem uma vocação, um chamamento por parte de Deus, para sermos santos. Santos! Conseguem imaginar-vos santos? Eu não consigo imaginar-me! Mas o olhar de Deus vai sempre mais longe que o nosso...

Esta nossa vocação tem ser descoberta - alguns mais cedo, outros mais tarde na vida. E quando a descobrimos, devemos olhá-la com verdadeiro espanto (Tu queres-me a mim, Senhor?!), com verdadeira humildade (Oh Senhor, mas eu não sou digno!) e com verdadeiro agradecimento (Se Tu queres Jesus, então eu também quero!).

A nossa vocação surge do nosso encontro pessoal com Jesus. Eu não escolho a minha vocação - Deus escolhe. E por mais que eu a negue e que tente fugir e dizer que não, a nossa vocação é incontornável. Aceitarmos a vocação de Deus é o único, único caminho que sacia completamente e que me traz felicidade verdadeira.

Ao procurarmos Jesus, descobrimos depois a nossa missão; do nosso encontro com Jesus, brota uma missão. Enquanto a vocação à santidade é universal, é para todos, a missão que Deus tem para cada um de nós é única, irrepetível, personalizada. Ninguém a poderá fazer por mim. Tenho mesmo de ser eu. Só podia ser eu a fazê-la.

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Imagem retirada daqui

 

Ser catequista faz parte da missão que Deus escolheu para mim.

Partindo sempre do meu encontro pessoal, íntimo, familiar, de pleno amor, com Deus, eu devo dar testemunho aos outros, devo apontar o caminho, devo partilhar as maravilhas que Deus continuamente faz na minha vida, devo evangelizar, sempre, em todos os momentos, em todos os lugares, não apenas na sala de catequese.

 

Sábado foi um dia muito chuvoso, com muito vento e trovoada. Na hora de meditação pessoal durante o retiro, senti-me a ser chamada numa dada direção no Seminário. Eu já devia ter adivinhado quem seria - claro que fui encontrar uma bela estátua de Nossa Senhora, bem ali, à minha espera. Fiquei toda molhada, mas nem dei conta.

Ali, no meio dos trovões, da chuva, do vento, não pude deixar de reparar num pequeno passarinho que insistia em continuar a cantar - e que bem que cantava. Quanto mais chovia, mais trovejava, mais ele cantava! Que eu assim seja também ...

 

Para terminar, queria apenas partilhar convosco algumas ideias (já antigas, ao que parece) do nosso querido Papa Francisco (mas que eu nunca tinha lido antes!) para manifestarmos visivelmente o amor de Deus durante a Quaresma (e que foram partilhadas connosco durante o retiro).

 

15 actos de caridade como manifestações concretas de amor

  • Sorrir - um cristão é sempre alegre
  • Agradecer - embora não "precise" fazê-lo
  • Lembrar o outro quanto o amamos
  • Cumprimentar com alegria as pessoas que vemos todos os dias
  • Ouvir pacientemente a história do outro, sem julgamento, com amor
  • Parar para ajudar - estar atento a quem precisa de mim
  • Animar alguém
  • Reconhecer os sucessos e as qualidades do outro
  • Separar o que não se usa e dar a quem precisa
  • Ajudar alguém, para que possa descansar
  • Corrigir com amor - não calar por medo
  • Ter pequenas delicadezas para quem está perto de nós
  • Limpar o que se suja em casa
  • Ajudar os outros a superar os seus obstáculos
  • Telefonar aos nossos pais

 

E agora, para coisas ainda mais dificeis

O melhor jejum

  • Jejum de palavras negativas e abundância de palavras bondosas
  • Jejum de descontentamento e abundância de gratidão
  • Jejum de raiva e abundância de mansidão e paciência
  • Jejum de pessimismo e abundância de esperança e optimismo
  • Jejum de preocupações e abundância de confiança em Deus
  • Jejum de queixas e abundância de agradecimento pelas coisas simples da vida
  • Jejum de tensões e abundância de orações
  • Jejum de amargura e tristeza e abundância de alegria no coração
  • Jejum de egoísmo e abundância de compaixão pelos outros
  • Jejum de falta de perdão e abundância de gestos de reconciliação
  • Jejum de palavras e abundância de silêncio para ouvir os outros

A continuação duma santa Quaresma para todos!